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fevereiro 28, 2005

Brancas

Tão brancas que impressionavam. Isso e o delicioso e suculento recheio de chocolate, comme il faut. Reservado para o último dia. Uma pena.

Yono.
Miguel S.

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Regresso a casa

Depois de 70 páginas, 400 parágrafos, 1.523 linhas, 6.591 palavras, 28.930 caracteres e 144 quadros em 38.7 Mbytes, a missão ficou concluída. Libertei-me da jaula dourada e voei para casa. Dormir. Muito, nos próximos dias. Já não devia fazer brincadeiras destas como tantas vezes fiz em Moçambique. Há que [re]ganhar juízo. Nem com o pote no fim do arco-íris.

Yono.
Miguel S.

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fevereiro 26, 2005

Isto de...

...ouvir tagalog todos os dias é cansativo. Safaaaaaaaaaa!

Yono.
Miguel S.

PS-Hoje era o R. em grande discussão com a mulher em Manila.

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Jantar na ilha

Finalmente, o respirar. Depois de algumas horas de reunião a saída com o camarada Renatovsky também conhecido em certos meios como Lucas! Para descontrair, a conversa em dia, um bom jantar devidamente acompanhado por um qualquer alentejano, maduro. O mar à frente e a mesa quase em cima da areia. Já tinha saudades daqueles espaços, do Miami, do Caribe. É disto que eu gosto cá e aí. Da mesma forma que em Portugal não vou aos sítios onde me sinto mal, procuro fazer o mesmo por cá. Nunca tive vocação para missionário. Embora registe e muito.

A tentativa de um copo no Palo's e rumo a mais um mergulho às duas da manhã. Missão comprida.

Yono.
Miguel S.

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fevereiro 24, 2005

Há merdas que só apetece dizer asneiras

O puto c. foi, finalmente e a muito custo, evacuado hoje para Luanda. Em vôo normal. Ainda estou para saber como é que o puseram no avião se ele não pode andar... Chegado à capital então não é que a seguradora mandou para o aeroporto uma ambulância que não tinha autorização para ir até à placa?!!! Teve ele que esperar no avião até que arranjassem outra que pudesse entrar? Depois um gajo não pode desatar à canelada a esta malta toda senão mete-se num molho de bróculos dos grandes!

Vou mas é p'rá piscina a ver se de cabeça para baixo começo a ver melhor as coisas!

Yono.
Miguel S.

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Não se pode ir à rua!

Até os cães [vadios] são mutilados, porra!

Yono.
Miguel S.

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Ora bem,

o que me apetecia mesmo agora era estar deitado debaixo de água numa qualquer praia mediterrânica, a uns 2 ou 3 metros de profundidade a ver alguém a nadar à superfície. Isso ou a meio metro e a largar bolhas de ar.

Yono.
Miguel S.

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Ufa!

Curou-se finalmente. Não mais vou precisar dos meus skills de agente secreto para perceber o que escreves! :D

Yono.
Miguel S.

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fevereiro 23, 2005

Abdul, o cozinheiro

Já não o via há muito tempo. Ontem lá estava ele, na cozinha do acampamento. O grande cozinheiro que fazia uns cous cous fantásticos, entre outras coisas bem condimentadas.

- Salam alekum! - cumprimentei-o a sorrir.
- Alekum salam. Oh! You are here?! - perguntou-me no seu inglês paquistanês.
- Yeah. I had to come down for a few days. Ya goin' home again? - estranhei o bigode.
- Noooo! I will have vacations only in June. Sill a long time. - disse ele olhando para a comida que ia servir.
- Hummm, why then the moustache? Last time you told me it was because of your wife. - tinha ele dito na altura que era forçoso chegar ao Paquistão com um grande bigode senão a mulher iria pensar que ele o teria rapado cá para se meter com as miúdas.
- Oh that. I can't cut anymore because my skin gets red when I do it.

E ficou então explicada a razão do bigode. Por acaso ficava melhor sem ele, o que explicaria os temores da mulher. E os portugueses? Tirando o bigode, já em desuso, o que é que os maridos terão que levar como adorno ao regressar a casa para que elas não desconfiem?

Yono.
Miguel S.

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Ai como é bom

Esta será uma entrada sem pés nem cabeça tal não é a quantidade de pensamentos que me assomam, assim, em catadupa.

Pensava eu como assim vale a pena. Chegada a Luanda rumei ao Alvalade, saí de lá para um reduto da empresa onde me deixaram sozinho, isolado: uma vivenda protegida de olhares indiscretos, decoração africana, piscina ao centro, quartos e áreas comuns à volta da piscina, terraço no primeiro andar a toda a volta da piscina sendo afinal este o elemento central da casa. O esforço assim o exige. São já semanas de intenso trabalho e poucas horas de sono noite após noite. Em princípio até amanhã estará finalmente concluído. Reserva-se então, para surpresa minha, o descanso do guerreiro no Mussulo. Estendido ao sol, mulatas, o batido de abacate, mulatas, o mergulho, mulatas, jantar a olhar para o céu estrelado, mulatas, algumas centenas de metros a nadar com alguma intensidade para ter os músculos definidos ao sair (e encolher só um bocadinho a barriguita a ver se se disfarça um pouco o pneu dos 30), mulatas, o pino mal feito, mulatas e mais mulatas. Não as chamei para aqui por alguma fixação mas apenas porque quando alguém fala do Mussulo, é como se lá apenas existissem mulatas e mais mulatas "boas comó milho!" dizem...

No meio destes devaneios de quem já não vê a luz do sol há algum tempo e disfruta a tal piscina no silêncio da noite, água ainda morna do sol, completamente nu - o gozo que me dá nadar nu - acabo por pensar como é bom estar aqui nestas condições. E penso de repente nos outros. Não consigo deixar de fazê-lo como quando hoje fui comprar algo na rua. Alguns descalços e mal amanhados. As miúdas sem soutien com as t-shirts largas e colarinhos descaídos. Os operários na barraca feita estufa num almoço sabe-se lá de quê, dos candongueiros que passam cheios de gente, estranha. Não consigo deixar de pensar como é bom tudo isto, de como é bom estar nesta África com estilo, com muita desta malta sem saber o que é um bom par de sapatos, sem saber o que é comer uma refeição a uma mesa, sem saber o que é uma casa, sem saber o que é chegar a casa, viver em condições, sem mosquitos a morder a toda a hora, sem os cheiros horríveis de algo que não devia estar cá fora a ampliar os odores nefastos do calor húmido tropical. Sim, isto é espectacular. Sobretudo quando conseguimos olhar sem ver e perceber sem sentir, pois de outro modo não conseguiríamos andar por aqui muito tempo.

Yono.
Miguel S.

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fevereiro 22, 2005

Prima astérico

Tive que ouvir várias vezes a mesma mensagem para ver se percebia qual era mesmo a tecla que devia premir: astérico, o novo símbolo mais comummente conhecido por asterisco ou até agora como tal. Aqui é mésmonóvedades.

Yono.
Miguel S.

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fevereiro 20, 2005

Achei piada...

...a esta apresentação do meu bloguezito com uma das fotografias que mais gosto. As keywords é que não correspondem à realidade!

Yono.
Miguel S.

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E agora?

Valerá a pena voltar a acreditar em Portugal? Satisfação pela esmagadora vitória da esquerda, faltando apenas a eleição de Cavaco Silva para presidente da república, lol.

Yono.
Miguel S.

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O Alvalade

Finalmente consegui ficar neste hotel da capital. Para já, bem melhor que o Trópico. Enche-me muito mais as medidas. Então depois do jantar, ainda mais. Decoração excelente, quartos confortáveis, restaurante acima da média, pessoal jovem e muito simpático. Como é bom voltar à civilização!

Já noutra perspectiva, também esta unidade de Luanda vem confirmar a excelente aposta do Grupo Teixeira Duarte na hotelaria. Em Moçambique estão relativamente bem posicionados e aqui, em Luanda, dominam completamente o melhor segmento do mercado.

Claramente, parece-me que a escolher um local para ficar, iria pela seguinte ordem: Alvalade, Trópico, Continental e Méridien Presidente. Abriu um hotel novo na ilha de Luanda que parece ser igualmente engraçado. A ficar da próxima vez.

Yono.
Miguel S.

PS-Acabei de descobrir na casa-de-banho 3 preservativos, novidade nestes hoteis todos por onde tenho andado. Não é que dêm para muito mas sempre ajudam, lol.

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Sol abrasador

Um grande domingo. Torra-se lá fora a esta hora. Mais umas duas horas e arranco para a capital. Espera-me um banho de "civilização" - é o que há de melhor num raio de 1500km, seguramente - com as idas ao Miami, Cais de 4, Palo's para dois dedos de conversa, com amigos, refrescados por uns gin tónicos. E a semana será marcada por muitos blás e mais blá, blá, blá, blá, coçar de cocurutos seguidos de mais blás, cifrões, papeis e outras cenas que tais.

Yono.
Miguel S.

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fevereiro 19, 2005

"Oh!

Ainda está cá? Já tinha dado baixa de si." Comentário à porta do hospital, ao início da noite de hoje, depois de ver o estado em que se encontrava o puto C., confirmando o que sempre suspeitara: eles existem.

Yono.
Miguel S.

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Uma nova página

Há que ser pragmático. Uma nova página está aberta com os preparativos já iniciados. Estou muito satisfeito hoje. Jantar de comemoração com uma bela sardinhada e alguns pingos.

Yono.
Miguel S.

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[foto] A Casa Grande

Yono.
Miguel S.

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Noite complicada

Isto correu mal e a noite revelou-se extremamente delicada. É muito ténue a linha. Demasiadamente.

Vieram-me à memória episódios já [quase] esquecidos do norte de Moçambique e do que aconteceu ao C..

Yono.
Miguel S.

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fevereiro 18, 2005

Proposta

...la la la, la la la la laaáaa, queres dançar comigo?

Yono.
Miguel S.

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[foto] Tanta água!

Yono.
Miguel S.

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Ele olhou-me mal!

O Bon está farto de chatear-me para andar a pé com o grupo dele às 5:30 da manhã. Ainda acordei dois dias às cinco da manhã para experimentar mas rapidamente mudei de ideias, pois o controlo remoto que determinava os meus movimentos avariou.

No outro dia, estavam a passar em frente ao Hospital Central e viram um puto a atirar pedras a um cão com uma fúria desmesurada. Uma atrás da outra. Pararam e perguntaram ao miúdo porque é que estava a atirar pedras com tanta raiva ao cão ao que lhes respondeu "ele olhou-me mal". Legitimada tão insólita situação, prosseguiram a sua marcha ao som das pedras e ganidos do cão, cada vez mais longe...

Yono.
Miguel S.

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O pula ciclista

Para desanuviar, pego na bicicleta e desato a pedalar pela cidade fora. Disseram-me no início que era doido por causa dos condutores. Caguei nisso. Vários dias depois ainda não tive um único susto. Hoje foram 27km em 48 min. Sempre a abrir, com fúria. O corpo agradece lembrar-lhe de vez em quando que [também] está aqui para isso e a mente abstrai-se. E para além disso, já só faltam 28 dias para ficar assim, lol.

Farto-me de rir com algumas reacções. Gritam palavras de incentivo. Da rua, dos carros. Assobiam. Mandam beijos. E eu que não oiço nem vejo nada?!

Yono.
Miguel S.

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E quando elas acontecem

Ao fim da tarde de hoje um puto que trabalha para nós, o C., teve um acidente. A quantidade de sangue que jorrava pela uretra levou a que fosse prontamente evacuado para o Hospital Central. Das urgências ao BO foi um passo. Até que me chamaram de urgência que o assunto era grave. Ainda pensei para comigo "porra! o puto não aguentou a cirurgia." Afinal precisavam de dinheiro para lhe comprarmos os medicamentos...

No hospital, fui vê-lo de imediato à sala de reanimação. Cumprimentou-me com um aperto de polegar, mão, polegar. Contou-me a história toda, que estava com frio e que tinha medo de já não poder fazer mais filho. Sorri. O puto simpático de 22 anos, com a mulher prestes a ter o primeiro, receava ficar por ali naquela missão tão nobre. Medi-lhe a temperatura e tinha de facto a testa fria. O cirurgião tinha pedido uma transfusão de 1000ml para as 19h e, 45 minutos depois, [ainda] nem sequer sabiam qual o seu tipo de sangue. Olhei para o saco ligado à algália. A intervenção parecia ter sido bem sucedida. Olhei à minha volta. Seis camas com cinco ocupantes, quatro dos quais do sexo feminino. Numa das extremidades uma jovem, ainda a recuperar da intervenção, completamente nua. Contorcia-se. A cara em muito mau estado.

Já no exterior, tive que intervir juntamente com o nosso pessoal do posto médico para que a [única] enfermeira da hemoterapia fosse com urgência tirar-lhe o sangue necessário para o teste. Ainda resmungou porque tinha muito que fazer mas, pelo passo descontraído com que andava, não parecia. Afinal o sangue dele era do tipo A+. Muito tempo depois disseram que não tinham no banco. Seria preciso encontrar um dador do mesmo tipo, um familiar ou outra pessoa. O [irmão] mais velho prontificou-se de imediato para regressar alguns minutos depois dizendo que afinal não aceitavam que desse pois não pesava os 55Kg necessários. Decidiu-se chamar o tio, mais robusto fisicamente [gordo]. Neste compasso de espera, fui falando com um dos nossos técnicos o qual me disse que o tipo dele também era A+ só que estava com receio porque não sabia se o sangue dele estaria "bom". Perguntei-lhe de imediato se nunca tinha feito análise de HIV ao que me respondeu negativamente e que, por isso mesmo, entre sorrisos, não estava muito inclinado para dar o sangue devido aos testes que iriam fazer.

Dei as instruções adequadas à situação e fui ver o puto antes de sair . Dizia-se com dores (entretanto a miúda da ponta já estava tapada). Chamei a enfermeira da reanimação para ver a medicação. Ainda nos rimos, para o animar um bocado, com a história de já não poder fazer filho. Disse-lhe o que temos que dizer nesta alturas mesmo sabendo que não é inteiramente verdade.

Há momentos vieram ter comigo a casa. Afinal, ninguém da família tem o mesmo tipo de sangue e a mãe está na buala. Mas tiveram uma ideia e lembraram-se de um sítio que talvez tivesse e descobriram. Só que "sabe comé né, eles disseram logo que tens que largar". Quanto é? Uma nota mas baixaram para 6. Feito.

Yono.
Miguel S.

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[foto] Trabalho de equipa

Yono.
Miguel S.

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Inverdades noticiosas

Ontem à noite, um amigo fez referência a uma notícia da BBC Online sobre estas paragens. A mesma está em clara consonância com as que passaram por aí, nalguns meios de comunicação social, aludindo a um cenário desajustado da realidade, testemunhada por nós que estamos cá! Obviamente que essas notícias provocaram telefonemas de Portugal.

Espanta-me que entidades tão conceituadas como a BBC, não confirmem as fontes por forma a prestar um serviço isento e de qualidade. Ao que a notícia se referia, em concreto, se tiver chegado a uns 5% do relatado já terá sido muito. É que vi ao vivo e a cores a situação. É por situações como esta que me habituei a dar um grande desconto a muito do que é noticiado. Enquanto caloiro, a [1ª] Guerra do Golfo ensinou-me muito.

Yono.
Miguel S.

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fevereiro 17, 2005

O drama de domingo

Acima de tudo, não é a crença de que José Sócrates personalize a viragem de que carece o país que levará [muito provavelmente] o PS ao poder. Não é inclusivamente a profunda convicção que com ele Portugal mudará para melhor ou que levará a cabo as reformas estruturais vitais para o país. O pior é mesmo o voto no PS ser a opção pelo mal menor, aumentar as probabilidades de não voltar a ver um governo com estes actores [maus, por sinal].

Assim sendo, não me revendo nos parlamentares "do costume" da AR situacionistas e amorfos, já sem qualquer tipo de iniciativa ou acção para além dos já automatizados "muito bem", espero que não haja maioria absoluta do PS, que um ou outro partido minoritário consiga eleger 1 deputado e que a esquerda saia claramente vitoriosa destas eleições. Que o PS governe, sim, mas com maioria relativa até provar que é merecedor de tanta confiança do país.

Yono.
Miguel S.

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[foto] Cumprimentos

Yono.
Miguel S.

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O bispo foi comido

Ao fim de 175 mil horas de jogo deste [complexo] xadrez, o bispo foi comido para desespero das torres, cavalos, damas e peões da mesma cor. Jogo é jogo. Onde é que já se viu um peão querer fazer os mesmos movimentos de um bispo?!

Yono.
Miguel S.

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fevereiro 16, 2005

O homem perfeito

Segundo elas, pelos comentários no blog da catarina. Ide ver. Eu já comecei com os treinos. Mais 1 mesito e devo estar igual!...

Yono.
Miguel S.

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Já 2.000 Kwanzas

Entrou hoje em circulação a nova nota de 2.000 Kwanzas (AKZ) em Angola.

Até há poucos meses atrás as únicas em circulação eram de 1, 5, 10, 50 e 100 Kwanzas. Chegámos a ir ao banco de jipe para carregar os volumes de notas só para pagar os salários. Vários jipes, homens armados de AK-47 e alta velocidade pelas ruas de Luanda. Tipo filme. Em contramão e tudo. Por aqui as coisas são [ainda] mais calmas.

No 2º semestre do ano passado introduziram no sistema as notas de 200, 500 e 1.000 Kwanzas. Contrariamente ao que antes acontecia, os preços não dispararam e a taxa de inflação mensal mantém-se em torno dos 1.xx%, coisa nunca vista nos últimos 14 anos.

Yono.
Miguel S.

PS-Pequeno intervalo de uma semana cheia de trabalho.

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fevereiro 13, 2005

Fechado

[.]

Yono.
Miguel S.

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Abraço jpt

O barbudo bonacheirão meteu-se [novamente] a caminho. Com muita pena ó machambeiro! Pena porque foi giríssimo reencontrá-lo na blogosfera alguns anos depois de ter deixado Moçambique, pela excelente qualidade, diversidade e novidades daquela terra que ia relatando. Independentemente da erudição transposta para a escrita, fazendo-me lembrar o Prof. Vasconcelos na Introdução ao Direito e verdadeiro terror dos caloiros.

Ainda puto, aterrei em Março de 1995 no aeroporto de Pemba. Naquela altura pouco ou nada havia para além do Nautilus e do Santos, na baixa. Éramos apenas três portugueses na empresa, os quais perfazíamos a totalidade dos recém-chegados à cidade. Era o U., o C. e eu. Mais ninguém. Na Província, para além de nós, havia ainda mais dois portugueses: o Firmino, encarregado da pedreira em Montepuez, e o jpt que, fiquei a saber depois, vivia para lá de Montepuez numa aldeia macua.

Em Pemba para além do Bar Viking, em frente ao AS e ao 7 andares, pouco ou nada havia para fazer em qualquer fim de tarde. O C., não sei se a pedido do U., procurou integrar-me e levou-me algumas vezes ao Viking onde, numa célebre noite, no meio de várias cervejas, foi-me apresentado o jpt que estava de regresso do mato. Sim, mato. Reencontrámo-nos algumas vezes na cidade, aquando das suas passagens fugazes em trânsito pela mesma.

Lembro-me perfeitamente de olhar para ele e ficar admirado pela audácia de ir para o mato. Sobretudo Montepuez. Eu, ao início, que já achava que não devia estar bom da cabeça por me ter enfiado num ermo como Pemba, fiquei estupefacto quando vi o que era Montepuez. Esta cidade distava 200km de Pemba, para o interior, em direcção à Província do Niassa. Uma viagem que era sempre uma aventura tal era o estado em que se encontrava a estrada, em particular depois de Metoro. Mas, apesar disso, todos nós encarávamos aquela viagem como uma aventura ao ponto de haver uma competição para ver quem era o mais rápido.

Montepuez era uma pequena cidade sem energia elécrica e sem uma única estrada asfaltada. A única energia eléctrica era fornecida por um gerador que apenas funcionava algumas horas por dia, se não estivesse avariado e se o combustível não tivesse acabado. A cidade, se é que se podia assim chamar, tinha basicamente uma rua onde se encontrava um velho C-47 da FAP (ou DC-3 mas na versão militar) em frente ao Posto Médico. Pouco ou nada havia na cidade. Basicamente nós (e talvez a Lomaco) representaríamos uma boa parte da actividade económica da zona. Nunca mais me esqueço da necessidade de encomendar o almoço assim que lá chegávamos por volta das 8h para estar garantido por volta das doze... Só havia dois pratos: galinha ou cabrito. Habitualmente vivos no quintal prontos para a panela a qualquer momento. Comida mais fresca seria impossível.

Recordo-me de ficar sempre satisfeito cada vez que regressava de Montepuez, onde nunca ficávamos mais do que umas horas, e, depois da noite caída e a alta velocidade pela picada/estrada fora, ver aparecer ao fundo a iluminação de Pemba. Sempre todos partidos. Montepuez era difícil, nem que fosse só por algumas horas quanto mais as semanas que lá passava o jpt.

Vai daqui um abração e p'rá frente!
Miguel S.

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fevereiro 12, 2005

[foto] Refrescante

Yono.
Miguel S.

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Mensagens porno

Digamos que estou algo cansado de andar para aqui a apagar comentários porno publicitários que, sem pedir licença, entram pelo meu blog dentro. Só hoje já apaguei 90 comentários. Caramba pa isto pá!

Este sistema deveria ter uma forma de banir determinados lexemas por forma a evitar-nos tantos problemas!

Yono.
Miguel S.

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fevereiro 11, 2005

O contador de histórias

Foi através do Bon que o conheci. Um verdadeiro contador de histórias. Para lá dos 60, ninguém o diria, tinha um passado de décadas de combate. Fuzileiro e comando no tempo colonial, passou às Fapla após a independência. Sempre me pareceu aquele tipo de pessoa que tem jeito para contar histórias, de tal forma que acaba por não saber distinguir já a realidade da ficção.

Um célebre dia, contou-me a sua história. Desde puto. A parte mais importante referia-se ao período pós-colonial. Retive diversos episódios pela dureza com que me foram relatados, com sorrisos perante o meu espanto e incredulidade. Um deles relatava os duros combates que aconteceram até Luanda em vésperas da proclamação da independência, se bem me lembro. Dizia ele em determinada altura "nós estávamos na frente de combate e os gajos da FNLA continuavam a dar-nos com toda a força. Epa olhei para o lado e de repente vi que estava sozinho com a artilheira porque o resto das minhas tropas já tinham fugido perante a ofensiva do inimigo. Disse-lhe a ela para retirarmos de imediato, pois os obuzes caíam com uma cadência muito forte. Quando olhamos para trás todo o mundo ia a fugir. Bem, descalcei as minhas botas porque para correr ia mais depressa sem elas, peguei nas munições todas e desatei a correr campo fora com a artilheira. Agora você não imagina! Povo corre!!! Eu há 30 anos era um monstro e corria muito bem, agora imagina ver aquelas mamanas de panos a passar por mim a alta velocidade pelo campo fora. As mamanas, os putos, epa toda a gente!"

Fica para mais tarde o eventual relato de alguns episódios que me parecem mais chocantes os quais, pela sua crueldade, explicarão melhor muito.

O que me chocou foi a única pessoa que me chamava Rui Miguel, para além da família do norte, ter ido embora ontem da cidade de vez sem dizer um adeus. A mim e a muitas outras pessoas que ficaram boquiabertas...

Yono.
Miguel S.

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"The nipple...

...is His greatest detail". Olha que não podia concordar mais com esta constatação em off do "100 Girls".

Yono.
Miguel S.

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Lixo político

É o que nos resta, aliado a uma cada vez maior prostituição dos media pela notícia fácil e fazedora de manchetes.

A revolução está marcada para...?

Yono.
Miguel S.

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10-2

Foi o resultado do jogo que nos opôs ao anfitrião no campo do BNA. Sem estratégia, com a necessidade de utilizar 3 guarda-redes durante o jogo e sem saber bem onde estava a baliza da equipa adversária, não é de estranhar tal resultado contra nós. E ainda por cima, vai ser divulgado na rádio!!! Vá lá que, desta vez, ninguém tentou partir-me a perna...

Yono.
Miguel S.

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A tentativa de roubo

Foi a manhã toda nisto. Impressionante. Ainda mais a descontracção com que as pessoas, ao serem confrontadas, confessam e pedem muita desculpa como se fosse apenas fazê-lo, passar uma esponja e back to business as usual. Hellooooooo?! Knock, knock! Anyone in there at all?!

Yono.
Miguel S.

PS-Pela manhã metade da empresa já sabia da ocorrência. Ao fim do dia já todos sabiam, com os boatos e comentários a multiplicarem-se a uma velocidade estonteante. Sabe-se agora, pela voz de um motorista, que há cerca de 2 meses a ladra confessa ter-lhe-á pedido um "favor" por ele negado prontamente. Ao dizer-lhe que ia reportar o acontecimento à chefia terá ouvido a seguinte resposta: "podes ir dizer à vontade porque ele quer comer-me a cona". Sem mais palavras...

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fevereiro 10, 2005

Durante a ducha...

... no calor do fim de tarde, o ardor moderadamente doloroso dos sulcos róseos de ontem provocado pela descida vertiginosa e castigadora da água fria, em tuas mãos abandonado e ofegante.

Yono.
Miguel S.

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Desculpe?

Qual será o conceito de Portas relativamente a "custo unitário do trabalho alto"?

Estaria mesmo Louçã a conversar com a operária fabril quando lhe perguntou "a senhora sabe quantos Maseratis e Ferraris foram comprados..."? Mazéquê?! Qué isso pá?!

Yono.
Miguel S.

PS-Uma das coisas que mais gostaria de ter, após o regresso de uma missão no Iraque, era o Santana junto às escadas para apertar-me a mão. Isso e um discurso logo de seguida.

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Guerra entre o Botswana e Zimbabwe?!

Interessante [mais] este artigo tendo como pano de fundo a wonderland de Mugabe. Ontem ao jantar, em casa de uns amigos, trocava impressões com um sul-africano a viver há alguns anos no Botswana sobre Moçambique, África do Sul, Botswana, enfim sobre muito da África Austral. Dizia-me ele, em determinada altura, que o Botswana era um país engraçado mas que estava a mudar rapidamente devido ao aumento da criminalidade provocada pela imigração ilegal proveniente do Zimbabwe e associações criminosas de zimbabweanos, sul-africanos e alguns, poucos, botswanas. Consequências do que se vai passando no grande país ao lado.

Yono.
Miguel S.

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E a RDC lá continua

Com capacetes azuis ou sem eles, cresce a minha convicção que a RDC não tardará a ser um efémero reflexo nebuloso do outrora orgulhoso Zaire. Porque terá chamado o Che ao Kabila "o pior guerrilheiro do mundo" quando com ele se cruzou nas matas do Congo?!

Fica mais um artigo preocupante, embora seja tristemente mais do mesmo.

Yono.
Miguel S.

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[Ainda a] Ilha de Moçambique

Naquele fim-de-semana prolongado, decidimos pegar no carro e rumar a sul para então tentar chegar ao lago Niassa aventurando-nos pelas estradas dessa província. Em Pemba, para além da praia, não havia muito a fazer e o local mais distante que visitávamos era Montepuez, tal era o estado das estradas.

Um ano antes (1995) tinha conseguido fazer Pemba-Nampula em apenas 4 horas, já que era vital entregar o passaporte do C. à tripulação da LAM . Disso dependia a sua evacuação para a África do Sul atendendo ao seu estado crítico. 400km de "estrada" devido à existência de apenas 2 vôos semanais para Maputo. Mas adiante que essa é outra história.

Contas feitas, faríamos com mais calma umas 5 horas até Nampula e na manhã seguinte um "salto" até Lichinga. Para azar nosso, sem pensar sequer nos estragos provocados pela época das chuvas no troço Metoro-Namialo, demorámos cerca de 12 horas até atingirmos a cidade dos estranhos montes rochosos. Após uma viagem solitária de 200km de mato durante a noite, onde o medo abundou devido aos ataques na estrada, encontrámos uma Nampula como se tivesse saído de uma batalha cheia de morteiradas. Os hoteis eram terríveis, na altura. Tinha conhecido a gerente do Hotel Tropical e as suas magníficas sobrinhas em Pemba pelo que foi a primeira opção. De fugir. O Hotel Nampula ainda estava de portas abertas mas sem hóspedes. Pudera... Acabámos por ficar no Lúrio. Encontrar um local para jantar acabou por constituir uma nova aventura. Enquanto o jantar estava a ser preparado, ainda tivemos tempo para dar uma volta pela cidade e ver o hospital onde os médicos russos diagnosticaram estado de pré-loucura ao C., amarrando-o à cama tal não era o estado em que se encontrava de agitação, insultos, berros e tudo mais desconexo, sem ninguém perceber porque motivo todos os sedativos que lhe davam não surtiam qualquer efeito. Não existiria na Rússia de então a palavra ressaca?!

No dia seguinte, adandonado já o sonho do lago depois do esforço da véspera, optámos por ir para a Ilha de Moçambique. Magnífica, vista do continente. A ponte estreita. Ao aproximarmo-nos da ilha, a grande desilusão pelo estado degradado em que se encontrava. Maravilhados com a calçada portuguesa que ainda estava lá em frente ao palácio cor-de-rosa, o fontanário, os candeeiros, os bancos com vista para o canal de águas azul-esverdeadas por cima de areias brancas. Nem vou descrever o local onde dormimos a que chamavam, na altura, hotel e nem sequer onde comemos após uma espera de várias horas pelas galinhas. Antes de cozinhadas, ainda tinham que ser mortas, depenadas e preparadas previamente às brasas.

Tudo isto a propósito de um artigo publicado na The Economist onde, com muita pena, constato que 9 anos depois pouco terá mudado.

Yono.
Miguel S.

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Tu és dôtor de verdade

O empregado da limpeza andava a rondar muito o meu gabinete. Normalmente, quando tal acontecia, assim como o dizer muitas vezes bom dia, era prenúncio de que tarde ou cedo pediria alguma coisa. Assim foi, mais uma vez.

- Sim, diga.
- Dô...Dô...Dôtor e...e...e...eu pre...pre...preci...preci...precisava de fa...fa...fa...fa...falar com o o Dô...o Dô...o Dôtor. - dizia o Luís P. no meio de muitas caretas enquanto gaguejava e se sentava na cadeira à minha frente com a maior das naturalidades.
- Sim, sim. Então diga lá. - disse-lhe com ar sério, sabendo já o que iria dizer a seguir.
- Eu te...te...tenho me...me...me...medo do Dôtor po...po...po...porque tu...tu...tu...tu és um Dô...Dô...Dôtor de ver...ver...ver...verdade! - disse com um ar de quem estava muito certo do que dizia, enquanto eu procurava evitar transparecer qualquer vontade de soltar umas valentes gargalhadas perante tal afirmação insólita.
- Sim e depois? Diga lá depressa o que precisa. - faço sempre isto para evitar perder o meu tempo com "palha" o que o deixa ainda mais nervoso e o gaguejar aumenta exponencialmente, para martírio de ambos.
- E...e...eu pre...pre...precisava de um em...em...empréstimo de 5.000,00 Kwanzas pa...pa...pa...para etc e tal.

Afinal precisava dos kwanzas para comprar medicamentos para os filhos, para o posto médico e mais não sei o quê. Lá lhe emprestei do meu. Uma vez mais. E não será a última.

Desta feita achei mesmo piada à renovada estratégia com um argumentário mais personalizado. Por estas paragens somos mesmo importantes, até somos "Dôtores" de verdade! É uma herança pesada, esta. Cá e lá...

Yono.
Miguel S.

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A tradição [ainda] "manda"

A propósito da história anterior fica igualmente o registo de outra que vivi em Moçambique, lá, no norte.

Andávamos todos espantados com os ritmos de roubos que aconteciam na empresa, em particular nas oficinas. Os electrodos eram um dos alvos preferidos para os biscates lá de casa ou para fornecer os clientes biscateiros, a troco de um copo de nipa ou alguns cigarros na palhota na segunda fila, ao lado da fábrica. Até que um célebre dia, mais audazes, roubaram algumas peças importantes dando origem a uma investigação mais aprofundada. Resultado: nada. Ficámos na mesma. Até que o C. teve a brilhante ideia de irmos buscar um xé ou autoridade tradicional para ver se descobríamos quem teria sido. De surpresa, a meio do turno, enfiámos o xé nas oficinas e chamámos os trabalhadores todos. E não é que os ladrões começaram a tremer e um chegou mesmo a desfalecer!? Digo ladrões porque admitiram o roubo. E eu que não acredito nestas "coisas transcendentais"?

Yono.
Miguel S.

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Mina tradicional

Para além das convencionais, mutiladoras, há também, por aí, o que é designado popularmente por mina tradicional. N'Dica "pisou" uma delas sem sequer ter dado conta disso. Um belo dia acordou com dores num pé e a dor foi "subindo" até ficar com a perna imobilizada, impossibilitando-o de trabalhar. No hospital não acusou nada. Seguiu para uma senhora a qual fez um diagnóstico aterrador: "pisaste uma mina tradicional!". Xéeeeeee!!! Alguém no emprego lhe fez aquilo. E desde então, já lá vão algumas semanas, N'Dica continua em casa "doente". Já procurámos e ainda não encontrámos nenhuma brigada anti-minas tradicionais.

Yono.
Miguel S.

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fevereiro 09, 2005

[foto] No regresso a casa

Yono.
Miguel S.

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Abu? Ya!

Finalmente aconteceu. Melhor do que o esperado. E ao abu voltaram a responder ya. Três abus com os correspondentes yas [colectivos]. Nem mais nem menos. Os suficientes. E porque a experiência assim nos ensinou, a sugestão da tradução de tudo para a língua local foi aceite. Era fundamental que percebessem tudo, sem dúvidas de qualquer espécie. Assim foi. Assinaram, contentes. E partiram dizendo muitos adeus, sorridentes. Até à próxima tentativa de manipulação, quão fácil ela é. A questão racial [e do ser-se estrangeiro] ainda está por resolver.

Só falta mesmo alguém de fora dizer que de madrugada nos transformamos em vampiros e andamos pelos bairros madrugada fora a chupar o sangue dos mais incautos. Afinal, quem esteve em Moçambique, não havia brancos que eram chupa-sangue!?

O Fra Mu é mesmo magistral. Gostaria de saber quem o treinou.

Yono.
Miguel S.

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[.]

File closed. De volta ao trabalho.

Yono.
Miguel S.

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Caramba!

Nunca cheguei a utilizar o tiro certeiro que me foi ensinado pelo Moritz:

Darf Ich dihr mein briefmarkensamlung zeigen, bitte?

Yono.
Miguel S.

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fevereiro 08, 2005

De mim para ti

A solidão nada mais é, para mim simplisticamente, do que um estado de espírito. Todos os argumentos [que possas invocar] para negá-lo, nada mais são do que imagens reflexas distorcidas para disfarçar as incapacidades inatas e adquiridas ao longo da vida no relacionamento genuíno e desinteressado, afinal saudável e natural, entre as pessoas. É a incapacidade da projecção do eu para além do material.

De que adianta ter-se tudo se o custo é a anulação do eu, enquanto pessoa!?

Liga-te. Sim, liga-te! Mas ao mundo real... [Re]aprende a sentir. Tudo. Será que ainda és capaz!?

Mais do que um beijinho, um abraço apertado.
Miguel S.

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[foto] Cavalgando nas ondas

Yono.
Miguel S.

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Fim de tarde

E ainda tempo para uma saltada à praia. O calor hoje apertou. Tempo para trabalhar um bocado, correr para ver um pouco do Carnaval, mais um pouco de trabalho e a ida, ao final do dia, à praia para um mergulho que o calor tem andado com muita força por cá.

Na praia, para além das experiências com a máquina mar dentro, gira foi a reacção dos pescadores. Chamaram-me para lhes tirar umas fotografias com os peixes na mão e quando lhes mostrei as fotografias todas que lhes tinha tirado, deram-me os dois maiores peixes que tinham apanhado para o meu "consumo". Ganharam, com esse gesto, a impressão das fotografias para entrega no próximo domingo.

Yono.
Miguel S.

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[foto] Os "mais-velhos" no batuque

Yono.
Miguel S.

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[foto]Feiticeiro ou demónio?

Yono.
Miguel S.

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[foto] Um penteado diferente

Yono.
Miguel S.

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O Carnaval dos grandes, por cá

Foi grande a decepção hoje relativamente ao que vi no passado domingo. Estava à espera de muito mais, de muito mais originalidade até porque o que estava em jogo era muito mais interessante do que o dos putos. Soube a pouco e, também por isso, não demorei. Ficam alguns registos fotográficos do que foi.

Yono.
Miguel S.

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Limpezas e enganos

A net é realmente um espanto. Diariamente sou forçado a apagar uma quantidade apreciável de comentários doentios. Mesmo bloqueando os IPs, o spamador altera o IP de cada vez que coloca um comentário.

Agora uma constatação de facto. O ter colocado fotografias do carnaval local já trouxe algumas visitas que de outra forma não teriam clicado para aqui. A mais gira é a que se prende com as "mulatinhas". Quando usei esse termo referia-me aos doces que a minha avó fazia e não às outras que aparecem agora em todos os canais de televisão, apesar de serem certamente igualmente doces...

Yono.
Miguel S.

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[foto] A luta continua no CI

Yono.
Miguel S.

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Será que o Jerónimo...

...de Sousa [ainda] telefona para o Álvaro Cunhal de modo a receber os "recados"?

Yono.
Miguel S.

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[foto] O mais velho no CI

Yono.
Miguel S.

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fevereiro 07, 2005

[foto] A melhor banda do CI

Yono.
Miguel S.

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"Quem não tem cão...

...caça com rato". Pois foi assim mesmo que disse um dirigente desportivo da capital aos jornalistas. Porque serão eles todos iguais em toda a parte!?

Yono.
Miguel S.

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Pilão Panhonhas!?

Sem mais comentários.

Yono.
Miguel S.

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[foto] Carnaval infantil 13

Yono.
Miguel S.

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[foto] Carnaval infantil 12

Yono.
Miguel S.

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Do regresso de Guterres

Não fiquei muito espantado com o almoço de Sócrates com o presidente da IS e com o Jospin, no passado dia 1. Seria natural antes do arranque da campanha alguns acontecimentos mais mediáticos para ocupar espaço nos media, aproveitando-se a ocasião para enfiar mais umas farpas nos adversários. Já fiquei mais preocupado, comungando da opinião do meu camarada Monty, pela aparente participação activa na campanha eleitoral, faltando aquilatar se terá sido algo isolado ou previamente programado para a campanha eleitoral podendo tornar-se reincidente.

Em breves palavras, há que reconhecer alguns méritos a Guterres. Foi uma lufada de ar fresco após 10 anos de governos PSD. Sem dúvida. Mas tal como acabou mal o cavaquismo, bom no início e péssimo mesmo decadente já próximo do fim, assim acabou o guterrismo. Sem qualquer glória. Entregando-nos de bandeja aos sobrantes. Falhou em muitas reformas que ficaram por fazer e que teriam sido fulcrais para o futuro colectivo. Mas o que mais me incomodou foi mesmo o papel desmesurado que a Igreja, com Guterres, voltou a ter na sociedade portuguesa. Nem queria acreditar no que viam os meus olhos. Imperdoável! Ainda por cima, deixou aos seguidores alguns vícios de linguagem, pois amiúde sai-lhes um "se Deus quiser". Nestas alturas, ponho-me a pensar na nossa reacção quando ouvimos aos muçulmanos "Alá é Grande"...

Voltando ao seu regresso, espero que tenha sido apenas uma intervenção em nome da Internacional Socialista e nada mais do que isso. Se Sócrates não for his own man, estamos mal. Aliás, sempre achei que esta dissolução era incómoda para o PS.

Yono.
Miguel S.

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[foto] Carnaval infantil 11

Yono.
Miguel S.

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fevereiro 06, 2005

[foto] Carnaval infantil 10

Yono.
Miguel S.

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[foto] Carnaval infantil 9

Yono.
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[foto] Carnaval infantil 8

Yono.
Miguel S.

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[foto] Carnaval infantil 7

Yono.
Miguel S.

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Comício de abertura do PPD/PSD

Imagino o brain-storming que terá precedido a escolha dos nomes para o comício de abertura em Castelo-Branco, com os mais desejados a saírem em catadupa das bocas dos mais brilhantes estrategas e consultores:

Sá Carneiro, indisponível
Cavaco Silva, indisponível
Marcelo Rebelo de Sousa, indisponível
Durão Barroso, indisponível
Marques Mendes, indisponível
José Maria Aznar, indisponível e também já não é o 1º Ministro da Espanha para além de ter visto a merda em que se meteu quando apoiou o Durão Barroso e de ter prometido à mulher que não voltaria a meter-se noutra
...
954º Alberto João Jardim-não é dos melhores comediantes mas sempre vai dizendo umas barbaridades para a malta rir um bocadinho senão adormecem todos
...
1476º Eurico de Melo-quem é esse? pergunta generalizada entre todos excepto para o que se lembrou do nome...

Este primeiro comício foi lapidar quanto à dinâmica de vitória do PPD/PSD. Até porque os portugueses gostam muito que lhes chamem cubanos. Para além disso, foi uma verdadeira lufada de ar fresco o convidado surpresa Eurico de Melo. É uma mensagem muito forte para todos os eleitores com idade até aos 35-40 anos.

Yono.
Miguel S.

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Obrigado aos tios Greenspan e Trichet

Antes de começar, não podia deixar de endereçar estes agradecimentos aos tios Alan Greenspan e demais tios da FED, assim como ao tio Trichet e outros tios do BCE. 1000 pips no espaço de um mês é obra... E a meu favor ainda mais!

A recente subida em 25pb nos EUA fixando a taxa de referência nos 2.50%, contra a manutenção da taxa na zona Euro nos 2.00% foi muito bem recebida. Tal como o objectivo (tangível?) da Administração Bush em reduzir os crónicos défices da economia norte-americana até 2009.

Depois dos agradecimentos a reflexão. E agora amigos!? Altura de trocar as notas!? A acompanhar de perto os próximos episódios ;)

Yono.
Miguel S.

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9.6 Kbps

Não me lembro de alguma vez na vida ter tido uma velocidade tão baixa em dial-up. Nem em Moçambique (Quelimane) em finais dos anos 90 com ligação através da Universidade Eduardo Mondlane em Maputo. Isto está instável, mas chegar aos 9.6 Kbps!? Que saudades da banda larga.

Yono.
Miguel S.

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[foto] Carnaval infantil 6

Yono.
Miguel S.

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[foto] Carnaval infantil 5

Yono.
Miguel S.

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[foto] Carnaval infantil 4

Yono.
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[foto] Carnaval infantil 3

Yono.
Miguel S.

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[foto] Carnaval infantil 2

Yono.
Miguel S.

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[foto] Carnaval infantil 1

Yono.
Miguel S.

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O Carnaval já começou

Esta manhã por cá com o desfile do Carnaval Infantil. Onze grupos desfilaram no parque de estacionamento do aeroporto, onde foi instalada uma tribuna de honra. Nota de destaque para a originalidade dos grupos que se apresentaram pintados e trajados de acordo com a tradição, música local (batucada, instrumentos de sopro e apitos), todos eles com cânticos em língua local, alguns em português, a que juntaram muitos grupos pequenas peças teatrais sobre o quotidiano e/ou tradições locais.

Fico agora com bastantes expectativas quanto ao que será o Carnaval dos adultos na próxima 3ª feira.

Algumas fotografias dentro de momentos.

Yono.
Miguel S.

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fevereiro 05, 2005

[foto] Largo Pedro Benge

Yono.
Miguel S.

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Meia-Noite Todo o Dia

Só ontem percebi, ao iniciar a sua leitura, porque fizeste tanta questão em torno da leitura do livro de Hanif Kureishi. É giro embora eu pense que qualquer semelhança com a realidade seja pura ficção...

Yono.
Miguel S.

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Solicitação de dispensa

A realidade como ela nos é apresentada no quotidiano. Segue-se o pedido de um funcionário, esta manhã, sendo esta a primeira vez que tomei consciência de uma forma mais concreta e real que as coisas aqui também se passam assim.

"Assunto: Solicitação de dispensa ou férias antecipadas

Tendo falecido o meu pai no passado dia 27 do mês/Janeiro, facto do vosso conhecimento; A sentada de todos os filhos tomou-se como conclusões:

Eu H. trabalhador desta empresa sendo o primeiro filho, me foi incumbida uma viagem urgente no território vizinho Congo Democrático afim de ir enventariar o quintal e as cabeças de gado que o malogrado deixou neste país.

É por este motivo que respeitosamente peço desta via uma dispensa de 12 dias sem vencer ou seja férias antecipadas a V/Exelência Srº Director da empresa acima epígrafe.

Sem mais nada de momento saudações, grato pela atenção dispensada.

C., às 05 de 02/005
O Solicitante"

Yono.
Miguel S.

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[foto] Nos bastidores

Yono.
Miguel S.

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Não sei se foi do jantar

Ao chegar a casa depois do jantar, estava a televisão ligada na SIC Notícias e reparei no anúncio do Montepio Geral. Então não é que fiquei com uma vontade enorme de trincar aqueles lábios que só dizem "eles falam, falam, falam..." no elevador!?

Yono.
Miguel S.

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Grande jantar

Este feriado foi um espanto. O melhor estava guardado para o jantar. Uma vez mais o meu grande amigo Bon fez questão de convidar-me para um acontecimento engraçado. Um jantar com comída típica e bem regado. Gente gira. Grandes experiências de vida que me dão gozo ouvir. Gosto disto. Ouvi-los. O curso tirado em Baku. O meu exercício do russo aprendido dos tempos da glasnost e perestroika. O desprendimento de quem, à mesma mesa, nos transmite parte das suas vivências aqui e acolá. Gente importante no contexto nacional e em simultâneo inexplicavelmente acessível. Sem pretenciosismos de qualquer espécie.

Yono.
Miguel S.

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fevereiro 04, 2005

+42ºC, recorde de 10 anos

Isto foi ontem por cá, debaixo de um sol abrasador. Hoje, pese embora as inúmeras nuvens, não deverá ser muito inferior.

Yono.
Miguel S.

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Antes de ir para a praia

Uma nota para os 100.000 visitantes do 100nada desde Outubro de 2003! Quer dizer muito.

Yono.
Miguel S.

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44 anos e mais um feriado

Hoje comemora-se por cá mais um aniversário do início da luta de libertação nacional. Foi a 4 de Fevereiro que para uns começava a luta pela independência e para outros o calvário que culminou na extinção de um império construído ao longo de vários séculos...

Yono.
Miguel S.

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[foto] A Rua das Forças Armadas

Yono.
Miguel S.

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fevereiro 03, 2005

Gostei do debate embora tenha adormecido

Até à parte em que vi, o Sócrates ganhou claramente. Talvez também porque ando particularmente cansado do Santana. Habilmente explorada a questão em torno do líder socialista. Lamentável. Mas isto de tentar acompanhar um debate com os olhos semi-serrados, demasiadamente abertos momentaneamente antes de novo cerrar para uma ida a paragens mais interessantes, é tarefa hercúlea. Acho que adormeci em definitivo na discussão em torno da melhoria das prestações aos 390k de idosos...

Lá terei que ver o debate em diferido. De qualquer maneira, a minha decisão de voto é bastante clara independentemente do debate.

Yono.
Miguel S.

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Mas eles não vão à Qta. da Marinha porquê?

Recebi há instantes o programa de campanha do Bloco de Esquerda. Vão a Setúbal, Cacilhas, Sto. António dos Cavaleiros, Barreiro, Caldas da Rainha... Mas porque é que este tipo de esquerda, supostamente fraccionária relativamente à ortodoxia dos tradicionais partidos mais à esquerda, insiste neste tipo de "chavões"!?

Yono.
Miguel S.

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A escravatura mais velha do mundo

A que obriga o papa a sê-lo até que a morte os separe.

Yono.
Miguel S.

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Tubaralho

Éramos três os aventureiros nas águas quentes do Atlântico Sul, no passado fim-de-semana na praia do Fútila. Gira mas com a água demasiadamente cinzenta para o meu gosto.

Desde que vim para África, independentemente do que digam os locais, tenho o pavor dos tubarões. Até na piscina dos Olivais, quando treinava lá, tive um ataque de pânico por me terem colocado na piscina de saltos sozinho no início da época e eu, pitosga desde cedo, comecei a entrar em paranóia com as sombras e saltei para fora da piscina.

Virei-me para o puto e alertei-o para não se afastar muito porque estas águas tinham tubarões. O faquico e ele começaram a gozar. Tal como uns putos locais que começaram a dizer que no mar deles não havia tubarão, só no Soyo é que tinha e que na terra deles nada não havia mesmo tubarão. Bem, continuei a explicar-lhes que mesmo estando a água turva havia diversas espécies de tubarão que podiam muito bem andar por ali na maior das calmas. E os putos a darem-lhe que ali no mar deles não havia nada tubarão. Isso era invenção. Só mesmo no Soyo.

Tantas vezes disseram que ali não, não havia mesmo tubarão só o peixe não sei o quê é que fazia mal que me virei para eles e disse-lhes "Pois, é verdade é. Aqui não há mesmo tubarão, aqui só há mesmo tubaralho. Tá cheio de tubaralhos!". Os putos ainda ficaram um bocado pensativos e após alguns instantes recomeçaram com a lenga lenga do costume que ali também não havia tubaralhos, isso só no Soyo. E que no mar deles não havia mesmo tub