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janeiro 21, 2005

Nós

Tive uma sorte dos diabos em conhecer algumas pessoas da minha família. Ainda mais pelo facto dos 60 anos de diferença não terem sido impedimento para um conhecimento mais profundo ao longo de várias décadas (a malta tem a mania de morrer [muito] depois dos 80 com o bisavô a dizer até já depois dos 100...). Mas introdução à parte, esta entrada é apenas para aqui deixar dois poemas escritos pela minha avó ao meu avô, não sabia eu ainda que viria a nascer, por altura dos seus aniversários. Ei-los:

Ao meu querido esposo
Esta prenda venho dar
É pouco p'ró que merece
Mas foi o que pude arranjar

Pois como deves saber
Tenho falta de dinheiro
Pois que por minha vontade
Te daria o mundo inteiro

Um cravo também queria
Para te dar de presente
Mas só encontrei a rosa
Que te envio juntamente

Muitos parabéns e beijos da
Irene
14.12.1965

Três anos depois escreveu:

Ângelo:

Pelo teu aniversário
Muitos, muitos parabéns
E que gozes com saúde
Juntamente com teu bem

No dia dos namorados
É que tu fazes anos
Que importa a nossa idade
Se ainda nos amamos

Um dia muito feliz
São os votos da tua
Irene
14.12.1968

Fiquei parvo quando os li. Que orgulho.

Yono.
Miguel S.

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Comentários

possas!!! e com toda a razão! Estas são as coisas pelas quais vale de facto a pena viver e lutar!
Tudo o resto é nada!

Publicado por: ac em janeiro 21, 2005 10:58 PM

Lisboa,
Cacuaco,
gente que vi,
gente que conheci,
amigos dum dia,
amigos da vida,
imagens,
sentimentos,
que ficam,
prá vida.

Publicado por: Locoloco em janeiro 26, 2005 09:56 AM