" /> SemDestino: maio 2006 Archives

« abril 2006 | Entrada | junho 2006 »

maio 31, 2006

Criminalidade em alta

Nos últimos 10 dias, o número de casos ocorridos com gente conhecida/amiga aumentou consideravelmente. No fim da semana passada, uma colega que estava a chegar à empresa, numa zona razoável da cidade, de vivendas, por circunstâncias que não conheço na sua plenitude, viu-se, de repente, com 4 jovens armados de pistola à volta do carro. Foi forçada a abrir os vidros (da frente) tendo os larápios apontado a pistola à cabeça da filha e receberam o que pediram (telemóvel, etc). Depois, pediram para abrir os vidros de trás do carro, escuros, onde estava sentado o segurança. Quando viram o segurança, puseram-se em fuga enquanto disparavam para o ar. Um final feliz para o que poderia ter resultado numa grande tragédia.

Os jornais têm focado bastante situações que são chocantes. Matar por causa de um telemóvel. Matar porque o dinheiro para a cerveja acabou e então toca de ir alugar uma arma ao "Tio João" que as aluga para assaltos - segundo noticiava a imprensa - e depois, um dos gatunos, ao ver-se reconhecido pela vítima dá ordem para matar com medo de a mesma o "entalar" junto da polícia.

Como lia nas traseiras de um carro logo a seguir ao homicídio, "quantos telemóveis mais serão necessários para deixarem de matar?".

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (6) | Tirem-me daqui! | Topo %0

maio 26, 2006

Foi porreiro

Aliás, é sempre porreiro ter o pai por estas bandas de vez em quando e juntar o útil ao agradável. Apesar de longe, tê-lo por perto por motivos profissionais de vez em quando, é sempre giro estar com alguém tão importante e que nos faz rir tantas e tantas vezes com as suas brejeirices costumeiras. Chato, chato foi não ter trazido mais uns Mon Chéri. Isso, não se perdoa.

Um abraço,
Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (2) | Tirem-me daqui! | Topo %0

É preciso o Jack?

Para virem a terreiro dizer não sei o quê?! Disse o senhor em causa que "é humilhante para os portugueses a percepção que o exterior tem de Portugal, que é a de uma contínua degradação e declínio ao longo dos últimos anos". Mas, amigo Welch, essa é também a percepção do interior!

Teve igualmente umas tiradas de algum humor como, por exemplo, quando afirmou ter ficado com a sensação que em Portugal há mais associações do que empresas. Pois. Sobretudo porque existirão sem dúvida inúmeras empresas já Empresas não serão assim tantas. E disse ainda mais umas coisas interessantes sobre Recursos Humanos, conceito que constitui ainda uma grande incógnita no meio empresarial português e de muitos gestores.

Muitas vezes aponta-se África como sendo um belo exemplo do imediatismo, das vistas curtas, do "enquanto se pode". Estaremos assim tão longe do continente exemplo?!

Quanto ao empreendedorismo, é mesmo necessário estimulá-lo. A sério. Mas como fazê-lo se, muitas vezes, os próprios decisores não o são, não fazem a mínima ideia do que é e limitam-se a olhar para o chão em vez de em frente ou mais alto. Entre as várias desilusões que tive em Portugal uma delas, mais recente, prende-se precisamente com a falta de apoios para algo de inovador num nicho de mercado particularmente específico e de dimensão potencialmente global. A reacção dos contactos efectuados, meramente exploratórios é verdade, foi de tal forma que fiz as malas e fiz-me à estrada. A melhor opção da minha vida.

Não estranho por isso quando, ao ler a imprensa portuguesa, se diz que nos últimos (2?) anos tenham emigrado cerca de 150.000 portugueses. Mas qual é a grande surpresa? Estivessem as portas escancaradas e não seriam certamente só 150.000...

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (7) | Tirem-me daqui! | Topo %0

Por cá

Um colega, o L., foi ontem à noite agredido violentamente estando internado no hospital com, pelo menos, o nariz partido e mais alguma coisa. Esta manhã o R., em pleno Kinaxixi pelas 08:00, parado no semáforo com o trânsito chato daquela hora a ser vítima de uma tentativa de assalto com um dos gatunos a bater-lhe no carro do lado dele enquanto o outro tentava abrir a porta do lado do pendura. Logrou ver um "buraco" no trânsito e arrancar velozmente. Ontem, o L. a assistir a uma cena de pancadaria entre dois putos como forma de resolver a disputa de quem ficaria a guardar o seu carro. A mim, há dois dias atrás, o roubo da roda sobressalente do carro à porta do ginásio. Normalmente, lê-se nos jornais. Alguma vez tem que nos tocar a nós, não é?

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (10) | Tirem-me daqui! | Topo %0

maio 21, 2006

Menino N.

Da mamã, claro. Aos 33. 33?! Li em tempos, algures, que tinha surgido em Itália um fenómeno novo. O dos trintões que não queriam, de forma alguma, largar a mamma. Por um infindável número de razões. A mamma. Pensei para comigo que não era nada de particularmente anormal até porque os italianos há muito que andavam a surpreender pela negativa. Ontem, o primeiro balde de água fria: já os há em Portugal.

Disse-me o R. que tinha convidado um tal de N., tipo porreiro e todo maluco, para jantar. Pelas 20:00 o telemóvel do R. a tocar. A mãe queria saber se o prédio tinha elevador. Ai não?! E as escadas têm luz?! Pobre R.. Ainda não tem a desenvoltura suficiente para responder à altura. À senhora, não teria ficado muito mal algo como "mas a senhora está com medo que o seu filhote de 33 anos tropece nas escadas e parta o nariz?".

Provavelmente desejoso de se ver livre da mamma, o N. devorou os mais de 200 degraus num ápice antes de bater à porta. Gadelhudo, casaco vermelho com três ricas brancas nas mangas, camisa preta, ganga castanha e ténis comme il faut, o rapaz vinha cheio de estilo. Disso e de energia tal o frenesim com que vinha. Falava aos molhos e mexia-se muito. E de que maneira. Estava todo entusiasmado. Livre da mãe, tinha a "grande" oportunidade para fazer merda! Como rapidamente confidenciou, nunca tinha "fodido nada a não serem loiras!" e portanto de ontem à noite não passaria (não foi exactamente o que disse mas a forma como disse o que disse foi tão vulgar e reles que dourei a pílula).

- Mas ó N. atão ontem não fostes à discoteca? Proquéque não aproveitastes pa lançar o anzol? - não foi assim, mas perante a cena, há que usar uma certa dose de ficção porque o que se passou não é de gente normal.
- Opá "méne" não deu porque tinha a minha mãe ao lado e eu sou um gajo sério pá! Sou casado e tenho um filho - isto já não é ficção.

Refeito do que dissera e já noutra onda, pegou no telemóvel e telefona a alguém que teria conhecido na rua enquanto esperava pela mãe.

- Estou? J.? Olha fala o N., estás boa?
- Quem? N.? Não conheço nenhum N. - presume-se que tenha sido o que disse a miúda.
- Aquele rapaz que conheceste no outro dia em frente à loja tal. Eu estava num carro parado e chamei-te, lembras-te?

E lá saiu com o R. todo satisfeito pois a "gaja hoje não me escapa".

Ya "méne"!

Esta manhã, já acordado e inteirado da "caçada", a risota terá sido audível de Cabinda ao Cunene. Chegado ao local, deixou-se estar encostado a noite toda ao balcão tendo apenas bebido uma ou duas Spin e água. Às 3 da manhã começou a chatear o R. porque já era tarde e depois a mãe ia chatear-lhe a cabeça. A risota não teve nada a ver com o sucesso/insucesso do rapaz mas tão-só com o tipo de aves-raras que por aqui vão aparecendo.

Estes "ménes"!!!

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (9) | Tirem-me daqui! | Topo %0

[foto] Invariavelmente, termina assim

f001-15052006.jpg

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (4) | Tirem-me daqui! | Topo %0

A merda dos logs

Não preparo o que escrevo. É directo, escrevo quando me apetece. Tinha acabado de escrever um texto e, ao fazer o save, em vez de gravar e publicar, apareceu-me o raio da janela do Movable Type Publishing Platform para fazer o Login. Perdi tudo. Há paciência?!

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (3) | Tirem-me daqui! | Topo %0

[foto] Sem pressa

f001-14052006.jpg

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (9) | Tirem-me daqui! | Topo %0

[foto] Revisão

f001-18052006.jpg

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (11) | Tirem-me daqui! | Topo %0

maio 20, 2006

Ausências

Da minha grande amiga - apesar de virtual - catarina do 100nada, uma grande e notória ausência. De mais do que um estilo de escrita. Parabéns atrasados pelos 3 anos de ontem ;)

Ao jpt, lamentar o seu desaparecimento prematuro até porque nunca consegui ler os teus escritos das vivências lá de cima. Espero, pelo menos isso, poder comprar um dia a publicação dessas aventuras por aquela parte do planeta que tanto tocou a alguns de nós.

Um abraço aos dois.
Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (7) | Tirem-me daqui! | Topo %0

[foto] Fósseis industriais

f055-08042006.jpg

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (2) | Tirem-me daqui! | Topo %0

[foto] Regresso da lavra

f072-10042006.jpg

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (4) | Tirem-me daqui! | Topo %0

[foto] À procura do cachucho

f071-10042006.jpg

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (2) | Tirem-me daqui! | Topo %0

Ainda do Namibe

Alguns registos, necessários pelo deslumbramento do conjunto. Com mais vagar e tempo, a preservação segura neste blog do que já vão sendo alguns anos, poucos é certo, de vivências e registos de várias andanças que muito gozo me darão recordar daqui a uns anitos. O Namibe deixou-me muito boa impressão como já o referi há tempos. Algo abandonado, a riqueza do física e humana de espaço tão inóspito contrariam completamente qualquer desalento já vivido em situações de abandono idênticas e mesmo piores vividas noutras partes do mundo. Local a visitar e revisitar, sempre que possível.

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (2) | Tirem-me daqui! | Topo %0

[foto] Cemitério de Tombua

f057-08042006.jpg

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (0) | Tirem-me daqui! | Topo %0

[foto] O velho, a miúda e o cão

f056-08042006.jpg

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (2) | Tirem-me daqui! | Topo %0

[foto] Tombua

f054-08042006.jpg

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (0) | Tirem-me daqui! | Topo %0

maio 19, 2006

[foto] Galinha do mato sulista

f032-09042006.jpg
.
Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (5) | Tirem-me daqui! | Topo %0

maio 18, 2006

Cacimbo

É oficial. Começou mesmo no passado dia 15 de Maio. As chuvas já foram e o frio toma conta da cidade (e da minha garganta!).

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (2) | Tirem-me daqui! | Topo %0

maio 16, 2006

Atribulações

De um fim-de-semana cheio. Terminá-lo com um acidente, feridos e polícia. Muita polícia. E o que se lhe seguiu. Sem que eu tivesse culpa de nada, sorte a nossa que não sofremos danos nem pessoais nem materiais. Só o que se sucedeu ao acidente. Para memória futura, do que pode acontecer, da sorte que é haver polícia por perto e, acima de tudo, da certeza que algo está efectivamente a mudar.

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (0) | Tirem-me daqui! | Topo %0

[foto] Frescos

f003-14052006.png

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (2) | Tirem-me daqui! | Topo %0

[foto] Ligeiramente ondulado

f002-14052006.png

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (2) | Tirem-me daqui! | Topo %0

[foto] Assim mesmo

f001-14052006.png

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (2) | Tirem-me daqui! | Topo %0

maio 14, 2006

A primeira vez

"Nunca me deram um tampa na vida mas, é como tudo, há sempre uma primeira vez. Tenha um bom dia de domingo Sr. Miguel."

Acredito. Até porque, macho que é macho, não olha ao dente...

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (4) | Tirem-me daqui! | Topo %0

C., um caso difícil [parte 4]

parte 4

O homem adapta-se facilmente a rituais muito próprios, fora da anarquia que acaba por constituir a grande cidade. Filho de uma, descobri apenas em Pemba como, afinal, um dia é mesmo enorme. Pela primeira vez experimentara a sensação de poder ir a pé de casa para o trabalho, gastando apenas 2 minutos. 2 minutos! Mesmo com passo lento, o máximo que fiz nunca terá ultrapassado os 5 minutos.

Foi com entusiasmo que me disseram que iria conhecer as pedreiras, em Montepuez. Finalmente sairia da cidade e entraria mato dentro, o verdadeiro mato. Iria com o C. ver como estavam as operações, a 200km da cidade. O C. era doido. Literalmente. A Toyota Hilux azul era, na realidade e como vim a saber mais tarde, a pick-up mais perigosa que poderia existir para aquelas estradas. Abalámos ao início da madrugada. O C. adorava impressionar. Ia fazer-me o baptismo. Imagino o que o sacana terá gozado à minha conta. Alguma vez na minha vida tinha eu visto uma picada?! Ou uma estrada em que eram mais os buracos do que o alcatrão? Sem vivalma? Só o verde imenso, entrecortado por uma ou outra aldeia? Agarrei-me onde pude dentro do carro enquanto pensava que a viagem ainda acabaria mal. 120-140km/h naquela merda de estradas? O gajo era chanfrado de todo. E como não podia ir pelo meio da estrada, passou a maior parte da viagem a alta velocidade com metade do carro fora da estrada e a outra no que restava. Sempre a acelerar. A comer capim. A levantar poeira. A fazer fugir cabritos, galinhas, porcos e pessoas. E eu nem sabia que o cabrão do C. era cego de um olho resultante de um grande acidente que tinha tido em Portugal. Aguentei-me. Que remédio.

Delirei com a paisagem. A imensidão. A baía de Pemba. As aldeias que se iam vendo e a forma como os produtos eram colocados junto à estrada para venda mesmo sem ninguém por perto. Sobretudo carvão, era o que mais se via. Parámos na tasca do português, penso que logo a seguir a Metoro - cruzamento que dava acesso a Montepuez, Mueda e Chiúre/Namialo - não me lembro do nome da aldeia, onde o tipo mandava. A tasca com o emblema do Sporting (claro!). Já nos seus 50 e muitos, 60 e poucos, tinha ido na guerra colonial para aquela zona e por lá tinha ficado. Arranjou mulher, moçambicana, com quem tinha muitos filhos. Era o único sítio onde podíamos comer, aquela hora, uma sandocha com omelete e um café batido a meio do caminho. Isso e dois dedos de conversa já que o carro não tinha nenhuma das actuais mordomias. Nem ar condicionado tinha, quanto mais leitor de CD...

Depois da curva da missão católica, Montepuez. Que susto. Aquilo é que era Montepuez? Aquilo?! Lá curvámos à esquerda e entrámos na "estrada" principal. Estrada. Uma picada toda rebentada pelas chuvas, com buracões descomunais e uma cidade sem energia eléctrica durante o dia. Apenas se ligava o gerador à noite e por umas 2 ou 3 horas. Parámos numa tasca também do Sporting do lado direito onde, pelas 6:30, encomendámos logo o almoço. As opções eram poucas: galinha ou cabrito. Só depois é que percebi porque é que eram essas as opções e a razão de encomendarmos aquela hora o almoço. É que ambos são animais de pequeno porte que, pela inexistência de condições de conservação a frio, permitiam que os restaurantes mantivem um stock vivo, permanentemente disponível para os potenciais clientes. O único senão era a necessidade de encomendar com muitas horas de antecedência para matarem os animais e prepará-los para a refeição. Feito.

Demos uma rápida volta pela "cidade". Era muito pequena. Ao fundo da rua principal, do lado esquerdo, um C-47 da FAP abandonado e o que restava dele sendo possível ver-se ainda a cruz de cristo. Do lado direito a casa do administrador ou a Administração Municipal, uma ou outra ONG e, umas voltas mais adiante, as instalações da empresa. Foi aí que conheci o Firmino. 250Kg em cima de uma pessoa. Vivia em Montepuez com a sua família. A mulher e a filha pequena, de uns 5 anos, pareciam perfeitamente adaptados. Nem queria acreditar. Adaptados? Ali? O Firmino, volta e meia, apanhava malária. Montepuez era um ermo terrível metendo medo à noite. Uma cidade tomada pela escuridão da noite apenas iluminada pelas chamas das velas dos vendedores informais estrategicamente colocados nas zonas mais importantes e onde se comprava de tudo um pouco. Aí e nas tascas que vendiam cerveja e refrigerantes quentes.

Em Montepuez, como em Pemba, o C. dominava. Gostava de demonstrá-lo. Ele era "o" moçambicano da equipa. Irrequieto, pouco tempo passou sem que abalássemos novamente a alta velocidade pela picada que nos faria chegar à pedreira em pouco tempo. Voámos e graças a ser novo e sem problemas de coluna, a viagem fez-se não sem que tivesse mandado duas ou três cabeçadas no interior. O gajo era passado. E eu ali já arrependido por ter aceite o convite para a viagem.

Já no regresso, a noite tinha já caído sobre a estrada. Nem vivalma. Só mato e o que da picada se podia ver com os máximos sempre ligados. Nenhuma luz artificial. O céu, preto, cheio de estrelas. Tantas. Nem mesmo o céu da serra da Freita tinha tantas. Demorávamos a chegar até que, após mais uma curva com o carro indeciso se permanecia metade dentro ou se capotava mesmo, as luzes de Pemba apareceram no meio da escuridão para grande alívio. Ah como sabia bem regressar à civilização, à data também conhecida por Alto Gingone!

Miguel

Parte 1
Parte 2
Parte 3

Deixado por Miguel S. | Recados (5) | Tirem-me daqui! | Topo %0

maio 13, 2006

Rosa Angolana

PubAngola 3.png

Quase que ia para uma noite de lazer sem deixar aqui a pérola, em termos de publicidade, do que encontrei nos últimos tempos por cá. É a da nova revista feminina "Rosa angolana". Terá alguma coisa a ver com a "Maria (portuguesa)"?

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (3) | Tirem-me daqui! | Topo %0

Nome mascote Angola

Palanca mascote.jpg

Imagem em ponto grande

A FAF abriu um concurso para o nome da mascote oficial da selecção, conforme imagem acima. Quem quiser contribuir poderá fazê-lo para o e-mail mascotefaf@hotmail.com, justificando a sua escolha, até às 15:00 do dia 17 de Maio de 2006.

A selecção de Angola merece todo o nosso apoio nesta inauguração de fase final de um mundial. Apesar do que muitos querem fazer crer, é muito mais o que nos une do que o que nos devede (como dizia o saudoso encarregado da nossa serração em Quelimane, o F. de Sever do Vouga).

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (8) | Tirem-me daqui! | Topo %0

Pub angolana 3

Por mais incrível que possa parecer (ou talvez não, olhando para a realidade portuguesa), qualquer gato pingado por cá tem o seu telemóvel. Quanto mais não seja só para receber chamadas dos outros. Tanto assim é que por vezes testemunham-se diálogos do género "o teu móvel funciona? sim, mas só recebe.". É a maca do saldo... Mas, dizia eu, a necessidade do (tele)móvel é de tal forma gritante que até um simples varredor de rua tem o seu "móvel". Já para não falar das cenas mais fantásticas do quotidiano. Ontem, em plena subida para o aeroporto de quem vem da Maianga, não é que o tipo que ia na lambreta tipo Sis Sachs à minha frente abranda para tirar o telemóvel do bolso e atendê-lo em pleno andamento?! E eu a secar atrás dele enquanto falava ao telemóvel e conduzia a motorizada com uma mão.

Bom, fica aqui a publicidade mais recente das duas operadoras de telemóveis em Angola: Movicel pela novaimagem|sumo e a Unitel pela Brandia.

PubAngola 2 Telcos.jpg

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (2) | Tirem-me daqui! | Topo %0

Pub angolana 2

Ainda a banca, com estilos bem diferentes. A do BFA sem agência identificada e a do BCA feita pela Etnia Tamta.

PubAngola 2 Banca.jpg

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (4) | Tirem-me daqui! | Topo %0

Surrealismo 782

Ao subir da marginal para o largo do ambiente e, com um pesado carregado de cimento do lado direito, ao ultrapassar pela esquerda ver de repente dois adolescentes numa motorizada em contramão e um polícia com a metralhadora no meio da estrada a tentar apanhá-los para, após a fuga dos mesmos, fazer um sinal com a mão tipo "caraças, fugiram!" para o colega que se entretinha a "entrevistar" os que, antes, não conseguiram encetar uma manobra evasiva...

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (0) | Tirem-me daqui! | Topo %0

Da arte e engenho

A capacidade de tomar banho ao acordar com 4 garrafas de água mineral gaseificada italiana de litro e meio.

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (7) | Tirem-me daqui! | Topo %0

Sobre o desemprego

Agora, Ano X, 6.05.2006, nº475, p.4

" Só não se sabe se os engraxadores de sapatos chineses também estão a vir trabalhar para Angola, tirando o pão aos donos da terra."

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (2) | Tirem-me daqui! | Topo %0

maio 12, 2006

[foto] Pela manhã (07:00)

f002-12052006.jpg

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (8) | Tirem-me daqui! | Topo %0

[foto] À pesca

f001-12052006.jpg

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (0) | Tirem-me daqui! | Topo %0

Pub angolana

É uma área sobre a qual não percebo rigorosamente nada mas que me atrai desde sempre. Mais do que as palavras, é mesmo a imagem que me seduz. Gosto de observar calmamente o que o publicitário (e a empresa) escolheu para nos mostrar. É, e assim deverá ser regra geral, uma "droga" leve com conteúdo positivo num contexto predominantemente negativo com que somos bombardeados diariamente. A título de exemplo, sou assinante do Público online e recebo diariamente no meu e-mail largas dezenas de notícias. As poucas positivas que recebo estão normalmente associadas aos mercados, com títulos lacónicos do tipo "PSI-20 abriu positivo" ou "Dow Jones abriu em alta". O resto, é só tragédias, catástrofes ou crises. Por onde é que terá ficado o jornalismo positivo, no meio disto tudo? Ou o mundo é ele só negativo?

Por cá, é bem evidente o salto qualitativo da publicidade nos mais diversos domínios à excepção (parece-me) da televisão e rádio. Com o apuramento de Angola para o Mundial e a forte dinâmica que se vive actualmente no país no sector da banca, são estes que, a par das empresas de telecomunicações, apostam mais forte em publicidade. Inicio esta temática interessante (para mais tarde recordar) com a publicidade de dois bancos angolanos, o BAI e o BIC, e duas agências de publicidade, a Executive Center e a Brandia, respectivamente.

Pub Angola 1.jpg

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (1) | Tirem-me daqui! | Topo %0

Em directo

Acabado de descer da avenida que vem do Prenda para a Samba, na rotunda, foi por pouco que não atropelei um indivíduo que só instantes mais tarde me apercebi tratar-se de um gatuno. Agarrou-se ao carro e continuou a dar com as pernas a alta velocidade com uma carteira na mão e o tipo que tinha sido roubado ainda no encalce dele, acabando por desistir pouco depois. Na mesma direcção do gatuno, ainda o vi correr, na boa, por entre as pessoas e olhando para trás. Menos mal.

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (4) | Tirem-me daqui! | Topo %0

À espera da fajita

- Oiiiiiii!
- Oiiiii amor, estás boa?
- Estou e tu?
- Tamém!
- Hoje vais no salão?
- Sim, vou. Hoje vou mesmo no salão!

Esticou o braço e, com os dedos afastados, colocou-os no cabelo da outra e fez a mão deslizar para baixo.

- Ah, fizeste tranças?
- Sim.
- Agora estás bonita, estás loira.

Fez um sorriso aberto a miúda que tinha colocado as tranças com pontas loiras, enquanto a que lhe tinha feito a pergunta abria o telemóvel e verificava se tinha chamadas perdidas ou mensagens novas...

- E a minha fajita, demora muito? É que estou com muita pressa!

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (0) | Tirem-me daqui! | Topo %0

Praga

Um fim de tarde, penso que na semana passada ou mesmo antes, notei um insecto diferente do habitual a deslocar-se nas folhas A4 brancas da minha impressora. Vermelho e preto, coisa invulgar. Não lhe dei grande importância, limitando-me a acompanhar pelo canto do olho a sua movimentação de modo a certificar-me não vir na minha direcção.

paederus.jpg

O referido insecto era, afinal, o que se vê na foto e sobre o qual saiu há pouco tempo um alerta em forma de comunicado das autoridades competentes alertando para evitar o contacto directo pela forte possibilidade de ocorrências cutâneas similares à herpes zoster. Aliás, basta ver neste site o tipo de lesões que o bichinho provoca!

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (6) | Tirem-me daqui! | Topo %0

maio 11, 2006

sBBM

Terá alguém andado a ver o segredo de Brokeback Mountain? Hummmm...

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (2) | Tirem-me daqui! | Topo %0

maio 09, 2006

Aos 29

Disseram-me que se continuasse daquela maneira, mais tarde ou mais cedo teria um ataque cardíaco. Sorri. Ao que a médica me disse na cara para não me armar em parvo porque já tinha visto tipos mais novos do que eu estendidos a recuperar de ataques lá, na clínica. Hummmmmmm acatei os conselhos.

Hoje, ao fim de um dia com reuniões das 9:00 às 19:30, a mesma mensagem vinda de cima. Disseram-me que era doido. Que ainda acabaria como ele. Com um ataque cardíaco. Ya. Reforços precisam-se! Angola, terra de futuro!

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (3) | Tirem-me daqui! | Topo %0

maio 08, 2006

Vou já aderir! Onde é que encontro a menina?

TVCabo Angola.jpg

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (7) | Tirem-me daqui! | Topo %0

Guerra entre gangs (Luanda)

Completamente surrealista, a notícia do semanário "O Independente" deste fim-de-semana (08.05.2006). Transcrevo-a na íntegra pois acho-a rica em pormenores de tal forma inacreditáveis que espelha bem uma certa realidade e pistas para a natureza da mesma. Os nomes dos gangs são de uma "originalidade" espantosa...

"Guerra entre gangs

Nos últimos dias, Luanda tem registado vários motins opondo grupos juvenis de gangs. O maior tumulto terá sido causado pelos «Baforinha» e os «Deprata», dois gangs localizados no bairro Cassequel do Buraco nas ruas 51, 52 e 53.

Da acção resultou a quebra de vidros em doze viaturas que se encontravam estacionadas num parque, a agressão física a várias pessoas entre moradores e transeuntes que resultou em vários ferimentos. Os "Deprata", comandados por Tchetcheco, cuja idade da maioria dos membros do gang não passa muito acima dos 16 anos de idade, terá saído vitorioso da peleja.

Entretanto, Vampiro, o líder dos "Baforinha" tem andado por aí a prometer que o episódio conhecerá novos capítulos. Para as lutas os dois grupos usam armas de fogo, catanas, paus, garrafas, machados e outros objectos contundentes, segundo testemunhas oculares.

No bairro Golfe 1, concretamente na sub-zona 13, rua 2, a situação é idêntica. «Os Ciras» o gang mais famoso da área, comandado por R. Kelly, além de ter piorado com as suas acções violentas, agora também desafia todos os outros grupos da zona. O fontanário adjacente ao Avó Kumbi é a sua parada habitual. No bairro Palanca 1, rua A, registou-se recentemente uma forte briga entre «Os Talatonas» e os «Garrafas Squad». Um dos membros do Talatona de nome António de Souza "Toy" disparando com arma de fogo AKM atingiu mortalmente António João "Songo" presumivelmente do outro grupo.

Recentemente, um dos líderes dos «Kalunga-mata», no bairro Petrangol, foi morto supostamente por membros do «Matrix» em consequência de brigas havidas.

Um dia depois, membros dos Kalunga-mata invadiram o mercado dos Kwanzas no Hoji-ya-Henda, agredindo e recebendo artigos de pessoas pacatas incluindo dinheiro alegando que precisavam de meios para realizar o funeral do seu "chefe" com honra. Diz quem viu que o momento foi de autêntico terror com os endiabrados Kalungas altamente drogados.

O Intendente Divaldo Júlio Martins, porta-voz do Comando Provincial de Luanda, disse ao O Independente que as desavenças destes gangs se deve à luta pela conquista de espaço. Enquanto os grupos crescem aos cogumelos, o patrulhamento da polícia também se intensifica pelo que se vêm cada vez mais apertados.

Inevitavelmente chocam entre si. Divaldo assegurou que de Janeiro a Fevereiro deste ano, o CPL desmantelou 65 grupos de marginais. Mais revelou que as 49 esquadras policiais existentes em Luanda intensificaram as operações desde o dia 2 do corrente mês."

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (5) | Tirem-me daqui! | Topo %0

Ofenderam-me

Chamaram-me workaholic! Eu?!

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (3) | Tirem-me daqui! | Topo %0

maio 07, 2006

[foto] A penny...

f001-06052006.jpg

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (3) | Tirem-me daqui! | Topo %0

X00 Euros

Disse-me o R. da satisfação da sua irmã, recém-licenciada em Engenharia Química, por ter recebido o seu primeiro salário. Emprego que nada tem a ver com o seu curso, como começa a ser habitual. Mas como diz o velho ditado, em tempo de guerra não se limpam armas. O que me deixa perplexo é constatar que trabalhando 1 ano não chega sequer a ganhar metade do que ganho num mês. Pior ainda, a miúda está a ganhar 2/3 do que eu fui ganhar há 12 anos atrás... Daí a pergunta: que fazeis por aí? Antigamente dizia-se "Proletários de todo o mundo uni-vos!". Agora digo eu "Jovens de Portugal, pirai-vos!". Em teoria, claro.

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (4) | Tirem-me daqui! | Topo %0

Nham! Camarão tigre

A sorte que tenho. Chegar a casa depois do treino e encontrar o jantar feito pelo R., sendo eu a cobaia dos manjares que vai preparando para os jantares de velas com as suas musas. Quanto a ontem, não me importei nada que estavam deliciosos os camarões tigres moçambicanos que há muito não comia. Em troca, ensinei-lhe a abrir uma garrafa de cerveja sem saca-rolhas, apenas utilizando a fechadura de uma porta interior de casa.

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (0) | Tirem-me daqui! | Topo %0

[foto] Entardecer de domingo no Namibe

foton02009042006.jpg

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (0) | Tirem-me daqui! | Topo %0

[foto] A caminho de S. Pedro

fotok00204042006.jpg

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (0) | Tirem-me daqui! | Topo %0

[foto] Pão fresquinho

fotok00104042006.jpg

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (5) | Tirem-me daqui! | Topo %0

Assim

- Diz-me a palavra!
- Desculpa?
- Sim, diz-me a palavra. Rápido.
- Palavra? Que palavra?
- Não sei. Diz!
- Digo o quê?
- Tempo é dinheiro e eu não o tenho. Dizes ou não dizes?

Deitou-se no chão de barriga para cima e de repente:

- Beija-me. Vá, beija-me antes que me arrependa.
- ?!!!
- Não, não me beijes. Não posso.
- ?!!!
- Beija-me. Beija-me, depressa!
- ...

A vontade de rir que me deu apenas foi contrariada pela surpresa do insólito, infelizmente. É que teria sido muito melhor umas fortes gargalhadas...

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (4) | Tirem-me daqui! | Topo %0

maio 05, 2006

7 meses e 1/2

Sem ver televisão. E ainda estou vivo, quem diria? Sem televisão?! O que perdi? Bué de informação deprimente que adquire uma dimensão particularmente desproporcionada pela força das imagens. Ou seja, não perdi rigorosamente nada...

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (11) | Tirem-me daqui! | Topo %0

[foto] Só para especialistas

f002-05052006.jpg

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (7) | Tirem-me daqui! | Topo %0

A empregada

Porque o calor apertava, decidi ir a casa à hora do almoço para uma banhoca refrescante e necessária. Apesar de ser forçosamente de água fria (viver à índio, dá nestas coisas...). Qual não é o meu espanto quando, chave metida à porta, encontro-a trancada. Quatro voltas depois e a porta aberta, ainda gritei para ver se estaria alguém em casa. Nada. Silêncio absoluto. Hummmmmmmm. Vasculhados todos os cantos e recantos nem sinal de vivalma. Pouco passava do meio-dia. Tinha-se baldado, sabendo dos nossos horários.

Rapidamente veio-me à memória o Mário Naiona. Grande empregado. Mais-velho, era ele que cuidava de mim (e eu dele e da mulher). Dava-lhe um bom salário (para 1998, $200 em Moçambique era muita massa), alojamento (mandei construir uma pequena casa no terreno atrás das dependências da minha), alimentação, assistência médica e medicamentosa do meu bolso e ainda 13º e 14º. Em troca, tinha a garantia de não me preocupar com a casa. Sobretudo com o que comia. Fora alvo de ameaças de morte e, para além disso, receava que alguma chanfrada pedisse ao cozinheiro para me por qualquer porcaria na comida com o intuito de me engarrafar. É que, um belo dia, após uma longa jornada de trabalho, qual não é o meu espanto quando chego a casa e, para além do mainato que se encontrava na cozinha, encontro uma rapariga sentada no sofá à minha espera porque me queria conhecer!...

Mas, voltando ao Mário, ah! ele e o Paulinho que dupla. Aumentada a tripla com o sobrinho que não percebia peva do que dizíamos mas sorria sempre simpaticamente. O olhar dele dizia tudo. Já o Mário, era mais-velho. Um mais-velho a quem a vida não sorriu. Viúvo diversas vezes, carregava consigo a responsabilidade de quase 10 filhos. Com ele, vivia a mais recente mulher a qual começou igualmente a ficar doente alguns meses depois. Por ser muçulmano, desafiava-o de vez em quando para ver como reagiria perante determinadas questões como por exemplo cozinhar-me porco. Mesmo no Ramadão. Muçulmano convicto, antes de degolar o cabrito, pendurá-lo na árvore das traseiras e arrancar-lhe a pele com a faca para depois o desmembrar, o Mário costumava rezar. Tal como os talhantes do talho de Pemba quando matavam as vacas e os bois. Sem matadouro era assim que o faziam. Degolavam os animais. Mas não sem antes rezar.

Ainda a este propósito, trabalhava ainda o Mário em Pemba, na nossa empresa, realizou-se um dia um almoço da Direcção e das Chefias. Ao ser servida a refeição, notámos o Chefe dos Recursos Humanos a segredar alguma coisa ao ouvido do Mário. Este confirmou com a cabeça e sorriu para o Abdul o qual também esboçou um pequeno sorriso. Intrigados, perguntámos o que se passava ao que o Abdul respondeu que tinha perguntado ao Mário se a galinha era "halal". Sim, o Mário tinha rezado antes de matar a galinha.

Sobre esta história do "halal", uma das cenas mais caricatas num jantar de aniversário do Rui, de Marrubune. Estávamos lá todos (chefias da empresa) incluindo o Mamad que era conhecido por ser muçulmano e dizer em diversas ocasiões que não bebia, etc e tal. A maioria da carne servida na festa era de porco, de onde se destacava um entrecosto extremamente saboroso. Daqueles de comer sem parar. De repente, eis o Mamad igualmente agarrado às suas peças de entrecosto. Olhámos. Vimos bem para confirmar até que lhe perguntei "Ó Mamad! Então você está a comer porco? E o Islão? E o Islão?", com um ar de gozo descomunal. Respondeu-me prontamente ele com um grande sorriso "Não há problema nenhum, este porco é halal". Rimo-nos todos que nem uns perdidos.

É assim o humor nas Províncias.

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (3) | Tirem-me daqui! | Topo %0

Vacina

Afinal já existe uma vacina contra a cólera com protecção superior a 90%, a qual terá sido colocada no mercado no passado mês de Março. Ainda bem. Nada como fazer reduzir as probabilidades de...

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (2) | Tirem-me daqui! | Topo %0

[foto] Estamos juntos

f001-05052006.jpg

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (5) | Tirem-me daqui! | Topo %0

[foto] Fortaleza iluminada

f003-04052006.jpg

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (16) | Tirem-me daqui! | Topo %0

[foto] Sempre

f002-04052006.jpg

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (3) | Tirem-me daqui! | Topo %0

Sorte

A que tenho tido nestas andanças. Finalmente uma casa, apesar de ainda sem grandes condições, extremamente bem localizada e com uma vista do outro mundo. Tal como em Maputo e na "Linha", das coisas que mais me dão gozo é poder abrir a janela e cheirar o mar e ter uma vista inesquecível. Ultrapassa, de longe, o facto de não ter, e por isso mesmo não ver, televisão há mais de 6 meses.

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (2) | Tirem-me daqui! | Topo %0

maio 03, 2006

[foto] Uhn?

f001-30042006.jpg

Miguel

Deixado por Miguel S. | Recados (3) | Tirem-me daqui! | Topo %0