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novembro 29, 2004
Portugal, Portugal?
É com alguma perplexidade que nós, deste lado, vamos acompanhando o que vai acontecendo na "metrópole". Nada melhor do que parafrasear o refrão da música de Jorge Palma de há 22 anos atrás...
Ai, Portugal, Portugal
De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera
E outro no fundo do mar
Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar
Não querendo ser derrotista, confesso que parte das razões para este auto-exílio se prendem com o facto de estar farto de Portugal e do surrealismo reinante em diversos domínios do nosso (agora vosso) quotidiano.
O XVII Congresso do PCP traduziu-se na morte anunciada do que restava do comunismo militante e conservador na Europa Ocidental. Não percebi a viragem à esquerda do partido através da eleição do Jerónimo de Sousa por muitas ou algumas reflexões que faça. Muito menos o ar de muitos dos congressistas. Por quantas mais legislaturas estará o PCP representado no parlamento nacional? 2? 3?... Não é que lhes ache particularmente grande piada. Sobretudo depois de aos 17 anos ter ido à Bulgária ver o que era o comunismo e sofrido um choque de realismo que me curou das tendências de esquerda mais à esquerda. Mas sempre eram uma voz desagradável para quem quer que estivesse no poder.
Os últimos acontecimentos em Portugal não encerram, em si, nada de particularmente relevante a não ser a confirmação do nível de degradação a que chegou o sistema. Há que fazer algo a bem da continuação da [alguma] credibilidade que as instituições que nos representam deverão ter... Mas lá que a primeira metade da presente década ficará conhecida na história de Portugal como uma das piores, é bem provável.
Como cantava Jorge Palma, o maluco, "enquanto ficares à espera, ninguém te pode ajudar".
Para quando o murro na mesa?
Miguel S.
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Comentários
prezado amigo a tua reflexão merece da minha parte um elogio.
realmente portugal precisa não de um mas dois murros em cima da mesa.
Andaram os nossos pais a lutar para construir um portugal livre e mais forte economicamente para que uma duzia de Kapangas destruirem em um dia o que outros fizeram em 30 anos.
Quanto ao pcp concordo que já devia ter mudar, não ficar agarrado ao que está mal (leninismo) só há evolução quando se aprende com os erros do passado.
Com um abraço inté.
Publicado por: pr em novembro 30, 2004 12:27 AM
Yep.
O PC não muda, mas pensando bem ... mudar para quê (não há machado que corte a raiz ao pensamento...)?
Entre eles ou o "Santana" venha o diabo e escolha ...
Acho que vou virar e votar no PS (isto se o Sócrates se reunir de gente capaz - senão continuo a não votar).
O PR que dissolva JÁ a assembleia ...!!!
Hehehehehe
Publicado por: Eu de cá de baixo ... em novembro 30, 2004 01:43 PM
Pues lo dicho: "al Cesar lo que es del Cesar", te lo he dicho ya y no me cansare de elogiar una y otra vez si es posible el modo que tienes para transmitirnos una reflexion como en este caso o narrarnos una experiencia diaria, que muchas veces debo reconocer me hace participe de tus emociones y vivencias cual protagonista...En este caso del PCP, pues debo reconocer mis limitaciones y temo no ser objetiva al opinar sobre ello porque si bien es cierto que fue por la Revolución de hace 30 años por la cual tu pais, quedo en libertad del fascismo y que además fue casi casi el empujón para la desconolizacion de África. Pues como toda revolucion fue y será fuente de enseñanza a fin de no cometer los mismos errores eso nadie lo niega pero sin embargo al hablar sobre ideas y legados comunistas, no puedo dejar de mencionar el efecto que tuvieron estas en un pais como el mio donde solo dejo muchas muertes injustificadas a cuestas....Nuevamente felicitaciones señor escritor... besos y chaitoo
Bet
Publicado por: Bet em novembro 30, 2004 02:12 PM










