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maio 31, 2005

Quem? O Marborg?

Quando ouvi o tipo a dizer Mar-bór-gue ia tendo um ataque cardíaco. A cerveja devia ser banida pois tem efeitos secundários graves. P'ralém do Mar(argh!)bór(ahahahaha)gue(socorrooooo!) a revelação que afinal o "s" entre duas vogais lê-se como se lá estivessem 2 "esses" e nunca como "z". Por isso é que se diz "tesso" e "tessinha" e não "teso" ou "tesinha". Adiante.

A nova versão contada na mesa do bar do hotel: isso do Marbórgue nunca andou por cá. Parece que a tipa estava grávida, abortou em Luanda mal e veio para cá já em mau estado. Quando as hemorragias começaram foi ao kimbandeiro e, já bastante mal, carregaram-na para o hospital. Ya.

Yono.
Miguel S.

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maio 30, 2005

Post-it

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Yono.
Miguel S.

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Você estás a gostar da nossa terra?

-Eu?
-Sim, você.
-Se estou a gostar da vossa terra? Ya, bué.
-Toda a gente diz o mesmo. Quando conhecem ficam a adorar.
-Pois.

Yono.
Miguel S.

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Oh well!

well, well, well, well...

Yono.
Miguel S.

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maio 29, 2005

O regresso dos eleitores

Poderá ser o [re]início de qualquer coisa nas [nossas] democracias bafientas. Números interessantes comparativamente aos mais recentes escrutínios e ao referendo sobre o Tratado de Maastricht. Numa relação de amor/ódio, esta é uma das razões pelas quais gosto da França: um dos últimos bastiões contestatários europeus. Vive la France, putain!

Yono.
Miguel S.

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maio 28, 2005

Feriado municipal por cá

Comemorou-se hoje o 49º aniversário da ascensão de Cabinda a cidade. Poucas voltas. Muito mas mesmo muito trabalho.

Yono.
Miguel S.

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Imperdível

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Yono.
Miguel S.

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maio 27, 2005

C., um caso difícil

parte 1

Era puto quando cheguei a Pemba, naquela que foi a minha primeira grande aventura por terras d'África. No início do ano de 1995 ainda se viviam tempos de uma estabilidade relativa no norte, após décadas de guerra, criando um ambiente único para quem do continente apenas conhecia o Kruger, na passagem de ano de 1991 para 1992, na desenvolvidíssima África do Sul de De Klerk já no período de transição pós fim do Apartheid, umas [ainda possíveis] voltas a pé por Small Street e área envolvente, as hoje abandonadas SunTowers e a magnífica viagem de Joanesburgo à entrada do Kruger passando por Pretória. Férias idílicas de uma África que vai rareando. Quem conheceu o hinterland há uns anos atrás, nota bem a diferença: Suazilândia, Malawi e Zimbabwe para citar três exemplos de países que decaíram significativamente por razões diversas.

Na altura Moçambique representava uma grande aventura, sobretudo quando o destino não era Maputo. Um teste de resistência para todos nós, putos e kotas. Para a malta da minha idade, a geração perestroika/glasnost, Moçambique, entre outros motivos, representava a possibilidade única de poder viver presencialmente a mudança de um regime marxista-leninista com economia planificada para uma democracia com economia de mercado, era a oportunidade única de poder viver as mais diversas alterações sociais/institucionais/organizacionais e outros -ais, cheirar um pouco do nosso passado ainda e sempre bem visível, viver os primeiros passos de um país a renascer das cinzas após a ONUMOZ.

Yono.
Miguel S.

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maio 26, 2005

Um meteorito em direcção à minha casa?

Acordei de madrugada todo lixado com kamikazes minúsculos a chuparem-me subcutaneamente como se fossem autênticos bombardeiros convertidos ao serviço do Serviço Nacional de Bombeiros! Ainda levei algum tempo a passar do REM à consciência total, para finalmente perceber que a rede mosquiteira tinha um buraco maior que a cratera do Yucatão! Passou-me pela cabeça, na altura, esganar a empregada à primeira hora da manhã. Camisa em cima da rede mosquiteira, armas químicas contra os intrépidos voadores e problema resolvido.

A meio da manhã a visita com um relato que me deixou algo incomodado. Não pela forma ou conteúdo mas pela constatação que a realidade local é algo diferente da minha realidade. Tratou-se de um trabalhador que veio pedir mais um vale por causa da sua contribuição para o funeral dos primos. Há uns dias, na volta matinal pela cidade pouco depois das 7 da manhã, deparámo-nos com uma agitação inusitada em determinada zona da cidade, com muita gente a correr, dois jipes da polícia cheios de homens, a estrada quase cortada com carros e, ao olhar para o lado, vi a uns 10 metros da estrada um cadáver coberto com um pano. Seguimos porque nunca paro nestas situações anónimas. Hoje a descrição dos acontecimentos: o principal homicida, liambado, esperou que o pai saísse de casa para entrar no quarto do irmão dar-lhe uma catanada na cabeça para de seguida, já munido da arma do pai, dar um tiro na cabeça do irmão. Rumou à casa dos sogros, com quem se tinha chateado, e como estes se puseram em fuga assim que se aperceberam do que estava a acontecer o fulano liquidou um vizinho que estava a carregar água para casa também com um tiro na cabeça. Com a polícia já no terreno, tiroteio valente com os polícias a protegerem-se atrás de um monte de blocos [tipo tijolo] de cimento. Já com o pai no local, ex-combatente, e perante a inexistência de qualquer recuo por parte do filho, arrancou a arma de um polícia, deu um primeiro tiro no filho atingindo-o no braço sem que ele parasse de disparar ou evidenciasse qualquer desistência, atingiu-o de seguida no peito projectando-o para o chão para lhe dar de seguida uma catanada. 3 mortos com um pai a perder 2 filhos, tendo morto um deles, sendo preso de seguida. Dá que pensar.

Tirando isto, outras cenas que só dão vontade de um gajo se enfiar ao fim do dia no jacuzzi que não tem e deixar-se em suspensão com o borbulhar durante umas duas dez horas.

Yono.
Miguel S.

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O papel da Sharon Stone no meu blog

Terminadas as obras no blog, reduzindo eficazmente o fosso entre as estatíticas do weblog e o sistema que uso, qual não foi o meu espanto quando no primeiro dia bateu todos os recordes de páginas visitadas e de visitantes. Um aumento de quase 200%. Caramba! O que teria o blog assim de tão interessante para tamanha subida? Vendo detalhadamente ao que vinham, constatei que nesse dia cerca de 1/3 dos visitantes clicou no link da Sharon Stone como resultado de uma busca no Google [imagens]. Eles chegam-me dos EUA, Brasil, Kuwait, Arábia Saudita, Irão, Bósnia Herzegovina, Japão, Índia, enfim dos sítios mais estranhos. Afinal, há parras e parras.

Yono.
Miguel S.

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Cenas que me tiram do sério

Os que em África são africanos e na Europa são europeus.

Yono.
Miguel S.

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maio 25, 2005

[foto] Ontem à noute

Yono.
Miguel S.

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Dia de África

Foi hoje. Feriado nacional por estas bandas. Mais um. Deu para ontem, dando o dito pelo não dito, para uma nova aventura pela noite local. Um espectáculo. Para além da solenidade descontraída do evento, um desfile de modelos com topless pelo meio com muitos olhos de macho de meia idade a saltar das órbitas acto contínuo logo após o arrancar dos panos do tronco, sessão de música com dança em trajes locais. Muita e boa música, destacando-se a "Karolina" [kwassa kwassa]. Dois copos de qualquer coisa alcoólica e o tradicional pé de chumbo autor deste blog já andava no meio da pista qual passarinho voador. Até às 5:30. Que noitada. Acabou por ser uma excelente forma de contrariar a intranquilidade decorrente dos últimos rumores a propósito dos índios [verdadeiros] mascarados de cowboys algures. Até segunda-feira terei muito trabalho de escritório, mesmo inexistente terá que ser inventado.

Yono.
Miguel S.

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maio 24, 2005

Como sabes

Podes cá vir parar de todas as maneiras e feitios. É uma boa técnica, essa de cá vires parar através das técnicas do pénis da Arábia!ahahhahahahahah

Beijinhos,
Miguel S.

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maio 23, 2005

Nada de paliativos

A verdadeira solução para o défice orçamental passa pela necessidade imperiosa de descobrirem imediatamente petróleo em Portugal, de preferência no Alentejo...

Yono.
Miguel S.

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Euforia irracional

Certo que a partir de amanhã não mais se falará profusamente nos noticiários nacionais sobre o novo campeão nacional (até porque agora surgiu a questão quente do défice orçamental), não pude deixar de ficar boquiaberto com algumas palavras de homens do povo às perguntas dos jornalistas: que o novo campeão é o clube do povo, que se sentia espectacularmente bem por ser campeão, que era o dia mais feliz da sua vida, que não sei o quê e não sei o que mais, cada uma melhor do que a outra. Como se de repente, aquele magnífico feito - ser-se campeão - significasse que a vida corre às mil maravilhas, aí e cá. Verdadeiro passe de mágica. Afinal, foram bem empregues as centenas (milhares?) de Euros empregues na clubite aguda para ajudar aquela meia dúzia de rapazes e seus ajudantes, também do povo, cujo sacrifício prenhe de suor, sangue e lágrimas merece uma existência mais condigna. Era bom ser-se campeão todos os dias, sobretudo enquanto se estivesse acordado...

Yono.
Miguel S.

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maio 22, 2005

[foto] Esta noite, por cá... vermelha

Diziam-me à tarde que esta noite haveria festa, ganhasse quem ganhasse. Que o pessoal desceria dos bairros para o meio da rua, a bater as panelas, os carros a apitar e que seria de não sair à rua. Com alguma discrição, consegui apanhar alguns momentos do que aqui se passou esta noite. Já quando ganha Portugal, parece que ninguém sai à rua...

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Yono.
Miguel S.

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maio 21, 2005

Alles gut oder...?

Sim, o almoço estava delicioso. Uma feijoada à brasileira e muqueca muito bem preparada. À mesa o Giovanni e o T.. Conversa farta e descontraída, ajudada por um bom tinto. De Cabo Verde e das migrações para cá, dos pais dele, das Cas., da emboscada esta semana e do reforço dos azuis deambulando aqui e acolá.

Na net, notícias interessantes para lá da desgraça costumeira. Foi descoberta uma nova espécie de macaco nas montanhas da Tanzânia, designado por highland mangabey. Passaram 20 anos desde a última descoberta. Fantástico.

A contrastar com esta notícia a catástrofe silenciosa que se abate sobre a Amazónia, ano após ano. O que me impressiona é que já oiço falar disto há uns bons 15 anos e a situação agrava-se cada vez mais. Em 2004 mais de 26.000 km2 foram cortados, o 2º pior ano de sempre! Prevê-se que a este ritmo daqui a 2 séculos não haja mais a Amazónia. Aterrador. Sobretudo por algumas das razões focadas no interessante artigo da The Economist. Grande Lula da Silva!

Por cá a calmaria pós pânico Marburguiano, saindo agora a notícia que há um novo surto de ébola no Congo tendo já provocado 9 mortes na aldeia onde se registou. Alguns aldeões terão ido à caça de elefantes e, no regresso, levaram para a aldeia o cadáver de um chimpanzé (uma delícia gastronómica) que encontraram pelo caminho e que estaria contaminado.

E agora o igualmente prometedor churrasco na casa do Faquico.

Yono.
Miguel S.

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maio 20, 2005

A carta do Fra Mu

Nem queria acreditar no que me dizia o puto. Segundo ele o Fra Mu apresentar-me-ia o pedido de demissão ainda naquele dia ou no seguinte. E assim foi. O nosso maior inimigo ainda dentro da organização e protegido, causando-nos enormes problemas, a demitir-se? 'Ca raio? Ter-se-ão transferido de armas e bagagens os sem rosto, sopradores de palavras numa qualquer penumbra lateral de casebre, para outras paragens?

Já não interessam as razões porque já se foi. Precederam-no muitas ovelhas [negras] do mesmo rebanho [?]. A machadada [também a invisível] foi forte. [Não a vimos. Apenas observámos os seus efeitos.] Até porque aqui não há muitos playgrounds. [Suposições. Meras suposições. Teóricas, claro está.]

E desta vez sem abus...

Yono.
Miguel S.

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maio 19, 2005

Um dia atípico

Da derrota do meu clube de sempre não foi concerteza, até porque nunca me causaram quaisquer maleitas os seus desaires. Só pode ser da prática e não do sofá. Uma lombalgia? Deu para o pessoal rir um bocado à minha conta, fazer uma grande fita na clínica para me picarem o dedo, andar o dia todo torto e sem vontade para nada a não ser estar esticado ensaiando repetidas vezes qual a melhor posição. Ainda fui dizendo que devia ter pisado uma mina tradicional mas logo me responderam nos vários locais em que o disse que não "pega nos brancos".

Ao fim do dia fiz uma pequena romaria, com mais tempo, por alguns dos locais da blogosfera que mais aprecio e por onde já não andava há algum tempo. São os "meus" desde o início quando dei umas voltas e tropecei neles já não me lembro bem como. Provavelmente pelas estatísticas, depois num comentário qualquer e lá fui ter...para ficar. Reconfirmei hoje, novamente, porque é que gosto tanto deles.

À catarina do 100nada o abraço tropical da África Ocidental pelo segundo aniversário do seu blog e pela forma solta como tem mantido o 100nada.

Uma nota especial para o cerejas azuis. Podia dizer muita coisa mas optei pela via minimalista: excelente!

Yono.
Miguel S.

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maio 18, 2005

+ logo será assim: 4-2

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É nossa! Spoooooooooooooooooooorting!

Yono.
Miguel S.

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maio 16, 2005

Roupa nova

O blog tem um novo aspecto. Vai reflectindo e andando ao sabor do estado d'alma do seu dono. Agora só falta mesmo começar a escrever alguma coisa de jeito :D

Yono.
Miguel S.

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maio 15, 2005

Ia...

...naquela parte em que corria todo nu pela floresta fora quando, de repente, ouvi ao longe uns sons secos. Outra vez. E mais uma vez seguidos de palavras. Gritavam por mim na rua. Lembro-me de ter dito um "simmm?" completamente ensonado. Não percebi nada do que disseram. Chamaram novamente e aí, já meio desperto, gritei um sonoro "SIM?" depois de ter olhado para o relógio e constatado que ainda eram 6:34 de domingo, porra! Eram os putos que queriam que fosse com eles de bicicleta para o Fútila a 20km da cidade. A um domingo??? Às 6:34 da matina??? Isto de se ser "ídolo" e saberem onde um gajo mora é lixado!

Yono.
Miguel S.

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Noite africana na província

Nunca mais!

Yono.
Miguel S.

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maio 14, 2005

Uh uh yeah!

EUA será, coast 2 coast. Há-de ser bonito!

Yono.
Miguel S.

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maio 12, 2005

Init

Yono.
Miguel S.

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maio 10, 2005

À beira das férias

1 mesito pelos EUA fora, Rússia ou Caraíbas? Hummmmmm

Yono.
Miguel S.

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Ilusões

Não sejais tão literárias...

Yono.
Miguel S.

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maio 08, 2005

Manhã de neblina

Na transição para o cacimbo. Luanda com um cinzento claro e a sensação de alguma frescura, logo pela manhã. Sem se conseguir ver a ilha, o matabicho revitalizante em boa companhia - a geração dos 20 e tal é realmente uma agradável surpresa. Sobretudo quando se traduz em traços de feminilidade perfeitamente desconcertantes pela sua simplicidade. Como é bom estar vivo & kicking...

Yono.
Miguel S.

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Mas, mas...

... o Glorioso perdeu esta noite??? Em que página do guião é que estava esta derrota???

Yono.
Miguel S.

PS-Wishful thinking "Sporting campeão?"

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Descida à civilização

Sabe bem vir a Luanda de vez em quando. É sair do último apeadeiro antes do fim do mundo e dar uma saltada à civilização. A civilização da mesa numa esplanada num dos locais mais descontraídos da ilha, a civilização de um arroz de marisco bem confeccionado com um bom vinho português, em boa companhia, com um espectáculo de música latina/africana com vários pares de pernas milimetricamente trabalhadas e desenhadas que os vestidos minimalistas punham completamente a descoberto. Gosto dos espaços cosmopolitas, com gosto. O Miami Beach é um deles, na ilha. Ah, Luanda!

Yono.
Miguel S.

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maio 06, 2005

Técnicas do pénis da Arábia

Estava eu numa de cusquice quando me deparei com alguém que veio parar ao meu blog escrevendo "tecnicas do penis da arabia" no Google. Não resisti. Mas afinal o que é que o meu blog tem a ver com isto? E, já agora, o que raio serão as "tecnicas do penis da arabia"? Ele há cada um, lol!

Yono.
Miguel S.

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Marburg

E quando tudo parecia ter acalmado rumo à erradicação eis que surgiram novos casos e mais mortos no Uíge. O total de mortos ascende já a 203 num total de 319 casos, ie, uma taxa de mortalidade de 63,6%. A notícia mais recente está aqui.

Yono.
Miguel S.

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maio 04, 2005

Ida à judiciária

Há uns tempos atrás, escrevi aqui sobre um fulano que teria desatado a fazer ameaças de morte. Como não suporto estas merdas, queixa-crime para a polícia e e-mail a quem de direito para o caso da primeira se "esquecer". Dito e feito. Fui chamado, ontem, para depôr. Lá fui. O inspector magro, ar sério, secretária gasta pelo tempo, a máquina de escrever velhinha, um armário metálico cinzento encostado à parede com algumas pastas tortas, pontas reviradas e lombada descolada, diversos pares de chinelos usados por baixo do armário, quatro secretárias na sala, a fotografia do chefe de Estado, um calendário em cima da secretária de uma empresa de Lisboa sita na Rua dos Correeiros e as perguntas que imperavam. Foi rápido. O processo segue brevemente.

Yono.
Miguel S.

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Ciúmes dos pais

Isto dos ciúmes dos pais pelos filhos sempre me partiu todo. Pode ser que quando me tornar pai, se lá chegar, adopte uma atitude idêntica...

Yono.
Miguel S.

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maio 02, 2005

Bora dar um empurrão

Li o apelo da [minha amiga] catarina a propósito do Nelson. Fiquei impressionado com a reportagem sobre o Nelson num dos noticiários nacionais e agora estes apelos que surgem na blogosfera. O que os olhos não vêem não sentem, passe a vulgaridade da expressão, coisa que aprendemos em África caso queiramos por aqui ficar durante algum tempo [aprender a não ver]. Bora lá dar um empurrão.

O blog do Nelson é aqui.

Yono.
Miguel S.

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Diferenças importantes

Lia há instantes [mais] uma notícia sobre a Costa do Marfim na Reuters AlertNet, a propósito dos últimos incidentes na parte ocidental do país com inúmeras vítimas entre mortos, feridos e gente que se viu forçada a fugir. Várias partes da notícia fizeram mexer as minhas sobrancelhas pela forma como as "coisas" mudam em poucos anos, tornando inevitáveis paralelismos entre as mais diversas realidades mesmo se, por vezes, não aparentem ter nada em comum. Como nos dizia um ex-colega de curso, angolano por sinal, perante a implosão da Jugoslávia éramos ainda todos estudantes: "Estão a ver? Afinal não é só em África!". Interessante como na notícia diferenciaram os mortos pela etnia a que pertenciam...

Até há uns anos atrás, a Costa do Marfim de Houphouet Boigny e a sua inacreditável catedral eram considerados exemplos de sucesso no continente. Após a sua morte, uma série de acontecimentos desencadearam um descalabro de tal forma tornando aquele país mais um entre muitos na extensa lista de worst-case scenarios desta parte do mundo. Onde antes as pessoas coabitavam normalmente, apareceu a rivalidade inter-étnica de matriz religiosa com os muçulmanos de um lado e os católicos/animistas do outro, os guere e os dioulas, os militares e os civis, os genuinamente marfinenses e os "estrangeiros"... E assim se destrói um país, mais um para as estatísticas onde já estava a sua vizinha Libéria.

Yono.
Miguel S.

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Quando os rapazes da cruz se chateiam

Toca de acirrar a "populaça" contra o governo pela ousadia e heresia de tornar facultativa e não obrigatória a disciplina de religião e moral, apregoam os meios de comunicação social. Não apreciei muito ver Mari Alkatiri como primeiro-ministro de Timor-Leste, por diversas razões incluindo o facto de ter passado grande parte do tempo exilado em Moçambique. Mas daí a vermos a Igreja ao "ataque" vai uma grande distância. Estarão eles, como agora no caso de Timor-Leste, imunes à Lei?

Yono.
Miguel S.

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maio 01, 2005

Mais uma data

Que supostamente nos faria [re]lembrar o que nunca é esquecido. À minha mãe o grande abraço pela determinação e teimosia com que quis a minha existência. Juntos trilhámos um caminho que nem sempre foi fácil, sobretudo para ela. Eu e ela. Tantas memórias. Tantas. Os putos dão uma trabalheira dos diabos. Mesmo sendo só um. Nunca mais me esqueço da treta que pregaste quando me disseste, após o desfazer-se do nó do balão do meu pulso a seguir a uma ida à feira popular, que quando chegássemos a casa o balão lá estaria à nossa espera...Já na altura era lixado com as promessas incumpridas! Ah, já agora, desculpa lá os 25 tostões que te cobrava cada vez que limpava a loiça (era para comprar os cromos da Heidi)...

Yono.
Miguel S.

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[foto] A cidade vista do espaço


© DLR 2005

Yono.
Miguel S.

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