outubro 14, 2006

Reflexões sobre Argel

18.14, os navios viram-se de costas para a cidade, aproveitando a subida da maré, e parecendo querer gozar esta vista de céu meio rosado escuro, e lua nova, cheia e majestosa que se começa a erguer sobre a cidade. Parece uma cidade, como qualquer a que estou habituado, não fossem os cânticos religiosos e um mausoléu, de arquitectura pró-soviet. Perguntavam-me há pouco, se já me tinha habituado. Nunca, respondi, é preciso crescer aqui, para este ser um som natural e ou que já não se estranhe. Estou seguramente num dos sítios, urbanos, mais altos da cidade, o “El Aurassi”, tenho que descobrir quem foi …, para perceber a escolha do nome para um edifício tão imponente como este.

Amanhã, sexta-feira, é domingo, pelo que como não conheço nada, nem ninguém, vou-me meter num táxi e conhecer “metade da cidade”. Se estivesse com o “Miguel”, ou outro do género, ia já conhecer metade das montanhas, cuja cordilheira já vislumbro daqui.

Regds,
Manel

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