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janeiro 29, 2005
A Cª dos Tugas, Lda.
Como é próprio dos sítios mais pequenos, os nossos seguem a tendência do azeite quando despejado na água...
Curtem bué e curtem-se bué, certamente. Devo ser eu o esquisito. Passo a explicar: custam-me os sorrisos de circunstância, o fingir que aquela pessoa até me agrada quando numa amostragem de 10 milhões de habitantes só por pura coincidência os 15 ou 20 portugueses da nossa idade que aqui vieram parar seriam compatíveis com a minha maneira de ser, forma de estar, para que a socialização funcionasse genuinamente. Sendo este sentimento passível de reciprocidade. Mesmo assim tive sorte: o puto é porreiro tal como o faquico, a ana quico e o nm. Malta simpática e pouco dada a merdas.
E depois têm comportamentos curiosos, dignos de registo num qualquer almanaque. É uma fauna dos diabos. Era capaz de ser um tema interessante para um qualquer doutorando da área da sociologia.
Moçambique foi uma grande escola no que se refere a nós. Cedo aprendi que o mesmo passaporte não era suficiente para o social. Diverti-me muito mais com a Ann B., à volta de muitas caixas de Nederburg e míscaros feitos à sua maneira. Isso e os jantares, as longas conversas no casarão com as ventoínhas a rodar por cima das nossas cabeças ao ritmo das oscilações da energia. As suas histórias de guerrilheira na Nicarágua pelos contras. Alguns segredos das ONGs. Os muitos anos de África. Boa companheira.
Por cá não há muita gente. Na verdadeira acepção da palavra. Faltarão as ONGs provavelmente...
Yono.
Miguel S.
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Comentários
os primeiros dois parágrafos (vá 3) se bem continuados, davam uma história do caraças ...
(mas não tou a ver os n todos ...)
Publicado por: Loco loco em janeiro 31, 2005 02:46 PM










