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outubro 31, 2006
Porto Amboim
Depois de algumas centenas de km sempre a abrir, a paisagem que se vê a seguir à curva que antecede as salinas, nas proximidades de Porto Amboim, é simplesmente magnífico. A localidade em si tem a o seu "quê" mas o estado de abandono em que se encontra é confrangedor. A forma como cresceu o musseque é impressionante, assim como o aspecto geralmente desolador de toda a localidade. Fica a simpatia apática dos locais e o enquadramento paisagístico muito bem desenhado pela natureza.
Miguel
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outubro 29, 2006
[foto] A pensar na viagem de regresso
Da águia, no Bengo
Majestosa, foi com imensa pena que constatámos, ao "zoomarmos" a fotografia, ter tão magnífico animal no bico apenas um saco plástico com o qual se debateu durante algum tempo. Pena porque sintomático de algo que não está bem e tarda em compôr-se. Afinal um animal é apenas um animal, não é mesmo?
Miguel
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[foto] Águia do Bengo
Estrada afora, mato adentro
Na época quente, Luanda acaba por tornar-se uma verdadeira seca, durante o dia, ao fim-de-semana. O fenómeno a que assistimos actualmente, relembra-me os tempos de miúdo e as fantásticas férias de verão, as dos quase 4 meses (comérabom!). Por norma, nunca íamos à piscina ou à praia nem ao domingo nem à segunda-feira por causa dos azeiteiros. O triângulo das bermudas descia à cidade tornando-a insuportável. Ficavamo-nos pelos restantes dias da semana. Por cá, o fenómeno repete-se tornando a cidade, ou algumas partes dela, impossível. Decidimos assim começar a sair. Hoje fomos ao Kwanza Sul, passando pelo Bengo.
Cabo Ledo já é famoso entre todos os que andam por estas bandas. A única vez que lá fui não gostei. Não me disse rigorosamente nada. Quando comparo o que já vi por cá com Moçambique, este último continua a marcar pontos. E muitos. Decidimos então rumar ao Sumbe (capital da Província do Kwanza Sul). Afinal, a estrada era uma "pista" e aquilo era giro. Então a marginal, nem se falava. E as praias?!
Passar por detrás do posto da UGP, antes das bombas da Sonangol com o rodízio em Luanda Sul, proporcionou o primeiro momento de galhofa. Pela estrada não se pode, mas pela picada que contorna o posto, pode! O segundo foi o "buraco" antes de Cabo Ledo. O buraco onde toda a gente partia o carro e que tardava em aparecer. Epa, cuidado, é já na curva a seguir! E agarravam-se a tudo o que podiam dentro do carro como se estivesse eminente qualquer tragédia. Por isso é que demorámos 4 horas a chegar ao Sumbe!... Por isso e por causa da famosa "pista" que era a estrada.
O resto fica para depois e traduzido nalgumas fotografias. Serviu de teste para a ida a Benguela/Lobito/Huambo ou Lubango via terrestre. Suponho que a irmos, o avião será mesmo a melhor opção...
Miguel
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outubro 28, 2006
[foto] Expresso
Hasta qué?
"Endividamento dos portugueses com máximo histórico em Agosto"
in Público, 28.10.2006
Há 25 anos atrás poucos tinham carro ou casa própria. Não havia telemóveis ou computadores pessoais. Não se falava em férias na neve ou nas Caraíbas. O acesso a divisas estava fortemente condicionado, tal como o crédito sujeito a critérios bem mais apertados. Éramos o que éramos. Hoje, 25 anos depois, pretendemos ser o que nunca fomos: donos de nós próprios e do nosso destino.
Miguel
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[foto] Azulão
[foto] Jorge
outubro 27, 2006
[foto] Surpresa
E entretanto...
... divirto-me à brava com a nova lente que mandei vir (90-300 mm) e que está a proporcionar-me imagens desta realidade simplesmente espectaculares. Aborrecido é quando se está "perto" demais e não sequer nenhum zoom do objecto, mas com os 90 de mínimo é mesmo impossível!
Miguel
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[foto] Afinal as asas são assim?!
Sem net
Por razões técnicas estou privado de internet doméstica. Isto traduzido faz dos funcionários do Serviço da Apoio a Clientes da Netcabo uns anjinhos e os tipos mais fantásticos neste tipo de situações...
Miguel
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outubro 21, 2006
[foto] 1º dia de chuva
outubro 19, 2006
[foto] Plage Franco

Claro que isto seria muito mais giro se o Manel escrevesse umas palavrinhas para se perceber o que nos mostra. O que é a Plage Franco? Onde fica? E aqueles edifícios nas rochas?
Miguel
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AAA
Acedi ao pedido de encontro surpresa para apresentação da seguradora, até porque andamos há imenso tempo à procura de alternativas dado o mau serviço que nos prestam actualmente. Pedi aos demais directores para que estivessem igualmente presentes no encontro.
Entraram com alguma pompa mas manifestamente pouca circunstância. Duas miúdas - vinte e tais - "atreveram-se" a uma abordagem do género "ah, já que aqui estamos vamos visitá-los!" para angariar novos clientes. Sem qualquer segmentação e/ou preparação para além da visão redutora do mercado balizado pela mesma bitola.
- Sim?... - procurei ser suave e dar início à conversa.
- Blá, blá, blá, blá, blá...
De repente, por causa de uma resposta qualquer que me deram a uma pergunta simples, não aguentei o surrealismo da cena e fui forçado a baixar a cabeça e pôr a mão à frente da boca para rir silenciosamente, o que parece ter demorado alguns minutos. Já com as lágrimas enxutas, coloquei uma pergunta à qual recebi uma resposta de tal forma inesperada e ridícula que não aguntei de todo e desatei a rir-me que nem um perdido com grandes gargalhadas, provocando a fuga dos meus colegas directores da sala às gargalhadas por não aguentarem mais com a cena. A tentar recompor-me das fortes gargalhadas, ao levantar a cabeça, apercebi-me que os colegas já tinham saído ficando só eu com as comerciais. Ainda a rir-me e a chorar, tentei falar a sério com elas mas era impossível pois cada vez que abriam a boca para dizer alguma coisa, escangalhava-me a rir até que entendi terminar a reunião por não estarem reunidas as condições para a sua continuação tendo eu prometido que iríamos visitá-las às suas instalações...
Quando fui ter com os colegas directores, ainda estavam a rir-se que nem uns perdidos e ainda demos mais umas gargalhadas em conjunto com o insólito.
Caramba, há que tempos que não me ria daquela maneira. A última vez que me deu tanta vontade de rir foi quando ouvi o R. dizer aos microfones com toda a solenidade "Vencedor do Prémio Camarada Presidente com a obra Do Écran Ao Esperma"...
Miguel
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outubro 18, 2006
O direito à indignação
Este blog não é para falar destes assuntos, até porque me encontro emigrado e por isso não sofro com as barbáries que vão sendo cometidas no nosso espaço. Contudo, as declarações do Secretário de Estado da Indústria e Inovação tiram qualquer um do sério. Acima de tudo, nenhum de nós quererá insultá-lo, pegar nele pelos colarinhos e abaná-lo bem para ver se o cérebro volta ao lugar; fazer ligações directas ao contador da sua casa para que pague a conta. A bem da nação, o senhor em causa devia cair em si e colocar o seu lugar à disposição ou então ser demitido pelo primeiro-ministro. É que, se dúvidas havia, já é certo que 2007 será um dos piores anos de sempre para os portugueses e portuguesas. E já lá vão 5.
Miguel
PS-Se nada acontecer (+ provável) vou já encomendar o meu cilício para chegar bem preparado a Portugal.
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outubro 17, 2006
[foto] A vermelho
O país de JoKa
O homem que nunca fala e sobre o qual pouco ou nada se sabe. O que se passa afinal ali ao lado? Nada de bom será quando destes se vão, assim. Este futuro joga-se com aquele, tal não é a permeabilidade da terra e com ela o escorregar das gentes. Das que sem lingala saber partem, de modo a evitar-se aquelas. Complicadas, como constatei no Malongo após o rio atravessado na canoa escavada. Desaparecido desde ontem o M minúsculo. Rumores, sim. Tal como o primo do G. navegou na barca do Gil, caído do outro lado.
Miguel
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173
É o número de empresas de segurança existentes em Angola, 87% das quais em Luanda. 279 à espera de licenciamento. Tudo tem uma explicação.
Miguel
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Do melhor

Celebraram há dias o primeiro de muitos aniversários e é, sem dúvida, do melhor que se pode ler actualmente na blogosfera. Obrigatório por lá passar para desanuviar e aliviar o espírito. Um must aqui, no Sociedade Anónima.
Miguel
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outubro 16, 2006
Miguel
A amiga de há muitos anos. A única pessoa que conheci, até hoje, com fobia a borboletas. A sério. Nunca mais me esqueço quando, numa tarde de verão a estudar para exames no Bom Jesus, em Braga, se levantou num ápice e desatou a correr para longe, muito longe aos berros. Só depois percebemos que se tratava de uma borboleta lindíssima que se tinha aproximado da mesa... Olha pá, muitos parabéns e é com grande orgulho e satisfação que te vejo agora Sôra Dótôra Mestra (é assim pá?) :D
Miguel
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Reserva Particular
Ai que bom, carago! (Este carago vai obviamente dedicado ao nortenho do amigo R.). Regressado há pouco do norte, brindou-nos com duas garrafas de vinho do Porto, Reserva Particular, de Abel de Oliveira & Filhos, Quinta do Vale D. Maria, Pinhão (Douro), já com 40 anos... Que coisa deliciosa. É bom ter amigos assim, hics!
Miguel
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Pérolas bis
Sim, são pérolas [pá, murcão]. Pérolas. Pérolas... Que rejeitais da mesma forma que insistis em olhar o dente do cavalo dado. Ai que pena eu tenho de não poder dizer uns caralhos de vez em quando, alto e bom som... De por tudo preto no branco ou vice-versa, de ter que ser um auto-controlado, auto-dominado em nome e em prol do negócio, de ter que ferver por dentro sem suar por fora. De, de e de. Ai se eu pudesse... Mas não posso! Como dizer, aos que comigo se sacrificam no dia-a-dia, que tudo foi posto em causa por chamar burro ao asno, imbecil ao idiota, acéfalo ao quadrado?
Miguel
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outubro 15, 2006
Così
Dos Conselheiros
Profissão nobilíssima esta, por estas bandas. Todo e qualquer empresário que se preze, para ter [maiores probabilidades de] sucesso, não pode deixar de contar com vários que o vão aconselhando sobre qual ou quais os caminhos a seguir. Noutras paragens chamar-se-iam [eventualmente] lóbistas embora aqui sejam mesmo, na realidade, conselheiros. Ainda não me decidi se será melhor ser-se organizador de eventos ou conselheiro. Em qualquer dos casos, pagam-se [muito] bem. Mas, pensando melhor, era capaz de preferir ser organizador de eventos. Assumiria igualmente que não sabia fazer a ponta de um corno e divertia-me muito mais.
Miguel
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O regresso do norte
Corremos a estrada até deixar de ser boa. A grande velocidade e o suficiente para perceber a falta de qualidade da obra chinesa por comparação com o que os nossos vão fazendo. As variações de nível do pavimento são de tal forma que o carro oscilava de forma anormal. Mesmo assim conseguimos chegar a Cassoneca (Bengo), a terra. Das duas casas. E do fim da estrada, a mesma que nos levou, cinco meses antes, a Ndalatando (Kwanza Norte). Sendo generoso, digamos que os chineses conseguiram fazer 18km de estrada naquele período.
Deleito-me a apreciar a gradiosidade da paisagem. Ladeando a estrada imensos imbondeiros havendo, a espaços, verdadeiras florestas de cactos enterrados em terreno seco, castanho. Ao fundo, a área de influência do rio Kwanza onde acabámos por chegar indo até ao Bom Jesus, da água. Bonito. A repassar para algumas fotografias dado o enquadramento.
Excepcional acabou por ser o caos na Estalagem do Leão. Vimo-nos, de repente, cercados de carros em contramão estando dispostos em duas faixas na parte correcta da estrada e completamente atravessados na nossa faixa de rodagem de modo a retomarem a sua. Com o trânsito completamente bloqueado, apareceu a BET que tratou de abrir caminho para que passássemos, nós e a ambulância da Desminagem... Surrealista. O agente da BET a mandar avançar o autocarro não querendo saber ia passar por cima das bancadas informais estacionadas na estrada, a gesticular para os que estavam atravessados na nossa faixa de rodagem para que recuassem (para onde?). Uns gritavam. Outro saiu do carro e já queria lutar com alguém. A senhora que nos viu de frente para ela tendo desatado a fazer marcha atrás sem olhar para o retrovisor espetando-se contra um candongueiro. O primeiro polícia da BET que desistiu de organizar o trânsito. Enfim. De outro mundo que não este e de como ficou totalmente provada a teoria dos vasos comunicantes... Desde que dê para andar, tudo é faixa de rodagem.
Miguel
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outubro 14, 2006
[foto] Argel
Reflexões sobre Argel
18.14, os navios viram-se de costas para a cidade, aproveitando a subida da maré, e parecendo querer gozar esta vista de céu meio rosado escuro, e lua nova, cheia e majestosa que se começa a erguer sobre a cidade. Parece uma cidade, como qualquer a que estou habituado, não fossem os cânticos religiosos e um mausoléu, de arquitectura pró-soviet. Perguntavam-me há pouco, se já me tinha habituado. Nunca, respondi, é preciso crescer aqui, para este ser um som natural e ou que já não se estranhe. Estou seguramente num dos sítios, urbanos, mais altos da cidade, o “El Aurassi”, tenho que descobrir quem foi …, para perceber a escolha do nome para um edifício tão imponente como este.
Amanhã, sexta-feira, é domingo, pelo que como não conheço nada, nem ninguém, vou-me meter num táxi e conhecer “metade da cidade”. Se estivesse com o “Miguel”, ou outro do género, ia já conhecer metade das montanhas, cuja cordilheira já vislumbro daqui.
Regds,
Manel
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400D

A menos de 48h de me chegar às mãos, o (m)eu mudo através da imagem.
Miguel
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outubro 13, 2006
Kifangondo
Ao meu lado um dos que combateram a famosa batalha. A mesma batalha que já ouvira contar diversas vezes por diversos oradores que nela participaram. A versão de ontem, de quem aos 20 se encontrou deitado no chão de um monte a norte de Luanda, observando as tropas da FNLA - "eles eram mais de 12000 e nós só 1500" - a caminhar em direcção à capital após o famoso discurso de Holden Roberto, explicou sucintamente como tudo terá acontecido. Disse que se não fossem os BM-21* não tinham escapado. E fez questão de dizer que as tropas da FNLA eram na sua maioria zairenses "dados" pelo Mobutu ao Holden Roberto. Depois mais à frente, na zona do Porto Quipiri, mostrou-me o local onde as lanchas - ainda do tempo dos portugueses - desembarcaram o pessoal que surpreendeu pela rectaguarda as tropas da FNLA. E conversámos, conversámos e conversámos mais. Gosto de ouvir histórias mesmo que não correspondam completamente à verdade.
Miguel
* BM-21 é afinal a arma que ficou conhecida por órgãos de Estaline.
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Who's next?

E vamos observando, constatando e (os que podem, lucrando) com todas as movimentações que vão ocorrendo no que se convencionou chamar de mercado de valores mobiliários de Lisboa.
Miguel
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outubro 11, 2006
Jay-Z in Luanda, yo!
O rapper Jay-Z anda em tournée por estas bandas a favor de uma causa qualquer que, confesso, me passou completamente ao lado. Contaram-me que, há uns dias, na actualização diária que a Polícia Nacional faz na RNA sobre a criminalidade, a determinada altura, pergunta-lhe o repórter o que tinha acontecido ao Jay-Z na véspera ao que o polícia respondeu não ter conhecimento de nada...
Ao que parece, Jay-Z terá ficado sozinho num hotel acabado de estrear aqui, na capital, e, perante uma grande afluência de fãs, decidiu sair e saudar pessoalmente toda a gente que se tinha aglomerado junto à entrada do hotel. Até pode ser originário do Bronx, mas o que é isso comparado com alguns bairros de Luanda? Em pouco tempo o badaladíssimo Jay-Z ficou sem o telemóvel, o relógio, os anéis e os fios de ouro que trazia consigo. Graças à rápida intervenção da polícia, foi possível recuperar alguns fios e anéis. Já o telemóvel e o relógio, tiveram outro destino.
Mwangolê não brinca jóne, tá a pensar o qué você?
Miguel
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Na 99.9 FM
Um tema interessantíssimo para quem estava no meio do trânsito a caminho de casa. Aberto aos ouvintes, a questão era "é verdade que as mulheres com unhas compridas não fazem nada em casa e por isso são preguiçosas?". Bom, ainda pensei em telefonar e tecer algumas considerações mas acabei por ficar-me à escuta. Aprendi assim que é mesmo verdade. Segundo os ouvintes e sobretudo as ouvintes, aquelas que usam unhas compridas são mesmo preguiçosas e não ajudam em nada no lar (lavar a roupa à mão, cozinhar, limpar a casa, etc). Certo.
Eu que tantas dúvidas tinha quanto aos parâmetros realmente importantes na hora da escolha, iluminaram-me agora decididamente. Doravante, a primeira coisa para onde olharei quando conhecer uma mulher será para as unhas.
Miguel
PS-E as que roem as unhas?
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outubro 09, 2006
Selo do carro

Até ao fim do mês e eu a lembrar-me logo da catarina, lol.
Miguel
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outubro 08, 2006
Constatação
O secular macho latino, versão homo lusitanus, não está em vias de extinção. Excusavam era de exportar tantos para Angola, poupando-nos assim a cenas inacreditáveis, ainda por cima protagonizadas por gente da minha geração. Tudo se resume a sexo, posse, poder, sexo fraco/forte, domínio e demonstrações públicas de macho cobridor não raras vezes recorrendo à ameaça e agressão física. E não se pense que se trata de barrigudos, com fartos bigodes, anéis e fios grossos com o crucifixo, unha grande do dedo mindinho e ar rústico...
Miguel
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Galp

A nova galinha dos ovos de ouro, para todos.
Com lucros de 442 MEUR em 2005, a Galp Energia distribuiu um dividendo extraordinário pré-IPO (menos de dois meses) de 800 MEUR (um pequeno apoio para a redução do défice orçamental) aos accionistas e vai agora à praça contribuindo assim para a redução da dívida pública. O povo fica satisfeito com o regresso do capitalismo popular, assim como os bancos e demais entidades financeiras, o mercado ganha um novo alento perante o definhar previsível pós-OPAs em curso (em caso de sucesso) devido à redução do número de blue chips e o governo sai sorridente com os resultados desta operação.
Terá o bull mais quantos anos de vida?
Miguel
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Stiviandra O.

Simplesmente fenomenal, daqueles raros diamantes brutos que vão surgindo aqui e acolá, a Miss Angola 2006 ficou em 4º lugar no Miss Mundo 2006 realizado no fim do mês passado na Polónia. A fotografia fala por si.
Miguel
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Modus vivendi
Ando a tentar dourar a pílula mas confesso que esta ausência de privacidade incomoda-me sobremaneira. Onde quer que vá, o homem vai atrás: com pistola, soquete, cacetete e sei lá mais o quê que possa ter escondido. Pronto para qualquer eventualidade. 24/24, 7 dias por semana. Entro em casa, ele vem atrás. Saio do carro prontamente acompanhado com cobertura total das "costas". Vou a reuniões, quer ir atrás, sendo necessário dizer-lhe "fique aqui à espera sff!". Como é que um gajo pode viver assim?! E se eu quiser piscar o olho a uma mulher bonita e dizer-lhe um segredo ao ouvido? Quererá estar ele também por perto com receio que me dê uma trinca mais violenta, pondo em causa a minha integridade física?!
No outro dia foi atrás de mim para o supermercado dando origem ao que consideraria ser uma cena surrealista. Quem é que poderia atentar contra a minha integridade física dentro da loja?! Depois queria segurar o cesto das compras. Logo eu que sempre desatinei andar com "criado" atrás, muito menos o segurança pessoal nessa condição.
Claro que há algumas vantagens. Quando um tipo sai à noite - apenas uma vez até ao momento porque a noite está perigosa - ninguém se mete connosco assim que constatam a presença de alguém indesejado, grande e armado. Como quando saí, recentemente. Os putos de rua, já madrugada dentro, assim que nos viram parquear, aproximaram-se para "guardar" o carro ao que um disse para outro "ah chefe não precisa mais, previniu-se e já trouxe guarda de casa". As gargalhadas que resultaram da forma como o disse foram divinais.
A noite estava escaldante. Os dois érres ao som da batida Chilloutiana seguindo-se a Paulosiana. Pum perum pum pum, perum pum pum, perum pum pum, txhhhh txhhhh, kué kué kué kué, tum terum tum tum, tereum tum tum, terum tum tum. Ya know what I'm sayin'? Fuck youuuuuuu (toda a gente a gritar fuck you com os braços no ar seguindo-se o) Pum perum pum pum, perum pum pum, perum pum pum, txhhhh txhhhh, ...
Muita gente a divertir-se na noite mas persistindo ainda o padrão dos caçadores de gambozinos.
Miguel
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outubro 02, 2006
Humor negro
outubro 01, 2006
Esteve um calor...
O ovo da Páscoa
O ovo da Páscoa era uma espécie de Sebastião, o da música. Emproado, com o pensamento e a acção já sem o discernimento que lhe eram característicos na condição anterior, nunca chegou a perceber que vender a alma ao diabo era um bilhete, precisamente por ser barato e de 3ª classe, só de ida.
Boa viagem.
Miguel
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Novo blog
Também a partir de Luanda, outra sensibilidade sobre o que é viver-se por cá. Com um registo bastante mais intimista e de maior exposição do autor, não deixei de achar bastante interessante a forma como descreveu a sua passagem por Cabinda, onde vivi durante alguns anos. Um blog a acompanhar daqui em diante neste endereço.
Um abraço.
Miguel
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A festa
Foi ontem, genuína. Permitiu sobretudo concluir que a miscigenação produz verdadeiras maravilhas da natureza tratando-se, neste caso, do cruzamento de orientais [morenos] com africanos. Mas a afirmação da noite pertenceu à B. (estreante por minha culpa, nestas): "isto parece uma festa da Teixeira Duarte..."
Miguel
Deixado por Miguel S. | Recados (4) | Tirem-me daqui! | Topo %0

















