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julho 28, 2006

82

É o número de dias de férias atrasadas que tenho por gozar.

Miguel

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Alambamento na capital

- Chefe, tenho que pedir uma coisa ao chefe... - disse a funcionária sem se ter ainda apercebido como abomino que me chamem por chefe. Isso e patrão!
- Sim, diga. - anuí num tom suave e sugerindo celeridade no pedido.
- Vou ser pedida amanhã e precisava de dispensa esta tarde. - informou meio atrapalhada.
- Ok, não há problema. Parabéns! Quem é? O C.?
- Sim, o C.
- Muito bem.

Mais tarde, retomei a conversa.

- E vai haver alambamento? - perguntei numa de atirar o barro à parede sabendo-a natural de Luanda, da cidade mesmo, se também aqui este tipo de tradição acontece.
- Vai. - respondeu-me com a maior das naturalidades.
- Vai? Até aqui na cidade? Mas você não é de Luanda? E aqui também fazem o alambamento? Ah! Essa é que eu não sabia.
- Sim, aqui também se faz e é a primeira vez que eu faço. Parece que a festa é bonita.
- E diga-me, o que é que o C. vai ter que oferecer? - pergunta irresistível pois sempre achei piada a esta parte.
- Umas grades de gasosa, cerveja, um fato ao meu tio, umas sandálias à minha tia e à minha mãe... - e ficou a pensar o que é que teria que dar mais.
- O quê? Isso tudo? - e ri-me que nem um perdido - Mas você não é de Luanda? Os citadinos, da capital também fazem isto para quê? - perguntei provavelmente por ser filho da grande cidade e um desprovido de tradição da primeira apanha.
- Mas chefe, porque é bonito e faz parte da tradição, né?

Miguel

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Dia de gritos

Não sei se é de mim que já não tenho muita paciência ou se isto é mesmo tudo normalíssimo e natural, mas hoje o dia está a ser de gritos. Um verdadeira espanto de choque da realidade. Ontem, a 15 minutos do encerramento dos bancos mas, sobretudo, das repartições fiscais, recebemos uma informação que nos obrigava a ter que efectuar algumas deslocações. Adiou-se para hoje. Logo cedo - cedo! só nós é que começamos a trabalhar cedo porque o resto é entrar tarde e sair cedo, logo à sexta-feira - tratámos de ter o cheque assinado e, acto contínuo, perante a minha estupefação conseguimos ter o cheque visado em 5 minutos. Um verdadeiro recorde! É a sorte de ter escolhido um banco que, por norma, está às moscas (hoje tinha 3 clientes). De seguida o martírio das Finanças. Balcão todo ele em granito. Tudo novo. Bom ar. Tudo muito top. 4 contribuintes e 6 funcionários na área em que estávamos. Só 1 estava a atender. Ao meu lado o que estava a ser atendido. A funcionária esticou o braço vagarosamente não para pegar na documentação mas num gesto em que aguardava que alguém lhe colocasse a documentação nas mãos. Tudo isto, sentada. Olhou para a documentação e:

- Cartão? - pediu a funcionária sem olhar para o sujeito passivo.

Entregaram-lhe o cartão. E olhou novamente para os papeis com a maior descontração do mundo.

- As folhas? Onde estão as folhas? - olhou-o com um desprezo fazendo-o sentir-se mesmo passivo.
- Não trouxe, era preciso? - disse baixinho enquanto tirava o telemóvel da mochila.
- O quê? Não trouxeste? E agora, como é que vou confirmar o que está aqui? - dizia ainda com ar de desprezo enquanto exibia as folhas ao sujeito passivo, folheando-as vagarosamente.
- (imperceptível)
- Já viste? Ele faz sempre isto, já faz de "prepósito"! É de "prepósito". - disse para a colega que estava ao lado batendo com as costas da mão nos impressos perante o olhar passivo do sujeito, mais passivo que nunca.
- (imperceptível ou então sou eu que estou a ficar surdo que nem uma porta)
- E agora? Como é que queres que confira? - interpelou-o abertamente à frente de toda a gente, na sequência de toda a cena para que todos os presentes percebessem bem o que estava a acontecer. Que drama. Tanta encenação.

E continuaram, tendo eu desligado por momentos enquanto respirava fundo, olhava para o relógio de parede, para o decote da colega e as calças amarelas justíssimas de alguém perto dos 50, para as unhas (literalmente) de 10cm ou mais da outra funcionária que ontem eram brancas e hoje já eram laranjas, todas retorcidas, para o ar zeloso do funcionário mais velho sentado mais atrás a despachar documentos, o grande molho de declarações e respectivos relatórios e contas referentes a 2005 amontoados mesmo ali, entre tantos outros pormenores que recheavam o espaço.

- Blá blá blá.
- Blá blá.
- Blá blá blá blá.
- Blá blá.
- Blá? Blá blá blá blá blá.

(E eu cheio de pressa a gritar por dentro enquanto ia fazendo caretas. Levantava a sobrancelha esquerda, depois a direita, semicerrava os olhos).

- Blá, blá blá, percebeste? Tens que voltar e trazer as folhas. - disse-lhe finalmente com ar de quem sabia o que estava a dizer e não podia fazer mais nada para o ajudar e que até tinha feito tudo o que estava ao seu alcance, para grande alívio nosso.

À vontade tudo isto demorou 15 minutos. E nós, os 4 à espera afinal é 6ª feira. Foram 3 horas de manhã perdidas com um visar de cheque, um preenchimento de modelo DLI, uma conferência não sei de quê, mais o carimbo não sei de que mais, mais o pagamento para me darem o DAR para depois ir mostrar o DAR à senhora do DLI a qual ainda me disse que para a próxima apanhava 100% de multa porque só podíamos assinar depois de estar selado. Como? Se ainda não fiz nada ia ser multado de quê?! Rasgava aquela merda e entregava um modelo sem ser assinado, ora!

Isto é desgastante.

Miguel

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julho 27, 2006

Allegro, nham!

allegro.jpg

Aos anos que não os via. No Metro, à procura de alguns produtos que não se encontram tão facilmente nos supermercados da capital, prestes a chegar à caixa eis que ali estavam eles, a piscar-me o olho. Uma caixinha cheia de Allegros. São tão bons, não estavam? Nhammmmmmmm!

Miguel

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Boa noite!

Como é hábito, ao entrar no prédio, pejado de guardas - são os do prédio, os dos ministérios, os das petrolíferas - saúdo quem por ali está com um boa tarde ou boa noite. No início estranhei bastante quando me respondiam "obrigado!" ou então "sim!". Hoje a surpresa total e com a qual não contava. Contrariamente ao habitual hoje um dos guardas saiu-se com um sonoro "tudo bom!". Um estudo sociológico era capaz de não ser mau para perceber isto...

Miguel

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Lucros em alta

Algo de perfeitamente fantástico. Quase nenhuma empresa do PSI20 apresentou resultados semestrais em baixa, as que já apresentaram resultados. Embora algumas tenham procedido à redução de pessoal, nem todas assim o fizeram conseguindo assim aumentar os lucros de tal forma que, regra geral, posicionaram-se no topo do intervalo ou chegaram mesmo a superar as estimativas dos analistas. Este desempenho está em claro contraste com o que se vai passando nas demais: desinvestimento das multinacionais estrangeiras e encerramento de empresas. Portugal tem mesmo muitas realidades.

Miguel

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julho 26, 2006

Felicidade

Felicidade.jpg

No qual se baseiam as duas últimas entradas do blog. Retiradas do best seller de Tupak Soiree "O que aprendi na montanha". O extremo de diversas situações num contexto perfeitamente contemporâneo. A ler, obrigatoriamente.

Miguel

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julho 25, 2006

Epílogo

Fui à pesca.

Miguel

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Prólogo

Vive! Ama! Aprende!

Miguel

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julho 23, 2006

Sublime

Um fim de tarde de domingo em Luanda, calma, cinzenta e fria. A contemplação da baía, lá do alto, com "Chan Chan" do Compay Segundo, cantada por Eliades Ochoa, em fundo, e as consequentes reflexões existenciais.

Miguel

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Aos sábados

Invariavelmente, nas primeiras páginas dos jornais, os ataques costumeiros a alvos pré-definidos. Não deixa de ser impressionante a quantidade de artigos com uma certa tendência, sempre ao ataque. Digamos que é o palco escolhido para dirimir as diversas contendas que se vão gerando na sociedade. Os quatro exemplares deste fim-de-semana e que aqui ficam ilustram bem o que por aqui se escreve.

Agora2.jpg Angolense2.jpg

Folha82.jpg SemAngolense2.jpg

Sinceramente, muito do que se escreve aqui e acolá é profundamente questionável e passível de acções judiciais. Sorte que ainda levará o seu tempo.

Miguel

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Da barbárie

No mínimo o que será exigível é uma forte condenação de Israel internacionalmente e o pagamento ao Líbano de reparações de guerra. O que começou como uma "legítima" reacção face ao ataque gratuito do Hezbollah, mesmo podendo ser entendido como um "favor" ao governo democraticamente eleito libanês pela destruição do réprobo Hezbollah consolidando o poder instituído, acabou por revelar-se algo de mais complexo e cujas consequências levarão décadas a sarar. Isto e o que lhe está subjacente.

Miguel

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1.500.000+

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Surpreendentemente o número de clientes do maior operador móvel do país superou já a cifra de 1.500.000 clientes (!). Um milhão e meio. O 2º operador, a Movicel, terá já um número igualmente colossal. E já se fala da entrada no mercado de um 3º operador móvel... Nada de produndamente anormal se tivermos em consideração que pessoas com salários de 150 USD pedem empréstimo ao banco para comprar o seu. O que é que um telemóvel terá de mágico?!

Miguel

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Dias

Foi assim 5ª feira, um dia fora do normal. Alienei todas as posições longas que [ainda] detinha, como manda a prudência e a antecipação das grandes decisões. Consegui acabar de arrumar o gabinete todo. Nem um papel fora do sítio (milagre!). Tudo no devido lugar. É sempre assim, antes do Verão vem a Primavera.

Miguel

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julho 21, 2006

Pub angolana, bonita

Sonair.jpg

Miguel

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julho 20, 2006

[foto] Vai uma Eka geladinha?

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Miguel

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julho 19, 2006

Das Organizações

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Parece que celebra hoje o primeiro 10º aniversário. Tem a sua piada já que não há nada como o primeiro 10º, passa-se das unidades para as dezenas. Um grande passo. Tirando a felicidade que foi a concepção deste logotipo, a CPLP tem feito o quê e serve, na realidade, para quê? Falta mais dinamismo, mais audácia, mais acção, mais vontade de arriscar. Sabe a pouco.

Miguel

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[foto] Air Gemini

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Miguel

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julho 18, 2006

Eleições na RDC

Soube acidentalmente e há pouco tempo que a RDC tinha mudado a bandeira que tinha introduzido o pai do Kabila após a queda do Mobutu. À bandeira azul com a estrela amarela central e seis mais pequenas do lado esquerdo, sucede-se agora outra num tom de azul mais suave com uma estrela amarela no canto superior esquerdo e uma faixa central vermelha, na diagonal, ladeada por duas amarelas com 1/5 da espessura da central. Azul para a paz, vermelho em homenagem aos mais de 4 milhões que morreram no país nos últimos anos vítimas da(s) guerra(s) e amarelo pelas intermináveis riquezas minerais do país. A mudança terá ocorrido em 19 de Fevereiro deste ano.

As eleições de 30 de Julho deste ano, as primeiras desde 1965 (!), contam com 33 candidatos presidenciais (4 mulheres) entre os quais se encontram 2 filhos de ex-estadistas: Joseph Kabila (actual presidente e filho do anterior a quem Che Guevara se referiu aquando da sua passagem por esta parte do mundo como um dos piores guerrilheiros que alguma vez tinha conhecido) e François Mobutu (filho do ex-ditador apoiado pela UDEMO - União dos Democratas Mobutistas). Por sua vez, às legislativas concorrem 213 partidos políticos onde se encontra de tudo um pouco.

rdc 1.png

Este processo eleitoral reveste-se de particular importância para esta parte de África pelas consequências que poderá ter qualquer evolução menos positiva para um grande número de países que fazem fronteira com a RDC. A oeste o Congo Brazaville e Angola, a norte a República Centro-Africana e o Sudão, a este o Uganda, Ruanda, Burundi e Tanzânia e a sul a Zâmbia. É uma grande incógnita. O "regime" de Kabila foi constituído e mantido de uma forma completamente artificial após o homicídio do seu pai e sustentado por 4 vice-presidências. O país mantém ainda os seus senhores-da-guerra supostamente acantonados e "calmos" até à realização das eleições. Delicado. Um país estranho onde a antiga potência colonial cometeu das maiores atrocidades de que há memória no que ao colonialismo europeu diz respeito. Talvez daí muito do que por lá se tem passado apenas acalmado pelo período em que Mobutu impôs a sua ditadura.

Deste lado, é com expectativa que iremos acompanhar as eleições da RDC. É certo e sabido que, em caso de problemas graves, será provavelmente Angola um dos primeiros países a ter que intervir. Por outro lado, está em curso o processo eleitoral em Angola que culminará provavelmente na realização de eleições talvez em 2007, embora nada esteja ainda definido. Sem margem para dúvidas, o que se passar na RDC será um bom balão de ensaio.

Miguel

PS-A imagem mais acima mostra a nova força policial da RDC e foi retirada do site da MONUC.

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54

- Estou? 54?
- Não, daqui fala a 1047.
- 1047? Mas eu liguei para o 54, ele está?
- Eu sei, mas puxei. O 54 não está.
- Não está? Hummm e a que horas é que poderei encontrá-lo?
- Horas? Mas o 54 já não está entre nós?
- Não está entre nós?
- Não, já não faz parte da equipa.
- Oh! A sério? Desde quando?!
- Há duas semanas pelo menos...
- Também o 54? Depois do 42, da 64, da 675, do 89, da 33, da 90, ... , agora também o 54? Está tudo a ir embora!
- Pois... olhe também nós, não tarda nada.

Soma e segue. V2, versão angolana.

Miguel

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88

nelson mandela.jpg

Nelson Mandela. A dimensão do homem fala por si. Tive a sorte de conhecer a África do Sul no período de transição ainda com de Klerk como presidente. A Mandela, que apesar de se ter visto privado de uma grande parte da sua vida, conseguiu unir o país e garantir a transição e implementação de uma verdadeira democracia naquele grande país que se chama África do Sul.

Parabéns Mandela (tinhas que ser caranguejo pá!).

Miguel

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julho 17, 2006

Das clientelas

Com a devida vénia cof cof cof. Sinceramente é algo que não me preocupa sobremaneira. O blog nasceu como necessidade de criar uma ponte para o exterior fruto de um [forte] isolamento que, a partir de determinada altura, comecei a sentir nas terras do enclave. Serviu na perfeição o objectivo então traçado. Em simultâneo, pretendia registar para o futuro alguns assuntos sobre os quais não tinha, não podia, não queria partilhar com ninguém por razões óbvias. Finalmente, um espaço onde pudesse registar algo sobre os sítios por onde vou passando. E a internet, via blog, é um bom sítio. Fica lá. "Eternamente".

Sobre as audiências, confesso que deu-me um certo gozo até determinada altura ver de onde é que raio vinha tanta gente. E como é que lá tinham ido parar. Permite também perceber um pouco melhor como é que funciona esta coisa da www que arrasta pessoas "por engano" até tascos como o meu. Passada essa fase, eliminei tudo o que pudesse servir de rastreio sobre as pessoas que param por aqui não sabendo já quantas são nem como aqui vieram parar. Deixou de me dar pica.

Finalmente os comentários e daí, talvez, a questão das clientelas. Confesso que me dá gozo ter feed-back mas até mesmo este já cheguei a considerar eliminar. Ao mantê-los confesso, quanto mais não seja subconscientemente, alguma vontade em ter feed-back e, nesse sentido então, procurar alimentar a(s) clientela(s). Ou talvez não. Deixar estar por estar até porque é interessante "ouvir" o que as pessoas têm a dizer. Contudo, o objectivo principal, porque também não pretendo dar-me a conhecer e é meramente acidental o facto de algumas pessoas que me conhecem conhecerem este espaço, é ir para aqui deixando algo para mais tarde sem que isso implique entrar em campos mais complicados como o que focaste. Logo eu.

Miguel

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Áspera

É do pior, ter o azar de apanhar uma língua áspera. É daquelas coisas para retirar de imediato a extensão .exe, .com ou mesmo .bat e deixar com a .old ou mesmo sem extensão por forma a garantir que nenhum programa a (re)conheça.

Miguel

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Rápidas melhoras

E não há forma dele recuperar mais depressa como aumentar-lhe a dosagem, dar-lhe mais comprimidos?

Miguel

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Rio Litani

Unifil.jpg

Assinalado no mapa a zona proposta por Israel como parte da proposta de tréguas. À excepção de uma muito pequena parte do território compreendido entre o rio e a fronteira israelita não tem a presença da Unifil. Por onde é que eles terão andado nos últimos tempos?

Miguel

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Comediantes

Economista da CGTP
Próxima revisão do crescimento do PIB deve ser em baixa
17.07.2006 - 19h00 Lusa, PUBLICO.PT

Miguel

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julho 16, 2006

À superfície

Os israelitas são sempre os mesmos pelo que não vale a pena falar muito deles. O que não deixa de ser espantoso, com a abertura da frente norte devido a um ataque do Hezbollah em território israelita, é a constatação que, na realidade, o governo do Líbano e demais instituições democráticas não o são. Há quem mande mais, independentemente de estar a funcionar em controlo remoto. Um movimento que, vê-se agora, entreteve-se, após a retirada do sul do Líbano em 2000, a dotar-se de armamento em quantidade e qualidade suficientes para atacar Israel.

Nada acontece por acaso, apesar dos [supostos] motivos públicos e objectivos que justificam as acções. Se a memória não me falha, nos anos 80 Israel lançou um ataque preventivo contra instalações nucleares iraquianas. Não seria por isso uma estreia. Os timings desta crise são pouco claros. Haverá algo mais que ainda desconhecemos sendo o Hamas e o Hezbollah a justificação para o que poderá vir aí?

Miguel

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Da imprensa

Por dificuldades de diversa ordem, o mercado angolano restringe-se basicamente à capital do país, Luanda. E este, por sua vez, está reduzido a "meia dúzia" de consumidores já que a grande maioria não os lê nem estará minimamente interessada no que lá vem já que, invariavelmente, falam sobretudo da política nacional.

O único diário é o Jornal de Angola, conotado com o Governo. Toda a demais imprensa, privada, é semanal ou quinzenal. Encontram-se pelas ruas ao sábado de manhã os Folha 8, A Capital, Semanário Angolense, Terra Angolana, Angolense, Agora, O Independente e o Cruzeiro do Sul.

Como leitor - há que sê-lo - dos não diários só têm alguma qualidade A Capital e o Semanário Angolense. O resto é para esquecer... Muito mau, mal escrito, com matérias que acabam por constituir notícia sem sê-lo e com o único propósito do achincalhamento.

Miguel

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[foto] A ilha ao contrário

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Miguel

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[foto] Pelo ar

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Miguel

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Em casa onde não há funge...

Nas últimas semanas, a questão de enclave ressurgiu com um destaque há muito não visto. Nos semanários não se fala de outra coisa. Sempre, ou quase, com uma postura anti-governamental na sequência dos acordos rubricados entre o Estado e ABB com este último a ser fortemente atacado pelos paladinos da verdade e verticalidade oriundos (ou não) da região.

A confusão é generalizada. Quem representa quem e o quê? Quem tem legitimidade para defender isto ou aquilo? Quem pode vir dizer que este ou aquele não tem legitimidade para representar quem quer que seja se quem o diz não foi nunca sufragado por quem quer que seja? Um território cuja população não atinge sequer os 300 mil, tão cheia de movimentos que nunca mais acabam tal o número de dissidências havido no seio das organizações principais. É triste a novela que se vai desenrolando semana após semana nos jornais. Triste porque para quem conhece um pouco da realidade já não pode ouvir falar do padre com nome de país, ou do outro padre que o é apenas pela batina ou ainda de ressabiados dos grandes movimentos históricos nacionais que neles já não têm espaço e agora aparecem com tempo de antena como se fossem, desde a nascença, grandes defensores das nobres causas…

Antes não houvesse petróleo…

Miguel

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Facciosismos

O que pude agora observar há pouco no Eixo do Mal, na SIC Notícias. Como é que é possível ainda defender a velha tese de que, não sendo brancos e europeus, os atentados de Bombaim não mereceram o mesmo destaque dos de Madrid ou Londres? Insuportável porque também falso. A CNN esteve a transmitir em directo o sinal da CNN India (pareceu) dos vários locais, por exemplo. A SKY idem. A BBC e por aí fora.

Mas indo ao cerne da questão, há um certo tipo de esquerda que considero insuportável. A que recorre a um argumentário bafiento e intelectualmente desonesto.

Miguel

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julho 13, 2006

[foto] A banhos

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Miguel

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Dos cedros

Das imagens mais terríveis de guerra de que me recordo passarem nos telejornais da RTP quando era miúdo eram as de Beirute. Já lá vão uns anitos, mas nunca mais me esqueci daquelas imagens, mesmo a preto e branco. Hoje novamente, a Beirute que tantos anos esteve a ferro e fogo, dividida em bairros/zonas de acordo com o grupo religioso dominante e finalmente a recuperar dos escombros, novamente a ver as bombas cair. A "reviravolta" teve o seu apogeu com a saída dos sírios nem que para isso tivesse que se sacrificar o Hariri (esta parte já é alucinação). Falta(va) apenas acabar com o Hezbollah. É desta.

Agora, não sei se estarei a ouvir bem ou o meu inglês é que será pior do que imaginava. O Hezbollah terá mesmo 10.000 rockets prontos para disparar contra Israel?! 10.000?! Palavras para quê?

Miguel

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Já lá vão

Os dias em que era apenas o proletariado a vítima do costume. De modo a aumentar os lucros - não, não se trata de inverter um cenário de prejuízos mas apenas acrescentar mais uns cêntimos aos earnings per share - a Intel resolveu despedir 1000 gestores. A que sindicato é que os tipos pertencerão?

Miguel

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julho 12, 2006

La cité des enfants perdus

Excelente filme dentro do estilo (fantástico). Bons planos, excelente fotografia. A não perder, sobretudo por parte dos adoradores de um certo tipo de BD (esta devo-a ao meu pai).

Miguel

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Exposição directa

Isto de ter mais tempo disponível proporciona-me alguns motivos para algumas gargalhadas. Não, não tem nada a ver com a anedota da catarina ou as barbaridades de alunos franceses da Emiéle motivos suficientes para umas boas risadas. Desta feita trata-se da publicação de uma newsletter através da qual cheguei ao site do autor. Sinceramente, achei a newsletter uma grande seca e demasiadamente fraca para que lhe tivessem dado o destaque que deram pelo que fui "cheirar" para ver melhor quem seria o artista. Confirmado. Trata-se mesmo de um artista. Apresenta um CV que termina textualmente assim: "Esteve directamente exposto a personalidades do mundo empresarial como..." fulano tal e enumera um número de individualidades que considerará relevantes. Pergunta-se deste canto que raio será essa coisa de estar-se directamente exposto? Tomou o pequeno-almoço com alguma daquelas pessoas? Terá ido para a cama com alguma delas? Viu alguma daquelas pessoas no aeroporto? Vai ao mesmo barbeiro para depois dizer que esteve "directamente exposto"? Esta malta passa-se!

Miguel

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[foto] Bilheteira dos CFB

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Miguel

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julho 11, 2006

[foto] Se o curso for tão bom como a pub...

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Miguel

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[foto] Luena: piscina do ferroviário

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Miguel

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Luena

Até ao momento terá sido uma das viagens mais "difíceis" que já fiz. O primeiro aviso vinha de quem já lá tinha estado e que me informou logo que só uma companhia aérea aterrava na cidade devido ao mau estado da pista. Por forma a evitar o risco de uma pedra saltar para dentro dos reactores, apenas os jactos com reactores "altos" eram permitidos aterrar na cidade (tipo DC-9, Fokker 100).

E, de facto, impõe respeito aterrar numa pista em mau estado e ver, ao longo daquela, um grande número de aeronaves que se terão despistado, feito aterragens de emergência ou, pura e simplesmente, dinamitados. Impressionante. Tal como o facto do Moxico ser 2 1/2 maior que Portugal e ter uma população que não chega a 1 milhão de habitantes com um quarto deste número concentrado na capital. A realidade tornou-se rapidamente perceptível. A dureza da guerra, tal como a viveram os angolanos, passeia-se à nossa frente a cada metro que avançamos. Os buracos das balas nalguns edifícios, as ainda consequências de obuzes, os mutilados, uma sensação de falência total de todas as estruturas tal como existiam, o olhar das pessoas, sofrido, as 88 horas necessárias para percorrer por terra os 1500 km que distam de Luanda a Luena - na época das chuvas pode chegar aos 12 dias, a presença de diversas ONGs (PAM, UNHCR, MAG, Oxfam, Unicef, etc), a quase total ausência de estrangeiros, apenas 1 café na cidade se é que assim se pode chamar, a ausência do que quer que seja para se fazer depois de escurecer (mesmo durante o dia...). Depois de Luanda, N'dalatando e agora Luena, a constatação clara do que terá sido 1992...

Miguel

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Frio de rachar

A 1400 metros de altitude, tomar banho de água fria às 6 da manhã em pleno inverno local - sim, cá faz mesmo frio! Huambo com 7ºC é gélido - acabou por dar nisto. As dores de garganta desta manhã eram indescritíveis.

07:00 36,8ºC
15:00 37,8ºC
21:30 38,8ºC
00:00 37,1ºC

Ibucap 8/8
Cevite 8/8
Antibiótico 12/12

A ver se não é malária (únicas em 1996 e 1997).

Miguel

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julho 10, 2006

[foto] Partido

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Miguel

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[foto] Apatia

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Miguel

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julho 09, 2006

Do Povo

E quanto mais viajo e conheço que foi sempre o meio e jamais o fim.

Miguel

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Teses

Ainda no rescaldo de ontem e, por arrastamento, do Portugal-França, não deixo de ficar perplexo, apesar de ser um mal que nos (homens) acompanha a partir de uma determinada idade, com o facto de todos acharem que, por sê-lo (não encontro qualquer outra explicação plausível), percebem imenso de futebol dando origem a verdadeiras teses. Nestas, sempre considerei as mais interessantes as que em tudo se assemelham a um exercício de auto-flagelação. Não há paciência.

Miguel

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julho 08, 2006

[foto] Fósseis

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Miguel

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[foto] Inocência

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Miguel

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julho 05, 2006

Modas

Há situações que, de tão insólitas, me fazem rir que nem um perdido por estas paragens (noutros lados também, diga-se pois parto-me a rir com muito do que vejo). A moda que já perdura há alguns meses por cá tem a ver com a descoberta que ter óculos de "vista" mesmo sem precisar deles é chique. É assim que se vê, um pouco por toda a parte de Cabinda ao Cunene, gente que nunca precisou de óculos para ver bem com eles postos, de todas as cores e feitios, uns de marca outros nem por isso. O ridículo atingiu o expoente máximo quando um empregado do café onde costumo tomar a bica e o pastel de nata apareceu também ele com óculos. Olhei para ele, para os óculos e procurei o desfazamento da linha do rosto atrás das lentes. Nada. Pudera, não tinham qualquer graduação!

Miguel

PS-Para quem como eu redescobriu alguns pequenos prazeres de ver bem sem óculos graças às lentes de contacto, após 11 anos com óculos, não deixa de ser irónica a estupidez desta moda.

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Fomos bons, muito bons!

Chegámos mais longe do que esperávamos. Jogámos muito melhor do que a França. Falaram mal de nós a partir do momento em que se aperceberam que poderíamos chegar longe. Por isso é que me afastei há muitos anos do, assim chamado, "desporto rei", quando atingi a idade suficiente para perceber que o jogo em si ultrapassa por completo o que os jogadores são capazes de fazer nas quatro linhas.

Tal como o Scolari insinuou, e bem, para quem tenha acompanhado todos os jogos da selecção, a arbitragem em jogo algum foi imparcial relativamente a Portugal. Sempre teve 2 pesos e 2 medidas. Mesmo assim, fomos lá.

Agora, agora é só mesmo desejar que o novo campeão do mundo seja a Itália. Quanto mais não seja porque está a jogar melhor do que a França e, por último, os italianos, para lá das 4 linhas, são, de longe, muito mais fantásticos que os gauleses.

Forza Italia!

Miguel

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julho 04, 2006

[foto] Paz

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Miguel

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Cabeças na areia

Esta é uma das melhores histórias que por aqui ouvi. Do A., pessoa a quem acho muita piada. Um personagem. Logo após os acordos de paz (os primeiros), ainda ao serviço da Cabgoc, teve que ir à Ilha do Cabo de manhã muito cedo num belo dia de cacimbo. Ao longo do caminho, numa das praias que era possível ver a partir da estrada - penso que na zona do Panorama - viu a praia repleta de cabeças humanas. Assustou-se com a paisagem e perguntou o que se tinha passado. Afinal, não se tratava de nenhum depósito de cabeças cortadas mas tão-só o cenário madrugador de um [vasto] grupo de desmobilizados que tinham pernoitado na zona para tratarem dos seus assuntos. Para fugir ao frio que se intensifica noite dentro, a técnica consistia em enterrarem-se na areia por completo à excepção da cabeça para respirarem. E esta?

Miguel

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Pior

Do que os alfacinhas ao volante, só mesmo os luandenses. Apre! 'Ca stress.

Miguel

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julho 03, 2006

[foto] Pano vermelho

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Miguel

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I. dva

- Olá! - sorriso (com a boca, com os olhos, com as orelhas, tudo)
- Olá! - sorriso (com a boca, com os olhos, com as orelhas, tudo)

Isto é um bocado estúpido não é? E os lábios da I.? Aiaiaiaiaiaiaiaiaiaiai!

Miguel

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No meio da estrada

O maluco, em frente à Cooperação Militar Portuguesa, que se pôs assim, no meio da estrada, a olhar para o carro que avançava devagar na sua direcção para flectir as pernas, apontar com as mãos e disparar. Disparou e saiu da frente, a andar torto.

Fez-me lembrar de imediato a conversa com o polícia que nos acompanhou ao hospital aquando do acidente com os motoqueiros. Enquanto o ferido era visto, ficámos na conversa. Dizia ele que tinha estado na tropa quase 18 anos, nos comandos. Aliás, tinha feito muitas especialidades. E agora que tinha deixado a tropa, não conseguia estar em casa mais de meia-hora sem começar aos gritos com as filhas, com a mulher e começar a bater. Invariavelmente, tinha que sair de casa para acalmar. A surpresa veio apenas da forma como o disse.

Miguel

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Por estas e por outras...

... é que nos chamam todos os nomes e confundem-nos com pessoas como o Gonçalo Cadilhe. Fiquei sem saber se é jornalista ou um mero turista com direito a prosa light para ignorantes no semanário Expresso, o que, para o caso, também não interessa. Fica a relíquia para a posteridade aqui...

Miguel

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Está um frioooooooo, brrrrrrrrrr

Eu sei que é pouco crível, mas que está frio está! Desde ontem... Ou então, sou eu que já estou "tropicalizado".

Miguel

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julho 02, 2006

[foto] Mussulo, na ponta

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Miguel

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Semi-final de Portugal, 1 bilhete custa...

...só e apenas EUR 1.925,00-2.025,00 de acordo com a cotação fornecida no site www.globalticketservice.com. Mas para o Alemanha-Itália, um bilhete custa "apenas" EUR 1.125,00-1.325,00. Ainda estou indeciso...

Miguel

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Votação online

Pediram-me para votar no Cristiano Ronaldo, no site da FIFA, para melhor jogador jovem deste mundial. O "nosso" Ronaldo está em 2º lugar a cerca de 30.000 votos do 1º. Temos até 7 de Julho para alterar a situação. Votem e espalhem o pedido para que o nosso rapaz chegue lá.

Link para votação directa aqui.

Link da classificação actual aqui.

Miguel

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julho 01, 2006

Portugaaaaaaaaaaaaaaaaaaal!!!

Oi! Vamos sambar de seguida né? Portugauuuuuuuuuuuuu ;)

Miguel

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Sim, dá gozo

Aliás, dá um certo gozo levar isto na boa. Assim. Sobretudo quando somos bafejados pela sorte e deparamo-nos com pessoas diferentes do comum. Daquelas que, tal como nós, sempre que têm a oportunidade de fugir ao status quo vigente, permitem-se excentricidades assim consideradas nos tempos que correm.

Miguel

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I.

- ahahahahahahahah...
- Oh pare! Está a rir-se de mim...
- Não ahahahhaha não estou nada ahahahahah...
- Oh não se ria que eu também me começo a rir!
- ahahahhahahahahah...
- Olhe, vou começar a rir.
- ahahahahhahahahah...
- ihihihihihihihi! Pronto, já comecei a rir ihihihihihihihihi!

Miguel

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