Assim estou depois de vários dias duros no sul de Angola, seguidos de várias subidas aos céus com as malas às costas e uma noite a voar como há muito não me acontecia. Devia parecer um zombie esta manhã. Barba de 7 dias, cabelo de louco e um ar de quem já não dormia há algum tempo. Ao ponto de, antes de vir, ainda me perguntar a telefonista em Luanda com um sorriso enorme nos lábios "Dr. M, parece que está a vir do mato!". E não vim?
De resto, como é bom voltar à "terra". Sabe bem.
Antes de ir para o sul, ainda tive tempo de ler uma reportagem sobre a "Nova Angola" numa revista popular à qual já achei piada, em tempos. Palavras para quê? Para falar como se faz mau jornalismo na imprensa portuguesa? Ainda a pensar naquele artigo qual não é o meu espanto quando, ao fazer o download de um jornal que assinei, aparece em letras garrafais na 1ª página "A Angola que Sócrates não visitou". E os jornalistas, visitaram? Ou limitaram-se a servir de caixa de ressonância por uns quantos sequiosos de protagonismo fácil? Mais do mesmo na edição da semana passada. O país está mesmo de rastos. Até o jornalismo anda já pelas ruas da amargura. O tal de suposta referência.
Antes de ir para a cama, ainda tive tempo de dar uma saltada à FNAC para descobrir, com algum espanto, como de repente (aparentemente) surgiram tantas obras sobre a África lusófona e, em particular, Angola. Interessante. Mesmo aquele diário do ex-embaixador de Portugal em Angola, profundamente elitista e muito pouco diplomático. O cinismo ao seu mais alto nível. Mas o melhor mesmo foi a bica e o pastel de nata...
Fiquei espantado foi com a quantidade de gente que hoje estava na praia, a correr até ao Guincho, de bicicleta e nas esplanadas. Estará tudo de férias?
Miguel
Deixado por Miguel S.
| Recados (3)
| Tirem-me daqui!
| Topo %0