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janeiro 31, 2006

E se gritar por socorro?

Há uns largos meses atrás andava uma amiga blogosférica com a cabeça feita em água devido às NICs. Gritando eu por socorro aparecerá por cá para me dar uma mãozinha? É o que dá a definição de metas do primeiro mundo com trabalho do terceiro: asneira. Se nem 1+1=2, quanto mais... Vou dormir que o meu mal deve ser sono (ou a falta dele). Má troca, má troca... Eu sou mesmo estúpido, não vale a pena.

Miguel

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janeiro 30, 2006

U

Can run but ya can't hide...

Miguel

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E agora?

Que era mau já me tinha apercebido. Que tivesse a dimensão que efectivamente tem é que me deixou com uma daquelas dores de cabeça que nem a pele nem a voz macias da Amélia me fizeram passar, ao longo de Luanda. E que dor de cabeça. A incompetência, ligeireza e displicência total simplesmente inacreditáveis.

Ainda rookie, aprendi há uns anos com o Chefe que perdoava-se tudo menos roubos e falsificações. Muitos foram embora. Raia miúda que, uma vez descobertas as falcatruas, eram convidados a escolher uma de várias opções. Invariavelmente escolhiam o pedido de demissão. Hoje comecei a acumular factos que evidenciam algo de estranho e que me está a deixar profundamente incomodado. Tocam-me sempre estes números. Valeram-me, em Moçambique, ameaças de morte, carros atravessados à frente do meu, quase embates em modo de intimidação, etc e tal. Aqui, valeram-me já, no norte, ameaças de morte as quais, por razões de segurança, fizeram com que antecipasse as férias... Sem que este tipo de coisas alguma vez me impressionassem sobremaneira - aprendi com o tempo que a última coisa que se pode fazer é mostrar medo - o que mais me incomoda agora é que (porra!) conheço bem o anormal. Mas que grande merda! Só me apetece chamar-lhe nomes. Bem que me disseram que não há fumo sem fogo. Pois, mas em determinados casos teimo em querer ver o fogo...

Miguel

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janeiro 29, 2006

No relaxe

Ao fim de um dia violento, encontrei dois bons refúgios musicais para acalmar o espírito. Em Eclectismo Musical e n'A Passarinha...

Miguel

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Calma!...

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Miguel

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Neve?

Ainda não acredito! Neve na minha terra, Lisboa?! Que pena não poder ir à janela ver a nevar sobre o Bugio ou estar nesta tarde de domingo no Moinho a beber um chocolate quente.

Miguel

PS-E com a neve de Lisboa escreveu-se aqui a milésima entrada. Caramba!

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janeiro 28, 2006

[foto] Assim

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Miguel

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Gasosa

Toda a gente sabia que o A. tinha um quarto reservado para quem queria, a todo o custo, fazer a cadeira. Era Lei. E ele o mais alto magistrado. De qualidade académica irrefutável, diga-se. Comentavam as más línguas que dissertava longamente, desde o pai da ciência acabando nas teses que defendera do outro lado, com o duplo objectivo de ensinar e vir-se enquanto gritava "Vai Lucaaaaaaaaa!". Resumindo: o que é que passará pela cabeça de alguém quando decide criar uma conta designada por "Gasosa" e considerar imobilizado incorpóreo aquisições de bens palpáveis não imobilizáveis em n-1? Terão faltado os açoites? Au...quê?!

Miguel

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janeiro 27, 2006

Wela Wela

Ao falar do Luís, vieram-me à memória outros companheiros que entretanto partiram: o pequeno (grande) Henriques, o Damião e o João Paulo. Todos eles gente boa. Então o Wela Wela, inesquecível. Como a vida é estúpida. Dos tempos das sisaleiras de Porto Amélia, o "velho" Henriques tinha já 50 anos de Moçambique. Era daqueles, puros e duros. Valente. Um coração maior do que o homem. Daí o Wela Wela.

Dos mais velhos da empresa. Do tempo dos brazonados, viu-os chegar a todos. Sem grande instrução, imbatível no que fazia pelo calejo de décadas ao sol. Era um contador de histórias nato. Conhecia-os a todos, as suas manhas, virtudes e defeitos. Como ele se ria enquanto observava do seu canto a evolução das coisas. Ele, o ignorante que nada percebia. As movimentações, os negócios paralelos, a estupidez humana que emergia das mais variadas formas aqui e acolá. Então naquela rua, era um fartote. Sobretudo do outro lado. Era engraçado como com ele e a família era mais interessante estar do que com os outros. Pela simplicidade, ausência de pretenciosismos, não querer ser o que não era e, sobretudo, por não falar mal dos outros. Nem ele nem ninguém da família dele tinha esse costume. Coisa rara por ali. Aliás, sobre este tema voltarei mas parece evidente esta característica inata dos portugueses, a de falarem mal dos outros. Volta e meia pegava nele e na família (a mulher, a filha deficiente, a filha mãe solteira abusada por aquele ordinário e a neta, ignorante de tantas coisas) e íamos dar uma volta a Zalala indo por Inhangulué. As picadas no meio dos palmares, sempre a abrir. Os búfalos de água, em manada, a chafurdar no meio da água, a cascata no meio da plantação, os híbridos, o Marques, e o Índico ali, naquela praia enorme do Bons Sinais ao Macuse dos judeus, a 120 praia fora até Zalala. Água de lanho, fresquinha enquanto víamos o pessoal vindo da cidade, bicicletas pasteleiras penduradas nos ramos das árvores, não as fossem roubar...

Um dia o Wela Wela sentiu-se mal. Mesmo assim teimava em ir trabalhar. Dizia que era malária e que passaria logo logo. Nada. As febres não passavam. Optou-se pela evacuação para Portugal onde o visitei numa das minhas idas ao meu chão. Todo rijo, em casa, a dizer-me que tinha passado por um mau bocado mas que estava a recuperar bem e que nos íamos ver não dali a muito tempo em Moçambique. Sem que ele reparasse, a mulher e a filha iam-me fazendo sinais com a cabeça. Abraço dado e um último olhar após ter sido informado pela mulher que estava por meses.

Nunca mais vimos o Wela Wela. Eu e a África.

Miguel

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janeiro 25, 2006

O Luís M.

Em Cabinda éramos poucos. Um punhado deles, de tal modo assim era que conhecíamo-nos quase todos. O Luís era algo diferente, assim como a Isabel, e já com muitos anos de África. Conhecia a Guiné-Bissau como as palmas das suas mãos, daí o seu fascínio por aquela terra, muita daquela gente lá, do mato. A experiência alentejana, de gente livre, acabou por levá-lo e à Isabel novamente para África. Um casal interessante, boa conversa, boa comida, dados à arte, gente livre e também por isso desprovida de preocupações mundanas. Salvou-me o Luís da desgraça certa, já com quase 20km nas pernas, ao "obrigar-me" a subir no carro e ir à boleia até Lândana. Aproveitei para ficar a conhecer muito do que fazia por lá. Tinha pinta o Luís. Determinado e enérgico. Próprio. Até esta noite.

Miguel

PS-Fica o almoço que te fiquei a dever para um dia destes, onde quer que seja...

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janeiro 24, 2006

China & Ca.

Aos [largos] milhares, por aqui aterraram ou vieram de uma forma ou de outra porque, ao certo ao certo, ninguém se apercebeu muito bem como chegaram. Apenas vieram e são agora muito visíveis. Por toda a parte: em altos jipes, a conduzir um camião, carregados aos magotes nas caixas dos camiões, a conduzir máquinas, nos restaurantes, bares, supermercados, enfim, em tudo quanto é sítio.

O Império do Meio a sair deste para os lados e com o apetite de quem viveu para dentro durante tantos milénios. Não falam uma palavra de português pelo que são hilariantes as mais diversas cenas que vamos observando um pouco por toda a parte. É o agente da BET (Brigada Especial de Trânsito) que manda parar um camião conduzido por um chinês a quem solicita os documentos. É de uma pessoa se atirar para o chão a rir, embora não tenha piada nenhuma já que, talvez por ser chinês e a comunicação ser impossível, ao fim de algum tempo se desista... No supermercado, é impressionante. Eles muito se riem uns para os outros. Ainda não consegui foi atingir a razão pela qual se riem tanto: bonitos não são, as bocas horríveis, as indumentárias de fugir... Rirão de quê, afinal? Das bocas que em sons estridentes vão mandando uns aos outros independentemente de estarem a incomodar sobremaneira quem está à sua volta de tal modo que já ninguém - a não ser chineses, entenda-se - quer ficar sentado perto deles? Ou estarão a fazer juz à velha máxima do ri melhor quem ri por último?

Miguel

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janeiro 23, 2006

[foto] Su-27

Estava eu no meio do engarrafamento, para os lados da Feira Popular, no passado sábado de manhã, quando comecei a ouvir o som fora do normal de aeronaves. Olhei para o céu e comecei a vê-los passar: primeiro helicópteros, seguidos de Tucanos, Antonovs, o famoso Il-76 já com a nova pintura da FAN e, quando já parecia ter tudo terminado, logo a seguir à rotunda do 1º de Maio, o som estrondoso do Su-27 fazendo um vôo de muito baixa altitude, lá para os lados do aeroporto, subindo em flecha para oferecer a quem viu 2 (dois!) loopings seguidos e uma quantidade impressionante de acrobacias simplesmente espectaculares. Fantástico. Fica uma das fotografias tiradas ao acaso.

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Miguel

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janeiro 21, 2006

Angola: Gestão Fiscal 2004

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Muito interessante esta publicação que circula já há alguns meses, com dados importantes sobre a economia angolana até 2004 e perspectivas futuras. Um país de futuro.

Miguel

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janeiro 20, 2006

7:30

Sem falta. Assim foi, pontualmente irregular pelo facto de ter chegado ao local à hora marcada. Vinte minutos depois o segundo. Até que, finalmente, o coordenador. Arrancou-se assim mesmo, em directo, só nós os três quando deviam estar lá catorze!... O directo, já em directo pelas ondas hertzianas, e o principal que tardava em chegar ao local. Apareceu com meia hora de atraso, mesmo sendo ele o principal. Irrelevante, tirando o facto de perigar o acontecimento não tivessemos nós os dois aparecido (três contando com o da casa). E o directo seguiu. Bem. Muito bem até. Saudámo-nos, abraçámo-nos, sorrimo-nos e até anuímos com a cabeça quando o outro falava, tal não era a sintonia. Há dias que começam muito bem.

A meio da manhã, as assinaturas. O ar quente do fim da manhã num dia particularmente luminoso, auspicioso no que estará para vir. Agora sim. Também a praia. As cores, as pessoas, o sabor do café, o Ed., a V., diferentes hoje. Ou os olhos que os viram, menos carregados.

Miguel

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Ai como a vida é bela

E feita dos pequenos prazeres. Os milagres proporcionados por três coca-colas geladas numa tórrida tarde de verão, na praia.

Miguel

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janeiro 19, 2006

[foto] Mi

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Miguel

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Nação Coragem

Da TPA, o Ponto de Reencontro|Nação Coragem é dos programas mais impressionantes a que já assisti. As pessoas, em fila, esperam pelos seus segundos de televisão onde pedem ajuda para encontrar parentes desaparecidos e/ou mandar mensagens para pessoas que viram pela última vez há décadas. Confesso que dá vontade de chorar, por vezes, tal não é a aflição ou o olhar profundamente triste que carregam as pessoas que atiram o seu apelo cá para fora.

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Alguns excertos:

"Estou à procura do meu irmão, desaparecido na Lunda Norte, em 1987..."
"Chamo-me P.F. e nos tempo das FAPLA andei na Província X onde deixei grávida de 9 meses a fulana tal. Hoje essa criança deve ter 18 anos. Se me estás a ouvir, entra em contacto pelo terminal 92.........."
"Chamo-me G.S. e a minha irmã foi levada para Portugal em 1974/75 por uns senhores, para Lisboa, Província de Coimbra. Se me estiveres a ouvir liga-nos."
"A minha filha desapareceu em Setembro de 2005. Saiu e faltou à novela das 22:30. Se algum senhor ou bandido a tem devolva faz favor."
"... contactem pelo terminal 91... ou então no mercado tal, a senhora tal..."

40 anos de guerra deixam realmente marcas profundas.

Miguel

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[foto] Bolo Rei

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Miguel

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Domingo

Seria Manuel Alegre, claro. Sobretudo por ter tido a capacidade de personificar, enquanto candidato à presidência da república, as aspirações de uma parte não negligenciável de nós, fartos da política tradicional. Um bem haja para o Manuel.

Miguel

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[foto] Verde

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Miguel

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[foto] Olhó amendoim

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Miguel

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O anúncio de Chirac

"França poderá responder com armas nucleares a ataques terroristas
A França reserva-se o direito de ripostar de forma "não convencional", nomeadamente nuclear, face aos "dirigentes de Estados que usem meios terroristas" contra o país, declarou hoje o Presidente francês, Jacques Chirac."
in Publico (alertas@publico.pt)

Era só uma questão de tempo.

Miguel

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janeiro 17, 2006

Ao jantar, em Luanda

Ontem, no Espaço Baía situado na marginal em frente à última estação de serviço, em direcção à ilha, e no quarteirão dos CTT, um dos melhores espaços da cidade: bar com palco no rés-do-chão, restaurante com bar no 1º andar com espaço amplo e aberto permitindo ver tudo o que se passa no rés-do-chão e o terraço com sofás, mesas, bar e as estrelas do céu, em boa companhia. Decoração fantástica. O que nos leva lá é o Camembert frito, como entrada. Embora tudo o resto seja excelente, esta entrada é mesmo para matar. Isso e o preço: $50,00 por pessoa. Mas ao menos sabe-se ao que se vai, sem surpresas. Adoro fetuccine de salmão e caviar.

Hoje, já na ilha, no espaço mais recente e onde, aliás, fizemos a passagem de ano: o Chill-Out Surf. Boa música, excelente ambiente, espaço localizado na praia e também uma decoração excepcional com uma diversificada oferta de espaços. Carpaccio excelente e uns peitinhos de frango roquefort com ervas aromáticas. Um Fuiza a acompanhar e já está: $50,00 por pessoa. É, actualmente um dos melhores espaços da Ilha de Luanda, situado no extremo norte. Telefone: 912202887. Nham!

Miguel

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Palo's

Sítio espectacular na baixa de Luanda, perto do Largo da Mutamba, bom ambiente, boa música - cosmopolita - e uma decoração aliada ao sítio em si realmente bom. Para além disso alguma beautiful people da capital. Deixou de ser interessante a partir do momento em que as largas dezenas de pulas que ali arribavam todas as semanas nunca terem percebido que eram 7 cães a 1 osso, criando assim um espectáculo dantesco. O que seria supostamente um local para se passar bem a noite, ao ar livre, com boa música, bom ambiente, num espaço único em Luanda, tornou-se algo desagradável pela forte concentração de dezenas de pulas no bar de baixo, encostados do lado de esquerdo, quedos e mudos de copo na mão qual caçador agachado à espera do melhor momento para atirar na presa.

Miguel

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A primeira desilusão...

... de blogs. Com muita pena.

Miguel

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[foto] Vocês não me provoquem!...

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Miguel

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[foto] Epá, dá lá uma trinca, dás?

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Miguel

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[foto] O estendal

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Miguel

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O algoz

Decrépito sem disso se dar conta. O valha-nos Deus susurrado à mais pequena contrariedade, como se este seu pendor religioso de polichinelo limpasse, qual lixívia lava mais branco, as canalhices que foi fazendo a tantos que tiveram o azar de si depender. Que um dia se vendeu, por um punhado de dólares, reclamando-se agora ser 100%, originário, esquecendo-se porém que a terra pela primeira vez pisou quando de arma em punho desembarcou. O algoz. Sovina de primeira, quadrilheiro, coscuvilheiro, má-língua, instigador, aldrabão, "esquemático", desonesto, desconhecedor dos sentimentos mais nobres da natureza humana, ei-lo, qual alma penada, nos corredores distribuindo abraços aos que ontem massacrou. Como é irónica a vida. As hienas riem-se à tua passagem sem que disso te dês conta. É fodido.

Miguel

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[foto] Recorrente

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Miguel

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janeiro 16, 2006

Siderado com a revelação

Fiquei ontem a saber, pelo meu amigo R., que julgavam ser um gay encapuçado quando me conheceram em 2003. Ahn? Isto porque não revelava nas nossas conversas quantas gajas boas havia na cidade de Luanda, não ficava a salivar quando passava uma miúda boa - conceito profundamente questionável sendo o grau de questionabilidade directamente proporcional ao tempo decorrido após a última viagem a Portugal - ou ainda porque não vestia o camuflado das operações especiais para ir ao Palo's, ao sábado à noite (rotina de muitos pulas por estas paragens), agarrar uma qualquer presa para, após uma rápida degustação, atirar os seus despojos para o meio da rua.

Miguel

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[foto] O trinca espinhas

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Miguel

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janeiro 14, 2006

Ri que nem um perdido

Com este post do jpt.

Miguel

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Ainda me queres?

Fui a correr ver no manual a resposta adequada a esta pergunta. Na Secção 5, Capítulo 10, Pergunta 4, Solução 3, na página 476... Como é que os outros farão? Será como diz a Isabela?

Miguel

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"Salvo" por um americano

Estava eu há cerca de 2 minutos em apneia estática, numa bela praia da Ilha do Cabo em pleno Atlântico Sul, quando de repente sou puxado para fora de água por um americano com um ar aflito e assustado.

- Are you ok?
- Yeah sure, why? Just training.
- Oh! One could never think about it...
- Hey but thanks anyway.

Aperto de mão e lá foi ele, praia fora, voltando a cabeça para trás duas vezes. Estes americanos...

Miguel

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janeiro 12, 2006

Party doll

Quelq'un m'a dit que...

You used to be my party doll
But now you say the party's over
You used to love to honky tonk
But now the honky tonking's over

Now life is a bitter thing, my sweet
Now life is a mystery to me
Love's pain, I ain't buying
Love's strange. I keep trying, trying, trying

You used to be my party doll
But now you want to live in clover
You used to be my number one
But now those salad days are over

Times change but fascination stays
Love wins but the passion just fades
I'll drink to the dancing days
I'll drink to your crazy ways
Through the whiskey haze

Face the music, face the truth
Chase that fleet sweet bird of youth
Grow up sweetly, grow up strong
Hear the heartbeat, in my song

Love's pain, I ain't buying
Love's strange. I keep trying, trying, trying

You used to be my party doll
But now you say the party's over
You used to love to honky tonk
But now those dancing days are over
You used to be my number one
But now you vanished in the ozone
Mick Jagger

Miguel

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Os boers por cá

Ao jantar o Giovanni a relatar parte dos seus 50 anos de Angola, uma história que terá ocorrido no Namibe. Os sul-africanos terão vindo de submarino e, ao largo do Namibe, desembarcado utilizando mergulhadores (sabem lá eles se terá sido mesmo assim...). Já na costa e a uma certa distância da cidade, colocaram duas estruturas em forma de tripé com misseis montados e regulados para disparar com temporizadores. Nessa mesma altura, terão entrado na zona portuária onde colocaram cargas explosivas num navio soviético e noutro cubano, poupando o angolano que se encontrava entre eles. Por volta das 4 da manhã, tudo a acordar com o rebentamento de um depósito de combustível atingido por um dos mísseis e os dois navios afundados com o rebentamento das cargas explosivas. Nessa mesma manhã ter-se-á descoberto o segundo míssil ainda montado que, por qualquer motivo, não terá sido accionado.

A outra história é do Lubango. Diz ele que os Mirage da SAAF, provenientes de Walvis Bay, teriam por missão atacar um depósito de armamento da SWAPO localizado na cidade. Sem que fossem detectados, devido ao vôo rasante, desencadearam o ataque tendo por referência uma casa sendo que no local existiam duas exactamente iguais. A casa atingida foi a errada tendo morrido na altura 74 trabalhadores, ficado para trás uma cratera com uns 2 metros de profundidade e uma nova fonte. O armazém, esse, permaneceu intacto.

A quantidade de incursões que estes tipos fizeram no tempo do apartheid quer em Angola quer em Moçambique é significativa.

Miguel

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janeiro 11, 2006

[...] "não é virgem" em Portugal.

Noticia o Público na edição de hoje, página 33, caderno de Economia [ainda] a propósito do caso EDP/Iberdrola. Confesso que por vezes daria jeito haver algo parecido com vomitórios tantas são as náuseas provocadas por esta gente que, à esquerda e à direita, passando pelo centro, vão fazendo e desfazendo a seu bel-prazer perante o olhar incrédulo do "povo". Os jornalistas podem escrever e falar, tudo permanece na mesma. Muda o quê afinal? Espera-se, pacientemente, pela melhor oportunidade para se fazer o que se quer com menos alarido. Não é sempre assim, afinal?

Já quanto ao ministro, proprietário da casa onde viveu Almeida Garret e que vai ser demolida para dar lugar a um condomínio luxuoso (Público, Edição de 07.01.2006, Local, Página 49), é bem verdade que Portugal não é virgem em muitas matérias. Aliás, os portugueses há muito que já não são virgens quando os assuntos têm a ver com a classe política, não é verdade? Basta ler os jornais dos últimos 20 anos. Finalmente, as declarações citadas no Público são magníficas em particular esta: "A melhor forma de contrariar uma OPA sobre a EDP é manter a cotação da empresa elevada, como acontece actualmente, defendeu". Não há palavras que descrevam as gargalhadas e o choro de rir até cair para o chão provocadas por esta declaração.

Finalmente o Pina Moura. Repulsa, asco e nojo. Até quando?

Posto isto, é de surpreender a eleição de um Evo Morales na Bolívia? Um indígena? E nós, quem será o nosso "indígena" salvador da pátria?

Miguel

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janeiro 10, 2006

Existem o quê?

Ora bem, há pessoas a quem acho uma certa piada. São simpáticas, interessantes e é um prazer estar com elas. Genuíno. Galhofa, risada, etc e tal. Na boa.

- Bom, ok fica então combinado. Manda-me um e-mail com o teu telemóvel.
- Não, e-mail não. Mando-te um beep.
- Vá, até logo.

2 horas depois o som de uma SMS a chegar-me ao telemóvel:

"Existem segredos que não são revelados...
Corações que não devem ser magoados...
E pessoas como tu que depois de conhecidas jamais podem ser esquecidas."

Que falta de imaginação. Adormeci no dia seguinte.

Miguel

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janeiro 09, 2006

Cama à vista!

Sim, finalmente. A 2700 metros de distância. A suave. Já não me dou muito bem com directas (nunca dei muito bem, para ser honesto...). Aproveitei a desta noite para, nos intervalos, ir espreitando os meus blogs preferidos. Já tinha algumas saudades de lê-las, como a catarina aqui neste excelente texto ou a cereja aqui ou ainda ali. Isto para não falar da isabela aqui, ali ou ainda acolá.

Miguel

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[foto] Ei!

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Miguel

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[foto] A torre

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Miguel

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Angola: Trinta Anos Depois

É o tema de vários artigos publicados no semanário O Independente (www.oindependente.info), todos eles escritos pelo embaixador Alcides Sakala. Fica aqui um excerto do publicado n'O Independente, Ano VI, nº 318, de 31.12.2005:

"Mas um facto curioso chamou a minha atenção quando cheguei a vila da Chikala. Muitos soldados e alguns oficiais - que dominavam perfeitamente as técnicas da guerra de guerrilhas - levavam muito a sério a prática da "blindagem humana" que se adquiria através de rituais complexos e misteriosos. Era uma manifestação profunda da cultura africana, diziam-me. Os adeptos dessa prática acreditavam que a "blindagem" os protegia da morte em combate."

Miguel

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Ai é?! Jura lá você!

"Vamos ter de aturar também esta pouca-vergonha?
De repente o país despertou para uma situação antes impensável: dois «gays» de Luanda entenderam que as suas vidas só teriam sentido partilhando, além da cama, o mesmo tecto. Foi o que os jovens Chano (ele) e Bruno (ela) fizeram no dia 6 de Maio escandalizando a nossa sociedade, cujos valores morais assentam no cristianismo, que apenas admite a prática de sexo num quadro heterossexual. (In)conscientemente, por simples modismo ou mesmo pela força da natureza, Bruno e Chano tentaram subverter o padrão. Neste jornal, não nos calamos e condenamos essa «Pouca-Vergonha», conforme então titulamos em letras garrafais. Em oito páginas, escalpelizámos a união dos dois pederastas com comentários sobre a posição inequívoca do jornal e a opinião abalizada de Sérgio Adolfo, um jurista que mostrou que a lei angolana não consagra o casamento entre homossexuais. Outra autoridade, o médico obstreta e ginecologista Pedro Almeida, taxou a homossexualidade como um fenómeno perturbador da vida em sociedade. Mostramos as fotos da vegonha, algo que qualquer pai que se preze não quer dos filhos, descrevemos o que foi a festa e fizemos o retrato de família de Chano & Bruno. Saímos à rua para perscrutar a «vox populi» e o que captámos foi somente o asco e a repulsa por entre a população. «Kikola» (do kimbundo, é abominável), opinou peremptório o escritor e etnomusicólogo Jorge Macedo, embora opinião inversa tenha tido uma intelectual, a jornalista Luísa Rogério, que acha que a sociedade não deve discriminar os «gays». Mas, hoje, as notícias que vêm da Terra Nova, para onde Chano e Bruno foram viver depois de juntarem as trouxas, falam de uma ruptura da relação. Quer dizer que os jovens não estavam convictos daquilo que faziam e ainda bem. Ufa, se a moda pega..."
in Semanário Angolense, Edição de 17 a 24.12.2005, p.7 Política

O que me ri com a notícia. 8 páginas? Mamauê!!!

Miguel

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Acesso internet grátis (Angola Telecom)

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Miguel

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Comué camarada?!

"Ao referir-se aos atrasos até aqui registados e à forma como se encara solucionar tal questão, Dinguanza atribuiu o primeiro facto «À falta de responsabilidade de alguns trabalhadores angolanos, que não têm ainda a cultura do trabalho». Como solução, disse, «houve necessidade de recrutar mão-de-obra chinesa, que veio dar um outro alento às obras». «O ritmo das obras agora é maior com as empresas chinesas que temos a operar na cooperativa. O atraso (verificado anteriormente) deveu-se ao facto de alguns dos nossos trabalhadores não terem, ainda, cultura do trabalho. São bastante lentos e poucos responsáveis. Isso levou-nos a procurar mão-de-obra chinesa», insistiu. Tal, declarou, deu grande impulso ao projecto. ?Posso dizer que, à partida, o projecto estava um pouco comprometido por causa do comportamento não adequado de alguns trabalhadores angolanos, que acabava por ser muito mais caro que o trabalhador chinês, que em termos de rendimento de trabalho veio dar em seis vezes mais, em relação a mão-de-obra angolana»."
in Semanário Angolense, Edição de 17 a 24.12.2005, p.28 Sociedade

Os comentários guardo-os para mim.

Miguel

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Ai as férias na santa terrinha...

"[...] apenas poderão fazer um pronunciamento oficial a partir de Janeiro do próximo ano, altura em que os administradores da empresa regressarão de férias, de Portugal."
in Cruzeiro do Sul, Ano I Nº 19, Edição de 24.12.2005, p.7 Economia

Desculpe?!

Miguel

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janeiro 08, 2006

[foto] Chicala beach

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Miguel

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[foto] No ponto final

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Miguel

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janeiro 07, 2006

Do género

"Na Noruega, país do Norte da Europa — conhecido em Portugal apenas por ter uma forte indústria de pesca do bacalhau, mas que é um dos país economicamente mais desenvolvidos e com uma superior qualidade democrática —, o Governo acaba de aprovar uma lei que impõe que os conselhos de administração das empresas sejam paritários, ou seja, que tenham um mínimo de 40 por cento de membros de um dos sexos, ou de homens ou de mulheres. A medida foi sustentada em estudos e preparada durante três anos antes de subir ao parlamento. A discussão parlamentar seguiu-se assim a um amplo debate público. As novas empresas têm de aplicar a quota imediatamente na sua constituição, as antigas têm agora um prazo de dois anos para se adaptarem à nova realidade, caso contrário as sanções são diversas, podendo ir até à exclusão ou proibição de entrada na Bolsa."
São José Almeida in Público 07.01.2006

Interessante este artigo de opinião, em particular no que se refere ao regime de quotas. Nunca me caiu bem a questão das quotas. É a solução mais fácil e simultaneamente injusta. O indivíduo deixa de ser visto enquanto tal para passar a ser visto de acordo com o sexo. Seja ela negativa ou positiva, a discriminação nunca deixará de o ser. Será ela menos amarga e desconfortável pelo facto de ser positiva?

Ainda assim, gostaria imenso de ler, um dia, dados concretos de um qualquer estudo que espelhasse as tomadas de decisão, em matéria de Recursos Humanos, por parte de mulheres dirigentes. Por último, já que falamos de quotas priorizando estas em detrimento de outras características, porque não a sua implementação logo à partida no acesso ao ensino superior e outros onde subsista o regime de número limitado de vagas? Seria uma forma de resolver o tédio dos estudantes de alguns cursos: os das Engenharias - embora melhor hoje em dia continuam pejados de homens - e os das Letras - quase só mulheres...

Já agora uma pequena nota: é claro que a Noruega é sobejamente conhecida dos portugueses por diversos motivos e não apenas por causa do bacalhau (terá a Noruega uma indústria do bacalhau assim tão forte?). Atão, por exemplo, a malta do nuorte alguma bez poderia esquecer o Rosenborg?

Mamauê.
Miguel

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janeiro 06, 2006

Pai Natal do SME

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Miguel

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Repescagens

"Nós sabemos que vocês sabem que nós sabemos" quão facínoras sois e o que andais a tramar. A história repete-se, claro. E não deixa de ser interessante analisar a forma como se movem as pessoas em função de um "punhado" de dólares. Encapados de executivos estupidamente cosmopolitas, outrora sandalizados...mamauê! Tenho que começar a tomar notas para outro espaço n'outro tempo que não este, ainda à flor da pele.

Miguel

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MTVBase em Luanda

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Vamos tendo aqui umas festitas porreiras!

Miguel

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janeiro 05, 2006

Da ética e profissionalismo

Será que nos cursos de economia/gestão e afins das nossas universidades já não se diz às pessoas o que significa ética e profissionalismo? Deontologia? Tudo justificará os fins? Bang, bang? O que se apanha por aqui é inacreditável, daí que não seja de espantar o estado em que isso está. A ganância é lixada... Ou será que o que aqui chega nada mais é do que o refugo? E se assim for, por essa ordem de ideias, eu também estou incluído!... Deixa-me mas é voltar às contas e deixar-me de merdas...

Miguel

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janeiro 04, 2006

Não sei não

Dizia-me esta noite o meu amigo B., após o que começou a descortinar todo um conjunto de queixas da filha mais caçula, logo secundado pela mulher. Daí até às generalizações e questionar o futuro do país por causa do comportamento desta juventude foi um passo.

Por acaso é a minha maninha apenas 1 ano mais velha do que a caçula do B., permitindo-me assim tentar estabelecer algum tipo de paralelismo entre o cá e o aí. Na verdade, poucas serão havendo contudo esta ou aquela que poderão constituir um denominador comum quanto a comportamentos. Indo em concreto ao problema do meu amigo B., não deixa de ser interessante constatar que, por exemplo, o B. e a esposa ainda viveram o período colonial tendo o primeiro, à data, apenas 18 anos. Viveu a independência. Viveu todas as conturbações subsequentes tal como aquela que o faz referir inúmeras vezes "pergunta lá a alguém da minha idade se quer participar nalguma manifestação seja ela qual for a ver se vai!". Passou mal. Como quase todos. Mas sempre notei algum orgulho na forma como sempre abordou o período do partido único, apesar de todos os sacrifícios. Resumindo, teve que lutar muito para poder atingir o nível de vida que hoje tem.

A caçula de 18 anos já encontrou uma realidade completamente diferente. Não somatizou o período colonial e muito menos o do partido único. Cresceu já num ambiente de abundância e diversidade na oferta de bens essenciais e acessórios. Aos 18 foi-lhe dada a carta de condução. Há vários anos que estuda inglês, incluindo viver na África do Sul para aprender a língua. Frequentou o ano 0 de uma privada na capital. Tem acesso à MTVBase, Channel O, às novelas que passam na Globo Internacional com todos os modelos perfeitos de felicidade terrena com "aqueli sôtáqui", etc e tal. Nunca teve que estudar/ler Marx, Engels, Mao ou Lénine mas pode ler a Caras (versão angolana) e todo um conjunto de pasquins cheios de histórias cor-de-rosa...

De que se queixará afinal o meu amigo B.? E de que se queixarão afinal os que na cidade caídos, da mata armados, forem paulatinamente sendo substituídos pelos que das armas saberão talvez apenas (e mal) os nomes?

Miguel

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Mulato, vai para a tua terra!

Há cenas que é de uma pessoa se atirar para o chão a rir. Esta passou-se com o R. (bd). Numa das inúmeras cenas de trânsito que por aqui ocorrem devido ao caos que é conduzir por cá, o R., algo acelerado, lá terá feito alguma entrada menos canónica provocando uma reacção estapafúrdia do "lesado".

- Então? Você não sabes conduzir? Se não sabes conduzir fica em casa! - gritou o outro condutor enfurecido, gesticulando.
- Vá, passa lá. - disse o R. enquanto sorria descaradamente para o outro.
- 'Tás-te a rir de quê, ahn? Vai p'rá tua terra mulato do car...! - gritou o outro para o R. provocando neste fortes gargalhadas.

É que o R. e eu somos, de facto, morenos mas daí até dizer-se que o R. é mulato vai uma enorme distância. Essa e a de me perguntarem se eu era cabrito!...

Miguel

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Nkhululeko

Acidentalmente descoberto, um novo blog a partir de Moçambique. O grande Moçambique também aqui.

Miguel

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janeiro 03, 2006

[foto] Luanda, 1 de Janeiro (6)

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[foto] Luanda, 1 de Janeiro (5)

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[foto] Luanda, 1 de Janeiro (4)

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Miguel

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[foto] Luanda, 1 de Janeiro (3)

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[foto] Luanda, 1 de Janeiro (2)

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[foto] Luanda, 1 de Janeiro (1)

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[foto] Luanda by night

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Miguel

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janeiro 02, 2006

[foto] É frutóchocolate!

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Miguel

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[foto] Na faina

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Miguel

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[foto] Curvas africanas

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Miguel

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[foto] Ao almoço

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Miguel

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janeiro 01, 2006

A evitar na próxima passagem de ano

Beber champanhe à meia-noite seguindo-se gin tónico, whisky com redbull, caipirinha e já não me lembro bem do resto. Só do depois e de me ver aflito para respirar. Já o mergulho no mar às 5 e tal da manhã com o rair do sol soube muitooooo bem.

Miguel

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