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abril 30, 2005

Não gosto de falar de futebol

Porque é um jogo extremamente viciado ao nível profissional. Mas depois do que aconteceu no último Estoril-Benfica, em que foi necessário expulsar 2 jogadores do Estoril para que o Benfica vencesse, e do que se passou agora no Benfica-Belenenses em que foi dado um penalti ao Benfica, coitados dos coxos que de outra maneira não vão lá, está tudo "feito" para que o Benfica, que não tem jogado a ponta de um corno ao longo da época, seja campeão. Pena é que os jogadores do Belenenses não possam ter aquela atitude sã dos putos quando são roubados, ie, abandonar o campo.

Mais palavras para quê? As imagens falam por si... Ah grande Benfica!

Yono.
Miguel S.

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Estreio-me amanhã

Em provas oficiais no estrangeiro! ahahahah Por ocasião do 1º de Maio, organizaram uma corrida de bicicletas onde irei participar. Será o primeiro teste para que possa inteirar-me do meu estado para eventuais participações em triatlo. Hoje, o último treino ao fim da manhã com o carro da empresa a puxar por mim a cerca de 35/40 km/h o que não é nada mau para uma bicicleta de montanha. Amanhã será o grande dia. Prova de 25km com meta na principal avenida da cidade.

Yono.
Miguel S.

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abril 29, 2005

Não resisto

+ de 500 MEUR em cheques carecas no Q1-2005? "Apenas" 235k cheques? Mas, feitas contas, isso dá uma média superior a € 2.000,00 por cheque! Para além de vermos como as pessoas (singulares ou colectivas) são caloteiras, fica a impressionante constatação de como quem é passível de ser pago em cheques corre enormes riscos. E de como é fácil viver num país chamado Portugal. Assim se explica muita coisa.

Yono.
Miguel S.

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Clic Clac

Infalível. Quase sempre à mesma hora. O ritual diário, tal como quem chega a casa ao fim de um dia stressante e atira-se para cima do sofá. Aprecio-o, pela simpatia do gesto, mas incomoda-me a rotina inerente ao clic clac secretamente constatado na calmaria da madrugada.

Pergunto-me, por vezes, como seriam os sérios entre os loucos renascentistas sem o que a tecnologia nos dá hoje de bandeja, simulando a inexistência da solidão omnipresente. Antes louco e queimado na fogueira...

Yono.
Miguel S.

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abril 27, 2005

220 MEUR

Assim parece que custará a magnífica máquina que hoje voou pela primeira vez. Sendo eu um entusiasta [defeito de família que fez do andar nos céus o modo de vida], não podia deixar de observar alguns dos momentos de hoje. Para além da máquina, cuja estética não é nada por aí além - aliás os Airbus sempre me pareceram algo fracos comparativamente aos rivais - ficando para sempre na memória a versão anterior aos Boeing 747-300 (os SP, -200, SR, etc), e da proeza técnica do bloco europeu, algo chamou-me a atenção após o estacionamento na placa e a saída da tripulação do avião para as escadas. O CEO e um outro fulano (diziam alguns comentadores ser filho do CEO???) a correrem pelas escadas acima em direcção à tripulação. Bem, pensei eu na altura, é para cumprimentá-los pelo sucesso do vôo inaugural. Não podia estar mais errado! A pressa toda era para também aparecerem nas fotografias e nas televisões. Conclusão esta pelo facto de não terem ainda acabado de cumprimentar toda a tripulação e já estavam de costas para alguns deles, chegando mesmo ao ponto de sacudir com os braços alguns mais próximos e era um ajeitar de fatos e acenar ao "povo". Este nosso mundo de hoje...

Yono.
Miguel S.

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abril 26, 2005

Sayonara "Japão"!

A caminho do Joaquim Portugal, a passagem estreita com o cenário algo alterado. O Japão foi-se. No seu lugar uma reles e vulgar mercearia. Não é que o Japão não fosse igualmente reles e vulgar, mas sempre era o Japão!

O que era afinal o Japão? Nada mais do que "a" discoteca africana de bairro dentro da cidade. Algo do além. Estrategicamente bem localizada, na confluência dos bairros 4 de Fevereiro e A Luta Continua com a parte urbanizada da cidade, situava-se no fim da travessa que ligava a Rua de Macau à Rua da Prisão até à Duque de Chiazi. Uma varanda a um metro de altura do passeio decorada com lâmpadas amarelas e vermelhas a toda a extensão, com uma esplanada geralmente cheia: de profissionais zairenses e de "procuradores" de infortúnio. À entrada, as ofertas costumeiras. Porque outra razão iriam brancos a sítio tão pouco frequentado por eles? A música sempre estridente, kwassa kwassa claro!, a sair de umas colunas enormes nos cantos para um espaço na penumbra iluminado apenas pelas luzes do bar. O bar era apenas um buraco na parede da sala com uns 3 metros de largura e meio metro de altura, com muitas grades iluminado com umas 2 lâmpadas normais, sem candeeiro. Lá dentro uma arca frigorífica e um barman invariavelmente a dormir, independentemente do som que até faria acordar os mortos mais distraídos.

De bom tinha o Japão a cerveja zairense em garrafas de 1 litro (Turbo King, um must!) e o facto de uma pessoa lá dentro não se sentir branco apesar de sermos os únicos. Era a descontração total dos que não tinham dez dólares para ir às discotecas normais. Ou isso ou a apresentação adequada. Ali ia qualquer pessoa. Foi lá que vi uma das cenas mais inesquecíveis desta passagem por cá: um tipo já meio grosso a dançar kwassa kwassa de uma forma que nunca antes tinha visto. Provavelmente zairense, pois são eles os pais deste estilo de música. Ele dobrava-se todo como se não tivesse ossos com uma garrafa quase cheia e aberta de Turbo King na cabeça. Ele deitava-se no chão de costas com ela na cabeça e dançava deitado, pernas dobradas. Ele levantava-se, contorcia-se, eu sei lá! e a garrafa sempre no sítio. Depois o malabarismo dos cigarros. Na escuridão, ver a brasa da ponta do cigarro desaparecer na boca dele para depois voltar a aparecer tudo num jogo de língua, deixou-me espantado. Tanto mais que ele deveria estar grosso. Completamente.

Chamavam ao Japão o antro. Não porque o conhecessem mas por terem ouvido falar ou terem reparado no espaço de passagem. Lembro-me das fortes críticas vindas de alguns sectores a propósito daquela deslocação, coisa que nunca me fez perder o sono. As pessoas [algumas pelo menos] continuam sem perceber a diferença entre ir aos locais pelo puro prazer da descoberta do desconhecido e o mandar-se o motorista buscar uma puta qualquer para passar a noite...

Fica assim o bas fond da cidade mais pobre e nós sem o local apropriado para praxar os que chegam [sobretudo os que nunca estiveram em África].

Sayonara Japão.

Yono.
Miguel S.

PS-Para memória futura. A 1ª vez que lá fomos foi pela mão do ancião Giovanni [quando ainda o era]. Para além dele, o A., o R. também conhecido por Lucas [ahahahhahahaha] e eu. Da 2ª vez, o faquico, a anaquica, o programador e eu. Convencemos momentaneamente o programador que a noite por cá era só daquilo.

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abril 25, 2005

25 de Abril

Bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla. Bla, bla, bla, bla, bla, bla bla bla bla bla, bla! Bla, bla, bla, bla bla bla bla bla, avante camarada avante, bla bla bla bla bla bla, o povo unido jamais será vencido, bla bla bla bla, bla bla bla bla bla bla bla, bla bla bla, bla bla bla bla bla bla!!! Bla bla bla bla bla, o MFA, bla bla bla bla bla bla bla bla bla, bla bla, bla bla bla bla bla bla bla. Bla bla bla bla bla, bla bla bla bla bla bla bla bla bla, 25 de Abril sempre!

Yono.
Miguel S.

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abril 24, 2005

Nós por cá

Acalmou bastante a crise do Marburg. Afinal a senhora que morreu por cá apenas terá estado 2 ou 3 dias no máximo em Cabinda proveniente do Uíge. Não há mais casos reportados por cá até hoje e já se passou 1 mês. Menos mal. Pode ser que tenhamos tido sorte. As pessoas já voltaram a ir à discoteca e tudo, depois do pânico inicial.

Para acalmar o stress de horas a fio entre quatro paredes com o portátil diante dos olhos com números, letras e gráficos (muitos, sempre muitos), entre aturar muita gente pelo meio, as últimas da contra infundadas como é próprio do metier, ficou-me o desporto. Cada vez mais. Antes dar na bicicleta e nos ténis, estrada fora. A este ritmo, para o ano estou a fazer triatlo em Portugal. Que raio de feitio. Mais, sempre mais. Com toda a raiva. Na 6ª o susto. Por pouco não fui atropelado pelo padre mais famoso cá da terra, obrigando-me a sair da estrada a alta velocidade. Nem abrandou! Nem nada. #?@!%$*! Levou com os sinais de dedos e uma perseguição até à universidade onde dá aulas. Padre? Ya!...

Hoje coloquei a leitura em dia pela manhã no hotel. Os jornais dos últimos 10 dias já me incomodavam em cima da secretária. As notícias mais esquisitas lá dentro: na Huíla um homem de 33 anos matou os pais à catanada depois de vir de uma adivinha onde lhe foi dito que o filho teria morrido por causa dos pais; no Bié não sei quantas pessoas foram enterradas vivas acusadas de feitiçaria; passageiros clandestinos congoleses atirados ao mar por um navio espanhol; operação brilhante (acho que era este o nome) expulsa do país mais de 300 mil estrangeiros ilegais; novo lago surge na RDC em consequência de um golpe de enxada de uma moradora de um bairro provocando um lago com 2 km de comprimento, 150 a 200 metros de largura e 3 a 6 metros de profundidade! Devem achar que sou maluco, pela exteriorização do que me passa pela cabeça ao ler estas coisas. É com cada gargalhada!

Acelerei o ritmo em tudo. Trucidante pois necessário. E com ele, o afastamento de tudo e quase todos como forma de chegar mais depressa ao destino almejado.

Yono.
Miguel S.

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Bora?

Sim, até ia. Bem precisava nesta altura.

Yono.
Miguel S.

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Bora

[.]

Yono.
Miguel S.

PS-Afinal isto pago até Novembro...

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abril 13, 2005

All aboard!

A todos o meu muito obrigado por aqui terem vindo e comentado aqui e acolá. Foi igualmente giro "conhecer" algumas pessoas. Este blog foi interessante e teve o seu papel como local de descarga, com todos os riscos associados a essa postura. Também por isso e porque na realidade alimentar um hobby destes requer o tempo que não tenho, ficamos por aqui. Fica uma imagem porque às vezes é essencial ver com olhos de ver e não procurar nas palavras a explicação para as coisas.

Um abraço,
Miguel S.

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Dia do beijo

Hmmmmm... quem será a felizarda?

Yono.
Miguel S.

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Eclipses

- ... e precisamos também de eclipses grandes.
- Como? Eclipses? - sorriso, tentando manter o ar sério.
- Sim, eclipses grandes que já não temos.

E assim me convenceu que, de facto, estamos muito necessitados de eclipses.

Yono.
Miguel S.

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Mama fora

Atarefado com relatórios e mais relatórios, anunciam-me uma senhora da universidade X que gostaria de falar comigo sobre um assunto pessoal. Pensei tratar-se de uma questão colocada recentemente à instituição pelo que aceitei recebê-la.

Entrou-me uma mulatona [mais pró cafusa] ainda jovem (26 anos) com um miúdo ao colo. No meio da conversa, o miúdo começou a ficar agitado e a subir para cima da mãe a qual estava com umas calças de ganga e top apertado que acabava por cima do umbigo. O top tinha um decote generoso evidenciando as grandes mamocas por detrás dele. Acto contínuo, a criança lá conseguiu subir para o colo da mãe e começou a puxar pelo decote repetidas vezes enquanto ameaçava chorar. Enquanto falava comigo, na boa, pôs o puto a jeito, puxou o decote para baixo e tirou a mama cá para fora olhando apenas por brevíssimos instantes para apontar o mamilo ao miúdo. E assim continuou a conversa enquanto a criança tomava o pequeno-almoço...

Yono.
Miguel S.

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2.

14 10 84 0503708 4890

Yono.
Miguel S.

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abril 12, 2005

Sublime[s]

Yono.
Miguel S.

PS-Gosto mais disto cá em cima do que do último post...

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Marburg: 210 óbitos em 231 casos

Mais 7 óbitos nas últimas 24 horas, 6 no Uíge e 1 em Luanda sendo este último de um médico cubano. Luanda tem mais 3 casos suspeitos e o Zaire 1. Nas Províncias do Kwanza Norte, Kwanza Sul e Cabinda a situação permanece estável.

Última actualização.

Yono.
Miguel S.

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Ficar-se sem...

...a pele dos bicos dos mamilos pode ser particularmente doloroso!

Yono.
Miguel S.

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abril 11, 2005

Marburg: actualização a 10 de Abril

Dados de acordo com a Angop. A actualização apareceu no site deles há instantes aqui. Informam igualmente que, de acordo com o Ministério da Saúde, estão em observação 361 casos suspeitos na Província do Uíge.

Yono.
Miguel S.

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A cafuza e eu

Finalmente fiquei a saber quem poderia ser o que tanto queria saber se ela vinha cá a casa ou não. Já passou, já passou, já passou...

Yono.
Miguel S.

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O Papa português

A confirmar-se, mais um motivo de grande orgulho para os portugueses. Passará então Portugal a ser um país melhor do que os outros porque não foi por acaso que escolheram Durão Barroso para Presidente da Comissão Europeia e muito menos que o nosso cardeal possa vir a ser escolhido para suceder a João Paulo II. Ah, já para não falar do Freitas do Amaral como Presidente da Assembleia Geral da ONU. Sim, somos mesmo muito bons e um país fantástico.

Socorrendo-me dos [fantásticos] exemplos do magnífico Luís Filipe Menezes, no Congresso do PSD, prenhes de imaginação pela sua singularidade, quantos islandeses, finlandeses, suecos, noruegueses e/ou dinamarqueses desempenharam funções iguais ou equiparáveis?

E será que eles se importam alguma coisa com isso?

Yono.
Miguel S.

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Riscar Guiné-Bissau do mapa...

...caso o Koumba Ialá consiga tomar o poder pela força, conforme ameaça.

Yono.
Miguel S.

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Pyongyang o quê?

Título na página 3 do JA 9985
"Luanda e Pyongyang pretendem promover sector privado"

Yono.
Miguel S.

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O [nosso] cross

Está a custar, está. A acompanhar de perto este rebound...

Yono.
Miguel S.

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Descida das taxas de juro

Não deixo de ficar impressionado com isto. O ano passado o Banco de Fomento de Angola (Grupo BPI) baixou as taxas de juro [para empréstimos] de 100% para 50% e até ao fim deste ano deverá cair ainda mais fixando-se entre os 20-25%.
in Jornal de Angola nº9983

Yono.
Miguel S.

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Uíge com 90% das vítimas de Marburg

Onde o número de vítimas continua a aumentar, decorrente da intervenção realizada naquela província por parte das autoridades com o apoio de organizações internacionais com destaque para a OMS, MSF, entre outros. No Uíge as equipas móveis reataram as operações depois de alguns incidentes que provocaram a interrupção dos trabalhos. O número de óbitos no Hospital Central do Uíge estão a diminuir acontecendo o inverso nos bairros periféricos... Entre as duas actualizações da OMS, foram registados mais 9 casos e mais 14 óbitos, todos eles, aparentemente, no Uíge.

Para além destes números, só na Província do Uíge estão 360 pessoas em observação por terem estado em contacto com contaminados.

A última actualização da OMS.

Yono.
Miguel S.

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abril 10, 2005

Void

Nem palhaços, nem malabaristas, nem trapezistas, nem domadores de feras de chicote em punho, nem amestradores do que quer que seja, nem contorcionistas ou cuspidores de fogo! Para onde terá ido o circo?

Yono.
Miguel S.

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abril 09, 2005

Africa Live

Bem que gostaria de ter estado em Dakar por estes dias. Yossou N'dour, Salif Keita, Rokia Traoré e Tinariwen, entre outros, com sonoridades bastante diferentes e agradáveis daquelas a que nos habituamos na África Lusófona.

Yono.
Miguel S.

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Não, não me referia...

...ao Congresso do PSD quando escrevi o último post.

Yono.
Miguel S.

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E por agora já chega.

Que mais logo vou ao circo, pelo menos assim mo prometeram. Há que estar fresco. E parece que haverá palhaços de qualidade!

Yono.
Miguel S.

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Apagar Zimbabwe do mapa...

Observers from South Africa and other African nations declared a heavily rigged parliamentary election in Zimbabwe to have been free and fair. President Robert Mugabe, whose party now has the two-thirds majority necessary to change Zimbabwe's constitution, said he might stuff parliament with more unelected members and stay in office until he is 100.
in The Economist

Yono.
Miguel S.

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Produção duplicará até 2007

De petróleo e aqui em Angola, o que não me espanta, diz o FMI. É que são cada vez mais as chamas na linha do horizonte depois do anoitecer. Ainda bem que não tenho nenhuma janela virada para o mar...

Yono.
Miguel S.

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Princípios são princípios!

E não devemos abdicar deles. Mugabe não só foi a Roma como ainda por cima conseguiu apertar a mão ao Príncipe de Gales! É assim mesmo Carlos, acima de tudo é preciso manter a compostura.

Yono.
Miguel S.

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Chato, eu sei

Mas quanto mais falar do Marburg e procurar manter-me actualizado, menos apreensivo fico. E assim será nos próximos tempos até me baldar, ou até à próxima boleia que a de hoje já perdi...

Yono.
Miguel S.

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abril 08, 2005

Marburg já no Zaire - 7ª Província

Não há muito mais a dizer não é? Apenas que a Província do Zaire, no norte do país, reportou ontem 6 casos de Marburg elevando para 7 o número de Províncias já com casos reportados.

Última actualização...

Yono.
Miguel S.

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abril 07, 2005

Os Mayi Mayi da RDC

Estes rapazes são simpáticos, os Mayi Mayi. No dia 17 de Março atacaram uma aldeia deixando para trás um rasto de destruição nesta localidade da Província do Katanga. Segundo a ONU, têm sido registados confrontos entre estas milícias e o exército congolês, havendo alegações de diversos crimes cometidos pelas milícias, entre os quais: violações, roubos, raptos, homicídios e canibalismo.

Eu não digo que daqui do lado não vem mesmo nada de bom? Quanto mais leio sobre os vizinhos, melhor percebo muitos dos que voltaram de lá...

Yono.
Miguel S.

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Do nosso dia-a-dia

"For us Africans, it is a disgrace to die in a foreign land. We need to be buried next to our ancestors so our souls can rest in peace,"
tirado daqui e que ilustra em parte as situações com que somos confrontados diariamente.

Yono.
Miguel S.

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Há 11 anos atrás, no Ruanda, começava...

...uma das barbáries mais estranhas da história contemporânea. Em África. Os números, a forma, a maquinação, as imagens, a loucura momentânea ficarão para sempre inexplicados. É tão ténue a linha que nos separa da barbárie. Ruanda? Burundi? Jugoslávia?

Yono.
Miguel S.

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Não acredito!

O Mugabe em Roma?! I beg your pardon?!

Yono.
Miguel S.

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Oh! Afinal?

Desinteressadamente distante. E não é que não custa mesmo nada?

Yono.
Miguel S.

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6ª Província com Marburg

E em mais uma actualização, há já 200 casos com 173 óbitos. Mais uma Província afectada, desta vez o Kuanza Sul. Note-se que em Cabinda, Kuanza Norte, Malange e Kuanza Sul haverá apenas 1 caso ou óbito em cada uma delas, seguindo-se Luanda e o Uíge, com a grande maioria dos casos.

Fica a actualização no site da OMS.

Yono.
Miguel S.

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abril 06, 2005

Confesso alguma cusquice

No que ao meu blog diz respeito. Dá-me um certo gozo ver a origem dos que por aqui andam e então quando vêem cá parar através de um motor de busca, deliro com as palavras que ali são escritas.

Hoje não consegui evitar duas gargalhadas sonoras perante o que escreveram dois visitantes. Da Argentina escreveram "cozinha desarrumada. O que fazer?". Caro visitante, já ouviste falar na palavra "desenrascar"? Posso dar-te umas dicas se precisares...

O segundo visitante veio de Portugal e escreveu as seguintes palavras no Google "mercado de bolachas taxa de desemprego". Bom, esta busca reveste-se, de facto, de uma complexidade mais transcendente talvez ao nível da afirmação lapidar do [ai como é que se chamava o tipo?] Chico após um café numa qualquer esplanada de Braga "se o Canada é porque pode".

Yono.
Miguel S.

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Mulatas boas?

Não, enganaram-se na loja. Não vendemos disso por estas paragens. De qualquer maneira, um esclarecimento que me parece importante: atenção que nem todas as mulatas são boas! A grande maioria não é nem boa nem bonita por isso não vão ao engano...

Yono.
Miguel S.

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Suspeito de Marburg na RDC

E agora há já um indivíduo em observação na RDC por suspeita de estar com o vírus de Marburg. Para além deste dado novo, as estatíticas mais recentes de Angola apontam para 181 casos e 156 mortos, de acordo com o comunicado do Ministério da Saúde datado de 5 de Abril.

Mantém-se o Uíge como o epicentro da epidemia com dispersão regional para as províncias mais próximas (Kuanza Norte e Malange), para a capital e Cabinda assim como, agora, as suspeitas de transposição natural de fronteiras para a vizinha República Democrática do Congo, atendendo à elevada mobilidade dos indivíduos que se regista nesta zona do planeta.

Fica o link para a última actualização da OMS.

Por último, um link igualmente importantíssimo da OMS com todos os dados relativos à doença (historial, formas de contágio, etc etc etc).

Yono.
Miguel S.

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abril 05, 2005

Já em Malange

De acordo com a OMS na sua actualização de 4 de Abril, o Ministério da Saúde de Angola reportou 163 casos de febre hemorrágica dos quais 150 fatais. As Províncias afectadas são Uíge (origem da epidemia), Luanda, Cabinda, Kuanza Norte e Malange. Todos os casos reportados fora do Uíge são considerados como sendo originários desta parte do território nacional.

Yono.
Miguel S.

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Vale a pena ler...

...este texto do Paulo Querido sobre o Papa.

Yono.
Miguel S.

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Y., o lambe-botas

Preâmbulo
Se há pessoas que abomino, são os lambe-botas. Vi-os em acção ao longo da minha vida, sobretudo a partir do momento em que passamos ao estado de emancipados. Destaque para o F. "Forreta" e para as meninas da fila da frente dos saudosos tempos em que nos encostávamos lá atrás para passar pelas brasas, nas inolvidáveis aulas de macro à primeira hora, e para os Caetanos desse mundo...

Y., o lambe-botas
O Y. meteu-me pena quando apareceu à minha frente, há já algum tempo. Contou-me a história da carochinha e eu [até] engoli porque me apeteceu. Após alguns anos de África, uma pessoa nunca sabe se o que algumas pessoas nos contam é mesmo verdade tal não é a quantidade de pais, mães e avós que morrem. Pois contou-me ele que era órfão de pai e mãe, vivia sozinho e estava só no mundo pelo que se não trabalhasse não sabia como fazer. Sabia escrever bem, caligrafia de quem estudou uns bons anos, bom aspecto, não se engasgava a falar pelo que decidi arriscar.

Inicialmente mostrava-se esforçado, fazia razoavelmente bem o que se lhe pedia apesar dos [muitos] erros iniciais inconsistentes com um suposto estudante universitário de economia. À viva força, queria o estatuto de Chefe porque era estudante universitário e que, por isso, era mais esperto e sabedor do que todos os outros. Comecei a dar-lhe para trás de uma forma subtil. Até podia ter sido promovido se mostrasse ser merecedor, o que só se consegue com provas dadas e não com garganta. Sendo que a dele até era enorme escondendo por completo as suas [in]capacidades bestiais.

Foi então que adoptou a estratégia mais errada possível e imaginária: impressionar-me com questões tão básicas que conseguiam provocar motins dos meus neurónios, gradualmente maiores. Em vez de impressionar pela positiva conseguia cada vez mais impressionar pela negativa ouvindo o que não queria, a cada tentativa: "ó Y. essa pergunta é própria de quem anda na 9ª classe, não de quem anda no 2º ano de economia!", entre outras que lhe fui dizendo para ver se percebia. Não percebia. Acto contínuo procurou elevar-se junto a mim "oferecendo-me" as vizinhas, colocando-se na posição de intermediário auto-proposto arranjador de gajas. Ui, pior ainda! Face a esta nova estratégia, começou a ser apertado pois já era tempo de mostrar o que realmente valia. Entendeu ele ser este apertão a oportunidade para subir e começou a comportar-se como um chefe. Limites ultrapassados a corda começou a ser puxada sem margem para folgas. Desapareceu do mapa.

Yono.
Miguel S.

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abril 04, 2005

[foto] Sopradores de instrumento

Yono.
Miguel S.

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A incontornabilidade do [falecimento do] Papa

Confesso que a morte do Papa foi para mim só e apenas isso, nada mais. Os dois únicos episódios mais vivos na minha memória foram a passagem do avião da Alitalia que o transportou escoltado por dois caças da Força Aérea a sobrevoarem a minha casa, com a minha mãe a ir para a varanda e desatar a chorar fazendo com que eu também a imitasse por estar ela com lágrimas nos olhos (quando se é puto estas coisas acontecem mais facilmente) e o cartoon que saiu no Expresso com o papa ostentando um preservativo no nariz, tendo na altura esse cartoon provocado uma celeuma inacreditável.

Claro que este Papa, ao longo do seu pontificado, desempenhou um papel interessante ao nível das Relações Internacionais [o que mais me interessa] e, procurou recuperar o tempo perdido em diversos domínios que à humanidade dizem respeito. Mas, como diz o velho ditado, mais vale tarde que nunca...

O futuro pós-João Paulo II continua a preocupar-me pois não me parece que nada de relevante/importante se altere no que se refere às questões fundamentais da nossa civilização e das questões mais prementes que a afectam nos dias de hoje. Acima de tudo, preocupa-me que uma estrutura com a dimensão do Vaticano, presente no mundo inteiro, detenha ainda tanto poder por esse mundo fora. Uma estrutura que para além de espiritual é política e económica, cometendo hoje alguns dos erros passados. Mas isto levar-me-ia a escrever bastante sobre as razões pelas quais não gosto da Igreja Católica Apostólica Romana [e das outras todas, mas por não acreditar em Deus entre outros motivos].

Finalmente o triste espectáculo que nos é proporcionado de forma diluviana pelos abutres dos nossos dias, a ver qual deles tem o fato de luto "mais melhor" do meio... Isso e a quantidade de gente importante que vai estar no funeral. Até o Kabila da RDC vai estar lá! Impressionante.

Mais importante do que parecer é ser. Ontem, hoje e amanhã.

Yono.
Miguel S.

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O início do treino

Não sei o que me deu, mas hoje decidi virar à esquerda em vez de ser à direita como é habitual e ir para a praia de... bicicleta. Só reparei que tinha cortado mentalmente uma parte do trajecto quando curvei a seguir ao Chinga e em vez de me aparecer o Buco-Mazi apareceu-me o Caio. Isto às 2 da tarde com o sol a pico. Como não sou de desistir facilmente, decidi continuar. Em menos de 1 hora consegui ir daqui ao Cabassango, Chinga, Caio, Buco-Mazi, Fútila e Malongo. A ida fez-se. Agora o regresso... Demorei quase 1 hora e meia.

A subida à entrada do Caio, a seguir à ponte dos bambus gigantes onde está o posto militar, e onde os camiões que vêm do Congo costumam avariar pois o motor não consegue suplantar a subida, a subida após o Caio a caminho do Chinga, a subida do Chinga afastado para o Chinga mais próximo da cidade e a subida para a serração dos Amorim, deram cabo de mim. Valeu-me a teimosia. Nunca desistir. Só mesmo caindo para o lado.

Contas feitas foram entre 40-50 km de estrada entre as 14:00-16:30, com alguma provas de montanha de 1ª categoria! Mas soube muito bem.

Yono.
Miguel S.

PS-Agradecimentos à mais-velha da casa grande do Fútila por amavelmente ter-me dado um copo de água para matar a sede e conseguir voltar para a cidade. É o que dá sair de casa sem dinheiro, sem telemóvel, etc...

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Eu, dono-de-casa me confesso...

Desde que declarei a minha casa como uma safezone, sou obrigado a cumprir com as lides domésticas: lavar a loiça à mão, limpar a loiça, arrumá-la, lavar a casa-de-banho, limpar o pó, lavar o chão, arrumar tudo, enfim... espero que a história do vírus acabe rapidamente que não tenho vida [nem paciência] para isto.

Yono.
Miguel S.

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[foto] Vai um ovo cozido?

Yono.
Miguel S.

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abril 03, 2005

3 anos de paz!

Comemora-se amanhã, aqui em Angola, o 3º aniversário da paz após quase 40 anos de guerra praticamente ininterrupta.

Yono.
Miguel S.

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Esparregado e mais o quê?

Não fosse a chamada a correr para Lisboa para perguntar a quem sabe e o esparregado* teria ficado uma desgraça. Mas aprendi algumas coisas:

1. Enquanto se cozinha convém usar um avental;
2. A varinha mágica é muito melhor do que o passevite manual, embora este último seja bom para desenvolvimento muscular;
3. Facilitar-me-iam a vida se vendessem por cá esparregado congelado em vez de espinafres;
3. Não deixar de vigiar a frigideira com azeite ou então baixar a intensidade do bico eléctrico (sempre cozinhei a gás...);
4. Mandar para a panela água quente acelera a fervedura diminuindo o grande atraso do jantar;
5. Fazer experiências com cogumelos, cerveja preta, pimenta preta em grão, cebola picada, alho, sal e mais umas coisas é porreiro.

Começámos a jantar com 2h30 de atraso, ultrapassados com uns queijinhos franceses e portugueses, pão caseiro do faquico/anaquica e Chandon gelado, para minha desgraça e infortúnio. Isso e uma coisa com 15 cm.

Yono.
Miguel S.

* qualquer que fosse o resultado, seria excelente para quem não come esparregado há 3 meses...

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Paulo se tivesse uma aparelhagem de filmar seria melhor ...

Yono.
Miguel S.

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abril 02, 2005

Tudo calmo

De fontes seguras que não há mais nenhum caso de Marburg por cá, na cidade, para além da senhora que morreu há uma semana e que tinha vindo do Uíge. Está cá há já alguns dias uma equipa conjunta da OMS com especialistas nacionais. A palavra de ordem neste momento é de calma e serenidade perante o que aconteceu, procurando evitar pânicos desmesurados, apostando na informação e esclarecimento das pessoas reforçando as medidas de prevenção.

Até nova ordem não há qualquer razão para temer o que quer que seja e entrar em paranóia colectiva como esteve quase a acontecer no início da semana. Vamos acompanhando o evoluir da situação com a calma e serenidade adequadas à mesma.

Alguns links interessantes para quem está no terreno:

Organização Mundial de Saúde
Médicos Sem Fronteiras

Yono.
Miguel S.

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abril 01, 2005

O que me ri hoje...

...ao passar pela cozinha e reparar num tabuleiro, prato e copo com algo escrito a azul. Detive-me por uns instantes para perceber o que estava lá escrito: "Luís P., não mexer" numa caligrafia de escola primária. Era o empregado da limpeza que depois do alerta dado na 2ª feira através de um comunicado interno, tem andado com máscara e luvas, para além de esfregar o escritório e casa-de-banho várias vezes ao dia com água e lixívia.

Yono.
Miguel S.

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Trepar às paredes

Onde é que já ouvi isto?

Yono.
Miguel S.

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Marburg no Kuanza Norte

Noticiavam hoje as cadeias de televisão citando o porta-voz do Ministério da Saúde. Tratar-se-á de um professor que teria vindo da Província do Uíge para Camambatela (Kuanza Norte), localidade não muito distante da fronteira sul do Uíge.

Uma constatação do que tenho lido e ouvido: até agora, todos os casos relatados noutras Províncias são de pessoas que estiveram no Uíge.

Yono.
Miguel S.

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Comunicado

Yono.
Miguel S.

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