novembro 02, 2006
Mudanças
Tudo o que é demais é moléstia. Actualmente em negociações para a transferência deste blog para o Wordpress, o que não está fácil. Já lá está o blog todo mas requer ainda alguma formatação, sobretudo na coluna da direita. E ter que mexer em .css e por aí fora. Como se um gajo tivesse muito tempo para estas coisas...
Miguel
E-mail| Recados (4) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
outubro 28, 2006
Hasta qué?
"Endividamento dos portugueses com máximo histórico em Agosto"
in Público, 28.10.2006
Há 25 anos atrás poucos tinham carro ou casa própria. Não havia telemóveis ou computadores pessoais. Não se falava em férias na neve ou nas Caraíbas. O acesso a divisas estava fortemente condicionado, tal como o crédito sujeito a critérios bem mais apertados. Éramos o que éramos. Hoje, 25 anos depois, pretendemos ser o que nunca fomos: donos de nós próprios e do nosso destino.
Miguel
E-mail| Recados (6) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
outubro 27, 2006
Sem net
Por razões técnicas estou privado de internet doméstica. Isto traduzido faz dos funcionários do Serviço da Apoio a Clientes da Netcabo uns anjinhos e os tipos mais fantásticos neste tipo de situações...
Miguel
outubro 18, 2006
O direito à indignação
Este blog não é para falar destes assuntos, até porque me encontro emigrado e por isso não sofro com as barbáries que vão sendo cometidas no nosso espaço. Contudo, as declarações do Secretário de Estado da Indústria e Inovação tiram qualquer um do sério. Acima de tudo, nenhum de nós quererá insultá-lo, pegar nele pelos colarinhos e abaná-lo bem para ver se o cérebro volta ao lugar; fazer ligações directas ao contador da sua casa para que pague a conta. A bem da nação, o senhor em causa devia cair em si e colocar o seu lugar à disposição ou então ser demitido pelo primeiro-ministro. É que, se dúvidas havia, já é certo que 2007 será um dos piores anos de sempre para os portugueses e portuguesas. E já lá vão 5.
Miguel
PS-Se nada acontecer (+ provável) vou já encomendar o meu cilício para chegar bem preparado a Portugal.
E-mail| Recados (5) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
outubro 01, 2006
O ovo da Páscoa
O ovo da Páscoa era uma espécie de Sebastião, o da música. Emproado, com o pensamento e a acção já sem o discernimento que lhe eram característicos na condição anterior, nunca chegou a perceber que vender a alma ao diabo era um bilhete, precisamente por ser barato e de 3ª classe, só de ida.
Boa viagem.
Miguel
E-mail| Recados (2) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
setembro 28, 2006
Sem fotos
Roubaram-me a máquina fotográfica, após uma paragem no sítio do costume, com os guardas do costume por perto. Ou não terá sido um roubo? Assim sendo, até à minha (próxima) ida a Portugal, não haverá fotos. Tanto poderá ser uma semana, como um mês, como três meses. Depende. E não é de mim. Um espanto.
Miguel
E-mail| Recados (12) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
setembro 26, 2006
Price tag
Andar com um invisível nas costas é do mais desconfortável que possa haver.
Miguel
E-mail| Recados (6) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
setembro 22, 2006
90
Dias de férias por gozar. Como saberia bem uma volta ao mundo, relaxado, qual sabática.
Miguel
E-mail| Recados (2) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
A sombra
Dizem-me que não posso andar ao sol sem sombra. Que a sombra é fundamental, sobretudo em países onde há tanto sol. E eu, satisfeito com o meu desassombramento de sempre, aterrado com a possibilidade mais que certa de passar a ser mais um assombrado. De tal forma que até de noite se verá, e bem, a minha sombra.
Miguel
E-mail| Recados (7) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
setembro 21, 2006
Era uma vez...
... (como sempre, aliás) uma terra onde viviam muitos "O"s. Havia-os amarelos, vermelhos e laranjas não sendo estes últimos propriamente homogéneos. Entre eles existiam os blaranjas, os claranjas, os dlaranjas, os flaranjas, os glaranjas e por aí fora. Uns perfeitos outsiders do sistema, posicionando-se um função das conveniências do momento, ora mais para o lado dos vermelhos ora mais para o lado dos amarelos. Havia amarelos que, de tanto apanharem sol, mais pareciam doirados. Minoria entre os amarelos, brilhantes ao sol e também por isso igualmente designados por “O”s doirados, movimentavam-se com grande fluidez no seio de todos os "O"s de uma forma ostensivamente altiva. Movimentavam-se bem sim, qualquer que fosse o sentido da corrente, até porque faziam questão de afirmar amiúde que eles eram a corrente! E, afinal, quem é que se atrevia a desafiar qualquer um dos “O”s doirados?
Um dia surgiram, provenientes das terras onde predominavam as letras vermelhas, uns “O”s amarelos auto-designados sábios. Eram-no, na verdade. Até porque, universalmente aceite, um mais um sempre foi igual a dois. Timidamente ao início, começaram a espalhar a boa nova da universalidade matemática. Foi notícia pois a generalidade dos “O”s pouco ou nada sabia de números (de letras também não, pois só conheciam os “O”s). Arrastados, os vermelhos aumentaram. Também eles acreditavam piamente que um mais um era mesmo igual a dois. Pouco tempo durou já que, à socapa usando “O”s doirados disfarçados de sábios amarelos, alguns doirados fizeram espalhar por todos os meios que um mais um seria igual ao que bem entendessem e não o que os recém-chegados pretendiam fazer crer a grande maioria. A eficácia foi tremenda já que não estava mais em causa quanto era um mais um, até porque, a grande maioria dos “O” amarelos estava mais interessada em saber se aqueles “O”s eram dos seus ou vermelhos disfarçados de amarelos. Se, na realidade, não seriam “D”s disfarçados de “O”s e por aí fora. Quanto aos outros, limitaram-se a escapar pela mais que certa nulidade, pela passagem de “O” a “zero”, almejando agora, também eles, passar a “O”s doirados.
Miguel
E-mail| Recados (2) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
setembro 20, 2006
Socialismo, o muerte!
De entre as situações mais surrealistas [por que tenho passado] dos últimos tempos, há uma que me tinha passado completamente ao lado e que, graças a um recato mais forçado permitindo-me pôr a leitura em dia, me parece completamente estapafúrdio. Esse grande estadista conhecido por Hugo Chávez, após a sua visita a Angola, irá propor um referendo nacional para a transformação da Venezuela em República Socialista e a sua perpetuação no poder tornando-o presidente (ou outra coisa qualquer) vitalício. Quem se segue? Evo Morales? São estes os novos paladinos dos povos "oprimidos"?
Miguel
E-mail| Recados (2) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
setembro 19, 2006
O passado, afinal ainda presente
A neblina matinal tornava agradável o que na véspera tinha sido um verdadeiro forno. Pela marginal fora, seguia contemplando a paisagem de praia, arvoredo, gente, esplanadas, barcos e todo o movimento frenético próprio das zonas turísticas. Gente e mais gente. Já no regresso, após a rotunda de Cascais, fazem-me sinais para parar e, dado conhecer o outro, dou indicação para falarmos mais adiante, junto à Estação do Estoril já que os carros estavam a apitar atrás de mim. Mas não, insistia para que parasse ao que não acedi. Como é que podia parar no meio da estrada? Seguiram-se os sinais de luzes por mim ignorados. Continuei. Repentinamente, encosta-se ao meu lado e faz-me sinal para encostar o que ignoro indicando a Estação do Estoril. Descontente por não ter parado, ultrapassa-me o suficiente para começar com diagonais, aos "ésses", qual filme de acção, tendo sido obrigado a sair da estrada para não bater. Saí, ainda perplexo com o que estava a acontecer, enquanto os carros iam passando e buzinando. Cumprimento o cão de fila, por quem outrora nutria uma simpatia ocasional dado ser um daqueles elementos neutros mas com ar simpático. Visivelmente perturbado, pergunta-me se estava autorizado a fazer aquilo. Mas aquilo o quê, pergunto? Você sabe, diz-me enquanto agarra o telemóvel. Oh, aquilo? Sorrio inocentemente. Aparece um outro carro, coloca-se à minha frente enquanto o primeiro me fecha a traseira. Estava imobilizado. Tranco-me no carro e pego também no telemóvel. Em plena marginal, entre Cascais e o Estoril. Os carros passam, ninguém pára. Vão buscar a PSP, enquanto prossigo com os contactos. Estrangeiro na minha terra. Identificação, pedem. Apeteceu-me dizer um "vai-te foder", mas a calma prevaleceu. Seguimos, todos para o local indicado. O surrealismo prossegue perante o meu olhar estúpido e irritantemente calmo para os demais. Transferem-nos para a central. Não, isto não é aqui. Vão. Ainda me dizem o que fazer ao que respondo [já] não poder. Podes sim. Eu sou da PIDE e sei muito bem o que estou a dizer. Afinal? Imaginei-me a sussurrar-lhe ao ouvido, enquanto lhe trincava a orelha à Mike Tyson, "assassino de merda, seu grande verme como é que tu 30 anos depois ainda tens orgulho nisso?" Passa por mim, desiludido com o sistema e a vociferar enquanto o olho demoradamente enquanto se afasta. Os pensamentos surgem em catadupa. Tive a sorte de ter crescido em democracia e de ter sido educado em liberdade. Aos algozes do passado, ainda é algo de inconcebível.
Qualquer semelhança com pessoas, locais, factos ou instituições é pura coincidência.
Miguel
E-mail| Recados (2) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
setembro 18, 2006
T-Yn
Geralmente, quando estou à beira da tomada de grandes decisões, começo a eliminar elementos que me prendem ao presente, como que a aliviar a "carga". Processo que me permite visualizar com maior clarividência qual o rumo a seguir, para além de ser uma forma de auto-regeneração. Sai a pele velha, gasta e usada, cheia de marcas e entra a novinha em folha, fortalecida, resistente e ainda incólume, fresca. Foi também nessa perspectiva que tinha ditado o fecho deste espaço. Os últimos acontecimentos levaram-me a reabri-lo.
Miguel
E-mail| Recados (8) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
agosto 09, 2006
Dos dias
Claro que muitas vezes apetece-me vir para aqui despejar, tudo e mais alguma coisa. Aquelas merdas que nos chateiam e fazem pensar se é mesmo aqui que devemos estar, os episódios mais hilariantes possíveis e imaginários, os instantâneos mais insólitos quando menos se espera e as versões softcore kafkianas de aprendizes de feiticeiro, largados no meio de uma multiplicidade de sistemas cuja complexidade julgam conhecer, dotando-os da petulância e arrogância própria dos ignorantes. É daquelas merdas, sempre me disseram que mais vale ser do que parecer. Pois parece-me a mim que estariam talvez enganados, tal como eu que persegui sempre essa linha. Quando sair daqui, de vez, nunca, mas nunca mais na minha vida voltarei a ter que lidar com um determinado tipo de gente. São de uma mediocridade inenarrável a todos os níveis. Mas julgam que não. E os bons ou mesmo muito bons, a grande minoria, nem se dá por eles... discretos. Estes, são tão maus, tão maus, tão maus. Estão ao mesmo nível do jornalista que, aquando da inauguração de linhas de autocarro na cidade do Namibe há uns dias atrás, perguntava ao representante da empresa se a expectativa deles era de transportarem 450 passageiros por dia dados os 10 autocarros com capacidade para 45 passageiros...
Férias, férias, férias... Águas quentes, azuis esverdeadas, hummmmm cristalinas, calor, sol, hummmmmmm coqueiros, hummmmmmm boa companhia, hummmmmmm ilhas?, casa algures hummmmmmm naaaaa muito parado. Tenho que rever isto.
Miguel
E-mail| Recados (7) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
Terminator
Mas não é filme, nem se passa no futuro. Disse-me a M., pela segunda vez, que alguém seu conhecido, da infância, colegas de escola ou vizinhos lá da rua, foi abatido a tiro. Este último, filho de famílias "normais" a viver numa boa zona da cidade, tinha por prazer violar as miúdas depois de assaltá-las à mão armada. Teria entre 20 a 24 anos. Tal como ele, os casos sucedem-se. O que não deixa de ser surpreendente é que, contrariamente ao expectável, não são apenas os putos dos bairros que se tornam "gangsters". Para desespero dos pais, ou mães solteiras as quais respondem friamente perante o anúncio do fim trágico do "pequeno" que aquele não era seu filho, que o seu morrera há vários anos.
Miguel
E-mail| Recados (2) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
Cena esquisita
Num relativamente curto espaço de tempo, elaborei dois documentos considerando o ano actual como 2005 e o próximo ano como 2006. O que é que isto terá a ver com a mobilização das forças de defesa civil cubanas contra um iminente ataque americano à ilha, conforme foi noticiado há uns dias atrás? Provavelmente nada.
Miguel
julho 28, 2006
82
É o número de dias de férias atrasadas que tenho por gozar.
Miguel
E-mail| Recados (8) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
Dia de gritos
Não sei se é de mim que já não tenho muita paciência ou se isto é mesmo tudo normalíssimo e natural, mas hoje o dia está a ser de gritos. Um verdadeira espanto de choque da realidade. Ontem, a 15 minutos do encerramento dos bancos mas, sobretudo, das repartições fiscais, recebemos uma informação que nos obrigava a ter que efectuar algumas deslocações. Adiou-se para hoje. Logo cedo - cedo! só nós é que começamos a trabalhar cedo porque o resto é entrar tarde e sair cedo, logo à sexta-feira - tratámos de ter o cheque assinado e, acto contínuo, perante a minha estupefação conseguimos ter o cheque visado em 5 minutos. Um verdadeiro recorde! É a sorte de ter escolhido um banco que, por norma, está às moscas (hoje tinha 3 clientes). De seguida o martírio das Finanças. Balcão todo ele em granito. Tudo novo. Bom ar. Tudo muito top. 4 contribuintes e 6 funcionários na área em que estávamos. Só 1 estava a atender. Ao meu lado o que estava a ser atendido. A funcionária esticou o braço vagarosamente não para pegar na documentação mas num gesto em que aguardava que alguém lhe colocasse a documentação nas mãos. Tudo isto, sentada. Olhou para a documentação e:
- Cartão? - pediu a funcionária sem olhar para o sujeito passivo.
Entregaram-lhe o cartão. E olhou novamente para os papeis com a maior descontração do mundo.
- As folhas? Onde estão as folhas? - olhou-o com um desprezo fazendo-o sentir-se mesmo passivo.
- Não trouxe, era preciso? - disse baixinho enquanto tirava o telemóvel da mochila.
- O quê? Não trouxeste? E agora, como é que vou confirmar o que está aqui? - dizia ainda com ar de desprezo enquanto exibia as folhas ao sujeito passivo, folheando-as vagarosamente.
- (imperceptível)
- Já viste? Ele faz sempre isto, já faz de "prepósito"! É de "prepósito". - disse para a colega que estava ao lado batendo com as costas da mão nos impressos perante o olhar passivo do sujeito, mais passivo que nunca.
- (imperceptível ou então sou eu que estou a ficar surdo que nem uma porta)
- E agora? Como é que queres que confira? - interpelou-o abertamente à frente de toda a gente, na sequência de toda a cena para que todos os presentes percebessem bem o que estava a acontecer. Que drama. Tanta encenação.
E continuaram, tendo eu desligado por momentos enquanto respirava fundo, olhava para o relógio de parede, para o decote da colega e as calças amarelas justíssimas de alguém perto dos 50, para as unhas (literalmente) de 10cm ou mais da outra funcionária que ontem eram brancas e hoje já eram laranjas, todas retorcidas, para o ar zeloso do funcionário mais velho sentado mais atrás a despachar documentos, o grande molho de declarações e respectivos relatórios e contas referentes a 2005 amontoados mesmo ali, entre tantos outros pormenores que recheavam o espaço.
- Blá blá blá.
- Blá blá.
- Blá blá blá blá.
- Blá blá.
- Blá? Blá blá blá blá blá.
(E eu cheio de pressa a gritar por dentro enquanto ia fazendo caretas. Levantava a sobrancelha esquerda, depois a direita, semicerrava os olhos).
- Blá, blá blá, percebeste? Tens que voltar e trazer as folhas. - disse-lhe finalmente com ar de quem sabia o que estava a dizer e não podia fazer mais nada para o ajudar e que até tinha feito tudo o que estava ao seu alcance, para grande alívio nosso.
À vontade tudo isto demorou 15 minutos. E nós, os 4 à espera afinal é 6ª feira. Foram 3 horas de manhã perdidas com um visar de cheque, um preenchimento de modelo DLI, uma conferência não sei de quê, mais o carimbo não sei de que mais, mais o pagamento para me darem o DAR para depois ir mostrar o DAR à senhora do DLI a qual ainda me disse que para a próxima apanhava 100% de multa porque só podíamos assinar depois de estar selado. Como? Se ainda não fiz nada ia ser multado de quê?! Rasgava aquela merda e entregava um modelo sem ser assinado, ora!
Isto é desgastante.
Miguel
E-mail| Recados (11) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
julho 27, 2006
Boa noite!
Como é hábito, ao entrar no prédio, pejado de guardas - são os do prédio, os dos ministérios, os das petrolíferas - saúdo quem por ali está com um boa tarde ou boa noite. No início estranhei bastante quando me respondiam "obrigado!" ou então "sim!". Hoje a surpresa total e com a qual não contava. Contrariamente ao habitual hoje um dos guardas saiu-se com um sonoro "tudo bom!". Um estudo sociológico era capaz de não ser mau para perceber isto...
Miguel
E-mail| Recados (20) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
julho 25, 2006
Epílogo
Fui à pesca.
Miguel
E-mail| Recados (4) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
Prólogo
Vive! Ama! Aprende!
Miguel
E-mail| Recados (4) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
julho 23, 2006
Da barbárie
No mínimo o que será exigível é uma forte condenação de Israel internacionalmente e o pagamento ao Líbano de reparações de guerra. O que começou como uma "legítima" reacção face ao ataque gratuito do Hezbollah, mesmo podendo ser entendido como um "favor" ao governo democraticamente eleito libanês pela destruição do réprobo Hezbollah consolidando o poder instituído, acabou por revelar-se algo de mais complexo e cujas consequências levarão décadas a sarar. Isto e o que lhe está subjacente.
Miguel
E-mail| Recados (2) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
Dias
Foi assim 5ª feira, um dia fora do normal. Alienei todas as posições longas que [ainda] detinha, como manda a prudência e a antecipação das grandes decisões. Consegui acabar de arrumar o gabinete todo. Nem um papel fora do sítio (milagre!). Tudo no devido lugar. É sempre assim, antes do Verão vem a Primavera.
Miguel
E-mail| Recados (2) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
julho 19, 2006
Das Organizações

Parece que celebra hoje o primeiro 10º aniversário. Tem a sua piada já que não há nada como o primeiro 10º, passa-se das unidades para as dezenas. Um grande passo. Tirando a felicidade que foi a concepção deste logotipo, a CPLP tem feito o quê e serve, na realidade, para quê? Falta mais dinamismo, mais audácia, mais acção, mais vontade de arriscar. Sabe a pouco.
Miguel
E-mail| Recados (1) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
julho 18, 2006
Eleições na RDC
Soube acidentalmente e há pouco tempo que a RDC tinha mudado a bandeira que tinha introduzido o pai do Kabila após a queda do Mobutu. À bandeira azul com a estrela amarela central e seis mais pequenas do lado esquerdo, sucede-se agora outra num tom de azul mais suave com uma estrela amarela no canto superior esquerdo e uma faixa central vermelha, na diagonal, ladeada por duas amarelas com 1/5 da espessura da central. Azul para a paz, vermelho em homenagem aos mais de 4 milhões que morreram no país nos últimos anos vítimas da(s) guerra(s) e amarelo pelas intermináveis riquezas minerais do país. A mudança terá ocorrido em 19 de Fevereiro deste ano.
As eleições de 30 de Julho deste ano, as primeiras desde 1965 (!), contam com 33 candidatos presidenciais (4 mulheres) entre os quais se encontram 2 filhos de ex-estadistas: Joseph Kabila (actual presidente e filho do anterior a quem Che Guevara se referiu aquando da sua passagem por esta parte do mundo como um dos piores guerrilheiros que alguma vez tinha conhecido) e François Mobutu (filho do ex-ditador apoiado pela UDEMO - União dos Democratas Mobutistas). Por sua vez, às legislativas concorrem 213 partidos políticos onde se encontra de tudo um pouco.

Este processo eleitoral reveste-se de particular importância para esta parte de África pelas consequências que poderá ter qualquer evolução menos positiva para um grande número de países que fazem fronteira com a RDC. A oeste o Congo Brazaville e Angola, a norte a República Centro-Africana e o Sudão, a este o Uganda, Ruanda, Burundi e Tanzânia e a sul a Zâmbia. É uma grande incógnita. O "regime" de Kabila foi constituído e mantido de uma forma completamente artificial após o homicídio do seu pai e sustentado por 4 vice-presidências. O país mantém ainda os seus senhores-da-guerra supostamente acantonados e "calmos" até à realização das eleições. Delicado. Um país estranho onde a antiga potência colonial cometeu das maiores atrocidades de que há memória no que ao colonialismo europeu diz respeito. Talvez daí muito do que por lá se tem passado apenas acalmado pelo período em que Mobutu impôs a sua ditadura.
Deste lado, é com expectativa que iremos acompanhar as eleições da RDC. É certo e sabido que, em caso de problemas graves, será provavelmente Angola um dos primeiros países a ter que intervir. Por outro lado, está em curso o processo eleitoral em Angola que culminará provavelmente na realização de eleições talvez em 2007, embora nada esteja ainda definido. Sem margem para dúvidas, o que se passar na RDC será um bom balão de ensaio.
Miguel
PS-A imagem mais acima mostra a nova força policial da RDC e foi retirada do site da MONUC.
E-mail| Recados (1) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
54
- Estou? 54?
- Não, daqui fala a 1047.
- 1047? Mas eu liguei para o 54, ele está?
- Eu sei, mas puxei. O 54 não está.
- Não está? Hummm e a que horas é que poderei encontrá-lo?
- Horas? Mas o 54 já não está entre nós?
- Não está entre nós?
- Não, já não faz parte da equipa.
- Oh! A sério? Desde quando?!
- Há duas semanas pelo menos...
- Também o 54? Depois do 42, da 64, da 675, do 89, da 33, da 90, ... , agora também o 54? Está tudo a ir embora!
- Pois... olhe também nós, não tarda nada.
Soma e segue. V2, versão angolana.
Miguel
julho 17, 2006
Das clientelas
Com a devida vénia cof cof cof. Sinceramente é algo que não me preocupa sobremaneira. O blog nasceu como necessidade de criar uma ponte para o exterior fruto de um [forte] isolamento que, a partir de determinada altura, comecei a sentir nas terras do enclave. Serviu na perfeição o objectivo então traçado. Em simultâneo, pretendia registar para o futuro alguns assuntos sobre os quais não tinha, não podia, não queria partilhar com ninguém por razões óbvias. Finalmente, um espaço onde pudesse registar algo sobre os sítios por onde vou passando. E a internet, via blog, é um bom sítio. Fica lá. "Eternamente".
Sobre as audiências, confesso que deu-me um certo gozo até determinada altura ver de onde é que raio vinha tanta gente. E como é que lá tinham ido parar. Permite também perceber um pouco melhor como é que funciona esta coisa da www que arrasta pessoas "por engano" até tascos como o meu. Passada essa fase, eliminei tudo o que pudesse servir de rastreio sobre as pessoas que param por aqui não sabendo já quantas são nem como aqui vieram parar. Deixou de me dar pica.
Finalmente os comentários e daí, talvez, a questão das clientelas. Confesso que me dá gozo ter feed-back mas até mesmo este já cheguei a considerar eliminar. Ao mantê-los confesso, quanto mais não seja subconscientemente, alguma vontade em ter feed-back e, nesse sentido então, procurar alimentar a(s) clientela(s). Ou talvez não. Deixar estar por estar até porque é interessante "ouvir" o que as pessoas têm a dizer. Contudo, o objectivo principal, porque também não pretendo dar-me a conhecer e é meramente acidental o facto de algumas pessoas que me conhecem conhecerem este espaço, é ir para aqui deixando algo para mais tarde sem que isso implique entrar em campos mais complicados como o que focaste. Logo eu.
Miguel
E-mail| Recados (7) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
Áspera
É do pior, ter o azar de apanhar uma língua áspera. É daquelas coisas para retirar de imediato a extensão .exe, .com ou mesmo .bat e deixar com a .old ou mesmo sem extensão por forma a garantir que nenhum programa a (re)conheça.
Miguel
Rápidas melhoras
E não há forma dele recuperar mais depressa como aumentar-lhe a dosagem, dar-lhe mais comprimidos?
Miguel
julho 16, 2006
Facciosismos
O que pude agora observar há pouco no Eixo do Mal, na SIC Notícias. Como é que é possível ainda defender a velha tese de que, não sendo brancos e europeus, os atentados de Bombaim não mereceram o mesmo destaque dos de Madrid ou Londres? Insuportável porque também falso. A CNN esteve a transmitir em directo o sinal da CNN India (pareceu) dos vários locais, por exemplo. A SKY idem. A BBC e por aí fora.
Mas indo ao cerne da questão, há um certo tipo de esquerda que considero insuportável. A que recorre a um argumentário bafiento e intelectualmente desonesto.
Miguel
julho 13, 2006
Dos cedros
Das imagens mais terríveis de guerra de que me recordo passarem nos telejornais da RTP quando era miúdo eram as de Beirute. Já lá vão uns anitos, mas nunca mais me esqueci daquelas imagens, mesmo a preto e branco. Hoje novamente, a Beirute que tantos anos esteve a ferro e fogo, dividida em bairros/zonas de acordo com o grupo religioso dominante e finalmente a recuperar dos escombros, novamente a ver as bombas cair. A "reviravolta" teve o seu apogeu com a saída dos sírios nem que para isso tivesse que se sacrificar o Hariri (esta parte já é alucinação). Falta(va) apenas acabar com o Hezbollah. É desta.
Agora, não sei se estarei a ouvir bem ou o meu inglês é que será pior do que imaginava. O Hezbollah terá mesmo 10.000 rockets prontos para disparar contra Israel?! 10.000?! Palavras para quê?
Miguel
julho 12, 2006
Exposição directa
Isto de ter mais tempo disponível proporciona-me alguns motivos para algumas gargalhadas. Não, não tem nada a ver com a anedota da catarina ou as barbaridades de alunos franceses da Emiéle motivos suficientes para umas boas risadas. Desta feita trata-se da publicação de uma newsletter através da qual cheguei ao site do autor. Sinceramente, achei a newsletter uma grande seca e demasiadamente fraca para que lhe tivessem dado o destaque que deram pelo que fui "cheirar" para ver melhor quem seria o artista. Confirmado. Trata-se mesmo de um artista. Apresenta um CV que termina textualmente assim: "Esteve directamente exposto a personalidades do mundo empresarial como..." fulano tal e enumera um número de individualidades que considerará relevantes. Pergunta-se deste canto que raio será essa coisa de estar-se directamente exposto? Tomou o pequeno-almoço com alguma daquelas pessoas? Terá ido para a cama com alguma delas? Viu alguma daquelas pessoas no aeroporto? Vai ao mesmo barbeiro para depois dizer que esteve "directamente exposto"? Esta malta passa-se!
Miguel
E-mail| Recados (3) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
julho 09, 2006
Do Povo
E quanto mais viajo e conheço que foi sempre o meio e jamais o fim.
Miguel
Teses
Ainda no rescaldo de ontem e, por arrastamento, do Portugal-França, não deixo de ficar perplexo, apesar de ser um mal que nos (homens) acompanha a partir de uma determinada idade, com o facto de todos acharem que, por sê-lo (não encontro qualquer outra explicação plausível), percebem imenso de futebol dando origem a verdadeiras teses. Nestas, sempre considerei as mais interessantes as que em tudo se assemelham a um exercício de auto-flagelação. Não há paciência.
Miguel
E-mail| Recados (1) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
julho 03, 2006
Por estas e por outras...
... é que nos chamam todos os nomes e confundem-nos com pessoas como o Gonçalo Cadilhe. Fiquei sem saber se é jornalista ou um mero turista com direito a prosa light para ignorantes no semanário Expresso, o que, para o caso, também não interessa. Fica a relíquia para a posteridade aqui...
Miguel
E-mail| Recados (14) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
junho 28, 2006
Do mundo
Apesar da vulgaridade da constatação, há que dizê-la. É cada vez maior a [minha] convicção que o mundo está dividido em dois: de um lado as pessoas [extremamente] chatas e do outro os loucos. Pelo meio os outros, mas como só há dois lados, não existem.
Miguel
Zás!
Prás trásssssss knheeeeeeeeccc! Yaaaaaaaaaaaa! Pássssssssssssss trum trum trum kproewjsdnghstekhsys!
Miguel
E-mail| Recados (2) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
junho 10, 2006
E
Porque ando bestialmente cansado e sem grande tempo para o que quer que seja, fico-me por aqui durante uns tempos. Seguem-se mais duas imagens do quotidiano presente as quais me deixam sempre num misto de indignação e incredulidade. Na primeira vemos mais um carregamento de cimento, com um dos ajudantes em tronco nu, em cima da carga, cheio de pó de cimento em condições profundamente questionáveis e que me deixam sempre perplexo e indignado. Por todos os motivos, quanto mais não seja pela própria interpretação do que deverá ser a condição humana. Já a segunda imagem espelha o ar carregado do motorista do gigante camião militar que equipam as forças armadas. Uma imagem recorrente. Essa e da (alguma) anarquia com que guiam aqueles monstros, estrada fora. Uma imagem que, sendo ainda presente, se pretende algo do passado num futuro não muito longínquo.
Miguel
Tomada de posse
Do novo Bispo, ao norte. Contrariamente ao que pretende passar determinada comunicação social portuguesa, relataram-me há instantes ao telefone que está tudo calmo e que a vida corre normalmente. Estas coisas da comunicação social são engraçadas, pela forma como se relatam os acontecimentos para a grande maioria perante a estupefacção, quantas e quantas vezes, de quem as vive in loco.
Miguel
E-mail| Recados (3) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
junho 01, 2006
Apertar o cinto
Curioso quanto ao desfecho, sabendo-se de antemão que algumas dezenas de milhar de famílias já deixaram de pagar o empréstimo ao banco para aquisição de habitação própria, da subida das taxas de juro conforme está bem ilustrado neste artigo. Curioso é que o nível de endividamento em Portugal tenha passado de 40% do rendimento disponível, em 1995, para 118% em 2005. Como é que foi possível?!´
Miguel
E-mail| Recados (3) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
maio 26, 2006
Foi porreiro
Aliás, é sempre porreiro ter o pai por estas bandas de vez em quando e juntar o útil ao agradável. Apesar de longe, tê-lo por perto por motivos profissionais de vez em quando, é sempre giro estar com alguém tão importante e que nos faz rir tantas e tantas vezes com as suas brejeirices costumeiras. Chato, chato foi não ter trazido mais uns Mon Chéri. Isso, não se perdoa.
Um abraço,
Miguel
E-mail| Recados (2) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
É preciso o Jack?
Para virem a terreiro dizer não sei o quê?! Disse o senhor em causa que "é humilhante para os portugueses a percepção que o exterior tem de Portugal, que é a de uma contínua degradação e declínio ao longo dos últimos anos". Mas, amigo Welch, essa é também a percepção do interior!
Teve igualmente umas tiradas de algum humor como, por exemplo, quando afirmou ter ficado com a sensação que em Portugal há mais associações do que empresas. Pois. Sobretudo porque existirão sem dúvida inúmeras empresas já Empresas não serão assim tantas. E disse ainda mais umas coisas interessantes sobre Recursos Humanos, conceito que constitui ainda uma grande incógnita no meio empresarial português e de muitos gestores.
Muitas vezes aponta-se África como sendo um belo exemplo do imediatismo, das vistas curtas, do "enquanto se pode". Estaremos assim tão longe do continente exemplo?!
Quanto ao empreendedorismo, é mesmo necessário estimulá-lo. A sério. Mas como fazê-lo se, muitas vezes, os próprios decisores não o são, não fazem a mínima ideia do que é e limitam-se a olhar para o chão em vez de em frente ou mais alto. Entre as várias desilusões que tive em Portugal uma delas, mais recente, prende-se precisamente com a falta de apoios para algo de inovador num nicho de mercado particularmente específico e de dimensão potencialmente global. A reacção dos contactos efectuados, meramente exploratórios é verdade, foi de tal forma que fiz as malas e fiz-me à estrada. A melhor opção da minha vida.
Não estranho por isso quando, ao ler a imprensa portuguesa, se diz que nos últimos (2?) anos tenham emigrado cerca de 150.000 portugueses. Mas qual é a grande surpresa? Estivessem as portas escancaradas e não seriam certamente só 150.000...
Miguel
E-mail| Recados (7) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
maio 21, 2006
Menino N.
Da mamã, claro. Aos 33. 33?! Li em tempos, algures, que tinha surgido em Itália um fenómeno novo. O dos trintões que não queriam, de forma alguma, largar a mamma. Por um infindável número de razões. A mamma. Pensei para comigo que não era nada de particularmente anormal até porque os italianos há muito que andavam a surpreender pela negativa. Ontem, o primeiro balde de água fria: já os há em Portugal.
Disse-me o R. que tinha convidado um tal de N., tipo porreiro e todo maluco, para jantar. Pelas 20:00 o telemóvel do R. a tocar. A mãe queria saber se o prédio tinha elevador. Ai não?! E as escadas têm luz?! Pobre R.. Ainda não tem a desenvoltura suficiente para responder à altura. À senhora, não teria ficado muito mal algo como "mas a senhora está com medo que o seu filhote de 33 anos tropece nas escadas e parta o nariz?".
Provavelmente desejoso de se ver livre da mamma, o N. devorou os mais de 200 degraus num ápice antes de bater à porta. Gadelhudo, casaco vermelho com três ricas brancas nas mangas, camisa preta, ganga castanha e ténis comme il faut, o rapaz vinha cheio de estilo. Disso e de energia tal o frenesim com que vinha. Falava aos molhos e mexia-se muito. E de que maneira. Estava todo entusiasmado. Livre da mãe, tinha a "grande" oportunidade para fazer merda! Como rapidamente confidenciou, nunca tinha "fodido nada a não serem loiras!" e portanto de ontem à noite não passaria (não foi exactamente o que disse mas a forma como disse o que disse foi tão vulgar e reles que dourei a pílula).
- Mas ó N. atão ontem não fostes à discoteca? Proquéque não aproveitastes pa lançar o anzol? - não foi assim, mas perante a cena, há que usar uma certa dose de ficção porque o que se passou não é de gente normal.
- Opá "méne" não deu porque tinha a minha mãe ao lado e eu sou um gajo sério pá! Sou casado e tenho um filho - isto já não é ficção.
Refeito do que dissera e já noutra onda, pegou no telemóvel e telefona a alguém que teria conhecido na rua enquanto esperava pela mãe.
- Estou? J.? Olha fala o N., estás boa?
- Quem? N.? Não conheço nenhum N. - presume-se que tenha sido o que disse a miúda.
- Aquele rapaz que conheceste no outro dia em frente à loja tal. Eu estava num carro parado e chamei-te, lembras-te?
E lá saiu com o R. todo satisfeito pois a "gaja hoje não me escapa".
Ya "méne"!
Esta manhã, já acordado e inteirado da "caçada", a risota terá sido audível de Cabinda ao Cunene. Chegado ao local, deixou-se estar encostado a noite toda ao balcão tendo apenas bebido uma ou duas Spin e água. Às 3 da manhã começou a chatear o R. porque já era tarde e depois a mãe ia chatear-lhe a cabeça. A risota não teve nada a ver com o sucesso/insucesso do rapaz mas tão-só com o tipo de aves-raras que por aqui vão aparecendo.
Estes "ménes"!!!
Miguel
E-mail| Recados (9) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
A merda dos logs
Não preparo o que escrevo. É directo, escrevo quando me apetece. Tinha acabado de escrever um texto e, ao fazer o save, em vez de gravar e publicar, apareceu-me o raio da janela do Movable Type Publishing Platform para fazer o Login. Perdi tudo. Há paciência?!
Miguel
E-mail| Recados (3) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
maio 14, 2006
A primeira vez
"Nunca me deram um tampa na vida mas, é como tudo, há sempre uma primeira vez. Tenha um bom dia de domingo Sr. Miguel."
Acredito. Até porque, macho que é macho, não olha ao dente...
Miguel
E-mail| Recados (4) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
maio 13, 2006
Da arte e engenho
A capacidade de tomar banho ao acordar com 4 garrafas de água mineral gaseificada italiana de litro e meio.
Miguel
E-mail| Recados (7) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
Da arte e engenho
A capacidade de tomar banho ao acordar com 4 garrafas de água mineral gaseificada italiana de litro e meio.
Miguel
E-mail| Recados (7) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
maio 11, 2006
sBBM
Terá alguém andado a ver o segredo de Brokeback Mountain? Hummmm...
Miguel
E-mail| Recados (2) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
maio 08, 2006
Ofenderam-me
Chamaram-me workaholic! Eu?!
Miguel
E-mail| Recados (3) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
maio 07, 2006
Assim
- Diz-me a palavra!
- Desculpa?
- Sim, diz-me a palavra. Rápido.
- Palavra? Que palavra?
- Não sei. Diz!
- Digo o quê?
- Tempo é dinheiro e eu não o tenho. Dizes ou não dizes?
Deitou-se no chão de barriga para cima e de repente:
- Beija-me. Vá, beija-me antes que me arrependa.
- ?!!!
- Não, não me beijes. Não posso.
- ?!!!
- Beija-me. Beija-me, depressa!
- ...
A vontade de rir que me deu apenas foi contrariada pela surpresa do insólito, infelizmente. É que teria sido muito melhor umas fortes gargalhadas...
Miguel
E-mail| Recados (4) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
maio 05, 2006
7 meses e 1/2
Sem ver televisão. E ainda estou vivo, quem diria? Sem televisão?! O que perdi? Bué de informação deprimente que adquire uma dimensão particularmente desproporcionada pela força das imagens. Ou seja, não perdi rigorosamente nada...
Miguel
E-mail| Recados (11) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
A empregada
Porque o calor apertava, decidi ir a casa à hora do almoço para uma banhoca refrescante e necessária. Apesar de ser forçosamente de água fria (viver à índio, dá nestas coisas...). Qual não é o meu espanto quando, chave metida à porta, encontro-a trancada. Quatro voltas depois e a porta aberta, ainda gritei para ver se estaria alguém em casa. Nada. Silêncio absoluto. Hummmmmmmm. Vasculhados todos os cantos e recantos nem sinal de vivalma. Pouco passava do meio-dia. Tinha-se baldado, sabendo dos nossos horários.
Rapidamente veio-me à memória o Mário Naiona. Grande empregado. Mais-velho, era ele que cuidava de mim (e eu dele e da mulher). Dava-lhe um bom salário (para 1998, $200 em Moçambique era muita massa), alojamento (mandei construir uma pequena casa no terreno atrás das dependências da minha), alimentação, assistência médica e medicamentosa do meu bolso e ainda 13º e 14º. Em troca, tinha a garantia de não me preocupar com a casa. Sobretudo com o que comia. Fora alvo de ameaças de morte e, para além disso, receava que alguma chanfrada pedisse ao cozinheiro para me por qualquer porcaria na comida com o intuito de me engarrafar. É que, um belo dia, após uma longa jornada de trabalho, qual não é o meu espanto quando chego a casa e, para além do mainato que se encontrava na cozinha, encontro uma rapariga sentada no sofá à minha espera porque me queria conhecer!...
Mas, voltando ao Mário, ah! ele e o Paulinho que dupla. Aumentada a tripla com o sobrinho que não percebia peva do que dizíamos mas sorria sempre simpaticamente. O olhar dele dizia tudo. Já o Mário, era mais-velho. Um mais-velho a quem a vida não sorriu. Viúvo diversas vezes, carregava consigo a responsabilidade de quase 10 filhos. Com ele, vivia a mais recente mulher a qual começou igualmente a ficar doente alguns meses depois. Por ser muçulmano, desafiava-o de vez em quando para ver como reagiria perante determinadas questões como por exemplo cozinhar-me porco. Mesmo no Ramadão. Muçulmano convicto, antes de degolar o cabrito, pendurá-lo na árvore das traseiras e arrancar-lhe a pele com a faca para depois o desmembrar, o Mário costumava rezar. Tal como os talhantes do talho de Pemba quando matavam as vacas e os bois. Sem matadouro era assim que o faziam. Degolavam os animais. Mas não sem antes rezar.
Ainda a este propósito, trabalhava ainda o Mário em Pemba, na nossa empresa, realizou-se um dia um almoço da Direcção e das Chefias. Ao ser servida a refeição, notámos o Chefe dos Recursos Humanos a segredar alguma coisa ao ouvido do Mário. Este confirmou com a cabeça e sorriu para o Abdul o qual também esboçou um pequeno sorriso. Intrigados, perguntámos o que se passava ao que o Abdul respondeu que tinha perguntado ao Mário se a galinha era "halal". Sim, o Mário tinha rezado antes de matar a galinha.
Sobre esta história do "halal", uma das cenas mais caricatas num jantar de aniversário do Rui, de Marrubune. Estávamos lá todos (chefias da empresa) incluindo o Mamad que era conhecido por ser muçulmano e dizer em diversas ocasiões que não bebia, etc e tal. A maioria da carne servida na festa era de porco, de onde se destacava um entrecosto extremamente saboroso. Daqueles de comer sem parar. De repente, eis o Mamad igualmente agarrado às suas peças de entrecosto. Olhámos. Vimos bem para confirmar até que lhe perguntei "Ó Mamad! Então você está a comer porco? E o Islão? E o Islão?", com um ar de gozo descomunal. Respondeu-me prontamente ele com um grande sorriso "Não há problema nenhum, este porco é halal". Rimo-nos todos que nem uns perdidos.
É assim o humor nas Províncias.
Miguel
E-mail| Recados (3) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
abril 18, 2006
Os ovos
De chocolate da Páscoa, era a única razão pela qual sabia que existia. Ao longo da infância e juventude. Eram as férias, as últimas antes das grandes. Com sorte, já com algum calor e sempre recheadas de amêndoas e ovos. Mais tarde, os coelhos. Sim, como era boa a Páscoa. Nhammmmmmmmmmm. O resto? Uma grande seca. Mas como nós - os 50% da família com a qual mais me identifico - sempre fomos uns ateus de primeira, os putos escaparam ao longo dos tempos de todo e qualquer tipo de liturgia, felizmente! Éramos mais dados às saídas, rua fora em passo firme e acelerado para o parque da cidade onde se reuniam os putos todos. Até às 22h, hora de entrar em casa. Mesmo assim, tempo suficiente para as declarações de amor nas árvores do parque, um beijo descarado merecedor de um qualquer estaladão (raramente aparecia), um apertar de mãos, um cheirar da pele após a banhoca do fim do dia antes de se ir para a noite, mesmo no parque. A páscoa? Sim, era altamente! Antecipava o verão...
Miguel
E-mail| Recados (4) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
abril 16, 2006
Battery low
Tenho sido alvo de algumas críticas sobre a vulgaridade do blog e do mesmo estar uma porcaria ultimamente (menos mal, se fosse sempre seria pior). Nada de especial ou de novo quanto às críticas. O blog é o que é porque é. Não tem pretensões a nada, indepentemente de uma ou outra paneleirice para deleite próprio, porque me dá um gozo dos diabos.
De qualquer maneira confesso que não tenho tempo ou disponibilidade mental para algo mais elaborado, estruturado e/ou reflexivo. Nos momentos em que existe essa disponibilidade, não tenho computador à frente e nem sequer condições para escrever. Normalmente é a conduzir, a andar de bicicleta ou a pé que me abstraio por completo (ou quase) da realidade. Por outro lado, ultimamente, sempre que cedo à tentação de parar para pensar um bocadinho, aparece-me sempre no canto inferior direito do campo de visão um qualquer ícone a indicar que a bateria está fraca e que deveria ligar-me imediatamente à corrente ou desligar o computador para evitar perder a informação guardada na memória. Aproveitando a minha estadia em Lisboa, ainda falei com os fabricantes na esperança de encontrar uma qualquer bateria para substituir a actual mas informaram-me que já não fabricavam mais, pois o modelo já era antigo.
Que se lixe. O blog lá terá que continuar assim mesmo.
Miguel
E-mail| Recados (8) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
abril 13, 2006
Ainda meio ensonado
Assim estou depois de vários dias duros no sul de Angola, seguidos de várias subidas aos céus com as malas às costas e uma noite a voar como há muito não me acontecia. Devia parecer um zombie esta manhã. Barba de 7 dias, cabelo de louco e um ar de quem já não dormia há algum tempo. Ao ponto de, antes de vir, ainda me perguntar a telefonista em Luanda com um sorriso enorme nos lábios "Dr. M, parece que está a vir do mato!". E não vim?
De resto, como é bom voltar à "terra". Sabe bem.
Antes de ir para o sul, ainda tive tempo de ler uma reportagem sobre a "Nova Angola" numa revista popular à qual já achei piada, em tempos. Palavras para quê? Para falar como se faz mau jornalismo na imprensa portuguesa? Ainda a pensar naquele artigo qual não é o meu espanto quando, ao fazer o download de um jornal que assinei, aparece em letras garrafais na 1ª página "A Angola que Sócrates não visitou". E os jornalistas, visitaram? Ou limitaram-se a servir de caixa de ressonância por uns quantos sequiosos de protagonismo fácil? Mais do mesmo na edição da semana passada. O país está mesmo de rastos. Até o jornalismo anda já pelas ruas da amargura. O tal de suposta referência.
Antes de ir para a cama, ainda tive tempo de dar uma saltada à FNAC para descobrir, com algum espanto, como de repente (aparentemente) surgiram tantas obras sobre a África lusófona e, em particular, Angola. Interessante. Mesmo aquele diário do ex-embaixador de Portugal em Angola, profundamente elitista e muito pouco diplomático. O cinismo ao seu mais alto nível. Mas o melhor mesmo foi a bica e o pastel de nata...
Fiquei espantado foi com a quantidade de gente que hoje estava na praia, a correr até ao Guincho, de bicicleta e nas esplanadas. Estará tudo de férias?
Miguel
E-mail| Recados (3) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
abril 03, 2006
Regresso
Já conquistado pela capital, o regresso ao enclave revelou-se estranhamente difícil. Difícil por ver agora, após o distanciamento de vários meses, com melhor clarividência, o espaço físico onde "vivi" durante quase trinta meses. Da imutabilidade física completamente alheia aos grãos de areia escurecida que, incessante e inexoravelmente, são arrastados para a metade inferior da ampulheta. Indiferentes aos que chegam, aos que estão e aos que partem. Temporariamente. De vez. Só.
Miguel
Sem números
Retirei-os quase todos do blog. Os sitemeters e afins. Para além de ter perdido toda a curiosidade, de não querer saber e de não ter tempo para isso para lá da novidade, decidi tornar o blog mais leve já que a minha ligação de dial-up convencional não me dá para mais. Fica assim só e apenas com os dados do weblog.
Miguel
E-mail| Recados (11) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
março 27, 2006
Do jogo
Em pequeno, antes dos 10, já sabia jogar póker, à bisca, lerpa, sueca, etc. Por ter perdido montes de cromos da minha colecção preferida de então, à lerpa , numas escadas frias e com pouca claridade, fiquei curado. Custou-me muito perder o raio dos cromos. De tal forma que até hoje não gosto de jogar a dinheiro. A feijões sim. A dinheiro, custa muito a ganhar (que discurso kota)... Qual não é hoje a minha surpresa quando, numa pesquisa online provocada por uma outra pesquisa que acabou no meu blog, me deparei com alguém que conheço como sendo um craque de póker online a dinheiro. Caramba! Que desperdício de vida(s). Ainda por cima só há uma.
Miguel
E-mail| Recados (7) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
março 24, 2006
Veneno
- Alô?
- ...
- Sim, tudo bem?
- ...
- Não, estou na .... Sim, estou.
- ...
- Ok, ok. Beijinhos.
Tive que mentir à minha mulher e dizer-lhe que estava convosco. É que se ela sabe que estou aqui ficaria muito preocupada porque tem medo que eu seja envenenado.
Com toda a propriedade. O histórico fala por si.
Miguel
PS - É com alguma naturalidade que vou ouvindo estas coisas. Em simultâneo com os resultados do futebol que, um pouco mais distantes, diversos indivíduos discutiam. Da Taça. Outros, aproveitando a deixa, diziam que nos jornais portugueses se dizia ser o Mantorras muito melhor que o Nuno Gomes. Voltando ao meu amigo, embora com naturalidade, já não sinto falta nenhuma deste pesadíssimo ambiente que se vivia e que, também eu forçosamente, vivi no enclave. Proximidade dos Congos? Ou ambiente próprio de lugares tão pequeninos a fervilhar de tudo e mais alguma coisa que tenha ver com conspiração?
E-mail| Recados (1) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
março 22, 2006
Azar
Regra geral, não acredito na sorte e/ou no azar puros. Desta forma, entendo que ambos podem ser construídos e decorrem, sobretudo, da nossa acção, consciente e/ou inconsciente por contraposição com o "cair do céu". Contudo, depois dos últimos acontecimentos com o braço direito, sou forçado a rever pontualmente este posicionamento. Lembra-me o amigo de uma amiga, português, que por cá anda e que escapou ao tsunami de Dezembro e aos atentados de Bali fazendo "tremer" os supersticiosos. Embora o direito seja ele próprio vítima do seu azar. Hummmmmm eu não acredito, mas...
Miguel
E-mail| Recados (8) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
março 21, 2006
Nu
Sem grande interesse em tentar perceber mais fico com a dúvida se será o desespero o indutor do estado de pré-loucura ou este o indutor daquele.
Miguel
E-mail| Recados (18) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
março 18, 2006
Bufo(s)
Hummmmm...não têm mais nada para fazer? Ao longo dos tempos sempre existiram e existirão, sendo os piores aqueles que, à semelhança dos judeus que denunciavam iguais na vã tentativa de salvarem a pele, se entretêm assim a despejar palavras. É mesmo triste. Pobre coitados que a mais não aspiram tão pobres são.
Miguel
E-mail| Recados (2) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...
março 04, 2006
Português Suave
Vou comprar cigarros, volto já.
Miguel
E-mail| Recados (12) | Topo | Página principal | Tirem-me daqui! | Limpa-me, limpas? | Googla-me...




