julho 19, 2005

Epidemia de Marburg à beira do fim

Finalmente a boa notícia. Embora, por aqui, já se tenha dado por terminado o estado de alerta há bastante tempo. O último caso reportado deu-se a 9 de Julho, com o número total de casos fatais a ser revisto em baixa de 351 para 312. De igual modo, os Médicos Sem Fronteiras retiraram já a sua equipa de emergência (250 médicos) da região. Se até ao dia 20 de Agosto não aparecer mais nenhum caso, dar-se-á por erradicado este surto de Marburg.

Yono.
Miguel S.

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maio 06, 2005

Marburg

E quando tudo parecia ter acalmado rumo à erradicação eis que surgiram novos casos e mais mortos no Uíge. O total de mortos ascende já a 203 num total de 319 casos, ie, uma taxa de mortalidade de 63,6%. A notícia mais recente está aqui.

Yono.
Miguel S.

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abril 12, 2005

Marburg: 210 óbitos em 231 casos

Mais 7 óbitos nas últimas 24 horas, 6 no Uíge e 1 em Luanda sendo este último de um médico cubano. Luanda tem mais 3 casos suspeitos e o Zaire 1. Nas Províncias do Kwanza Norte, Kwanza Sul e Cabinda a situação permanece estável.

Última actualização.

Yono.
Miguel S.

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abril 11, 2005

Marburg: actualização a 10 de Abril

Dados de acordo com a Angop. A actualização apareceu no site deles há instantes aqui. Informam igualmente que, de acordo com o Ministério da Saúde, estão em observação 361 casos suspeitos na Província do Uíge.

Yono.
Miguel S.

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Uíge com 90% das vítimas de Marburg

Onde o número de vítimas continua a aumentar, decorrente da intervenção realizada naquela província por parte das autoridades com o apoio de organizações internacionais com destaque para a OMS, MSF, entre outros. No Uíge as equipas móveis reataram as operações depois de alguns incidentes que provocaram a interrupção dos trabalhos. O número de óbitos no Hospital Central do Uíge estão a diminuir acontecendo o inverso nos bairros periféricos... Entre as duas actualizações da OMS, foram registados mais 9 casos e mais 14 óbitos, todos eles, aparentemente, no Uíge.

Para além destes números, só na Província do Uíge estão 360 pessoas em observação por terem estado em contacto com contaminados.

A última actualização da OMS.

Yono.
Miguel S.

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abril 09, 2005

Chato, eu sei

Mas quanto mais falar do Marburg e procurar manter-me actualizado, menos apreensivo fico. E assim será nos próximos tempos até me baldar, ou até à próxima boleia que a de hoje já perdi...

Yono.
Miguel S.

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abril 08, 2005

Marburg já no Zaire - 7ª Província

Não há muito mais a dizer não é? Apenas que a Província do Zaire, no norte do país, reportou ontem 6 casos de Marburg elevando para 7 o número de Províncias já com casos reportados.

Última actualização...

Yono.
Miguel S.

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abril 07, 2005

6ª Província com Marburg

E em mais uma actualização, há já 200 casos com 173 óbitos. Mais uma Província afectada, desta vez o Kuanza Sul. Note-se que em Cabinda, Kuanza Norte, Malange e Kuanza Sul haverá apenas 1 caso ou óbito em cada uma delas, seguindo-se Luanda e o Uíge, com a grande maioria dos casos.

Fica a actualização no site da OMS.

Yono.
Miguel S.

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abril 06, 2005

Suspeito de Marburg na RDC

E agora há já um indivíduo em observação na RDC por suspeita de estar com o vírus de Marburg. Para além deste dado novo, as estatíticas mais recentes de Angola apontam para 181 casos e 156 mortos, de acordo com o comunicado do Ministério da Saúde datado de 5 de Abril.

Mantém-se o Uíge como o epicentro da epidemia com dispersão regional para as províncias mais próximas (Kuanza Norte e Malange), para a capital e Cabinda assim como, agora, as suspeitas de transposição natural de fronteiras para a vizinha República Democrática do Congo, atendendo à elevada mobilidade dos indivíduos que se regista nesta zona do planeta.

Fica o link para a última actualização da OMS.

Por último, um link igualmente importantíssimo da OMS com todos os dados relativos à doença (historial, formas de contágio, etc etc etc).

Yono.
Miguel S.

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abril 05, 2005

Já em Malange

De acordo com a OMS na sua actualização de 4 de Abril, o Ministério da Saúde de Angola reportou 163 casos de febre hemorrágica dos quais 150 fatais. As Províncias afectadas são Uíge (origem da epidemia), Luanda, Cabinda, Kuanza Norte e Malange. Todos os casos reportados fora do Uíge são considerados como sendo originários desta parte do território nacional.

Yono.
Miguel S.

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abril 02, 2005

Tudo calmo

De fontes seguras que não há mais nenhum caso de Marburg por cá, na cidade, para além da senhora que morreu há uma semana e que tinha vindo do Uíge. Está cá há já alguns dias uma equipa conjunta da OMS com especialistas nacionais. A palavra de ordem neste momento é de calma e serenidade perante o que aconteceu, procurando evitar pânicos desmesurados, apostando na informação e esclarecimento das pessoas reforçando as medidas de prevenção.

Até nova ordem não há qualquer razão para temer o que quer que seja e entrar em paranóia colectiva como esteve quase a acontecer no início da semana. Vamos acompanhando o evoluir da situação com a calma e serenidade adequadas à mesma.

Alguns links interessantes para quem está no terreno:

Organização Mundial de Saúde
Médicos Sem Fronteiras

Yono.
Miguel S.

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abril 01, 2005

Marburg no Kuanza Norte

Noticiavam hoje as cadeias de televisão citando o porta-voz do Ministério da Saúde. Tratar-se-á de um professor que teria vindo da Província do Uíge para Camambatela (Kuanza Norte), localidade não muito distante da fronteira sul do Uíge.

Uma constatação do que tenho lido e ouvido: até agora, todos os casos relatados noutras Províncias são de pessoas que estiveram no Uíge.

Yono.
Miguel S.

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Comunicado

Yono.
Miguel S.

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março 31, 2005

Alerta rápido Marburg em Luanda

Para quem precisar, a Direcção Provincial de Saúde de Luanda criou um sistema de alerta rápido com 6 terminais telefónicos, 3 dos quais com epidemiologistas tratando-se por isso de telemóveis com os números:

912 214924 (Movicel)
912 301002 (Movicel)
923 245106 (Unitel)

Yono.
Miguel S.

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Soubemos hoje que...

...afinal ainda não há a confirmação de nenhum caso de Marburg por cá, ou seja, haverá a necessidade de confirmação laboratorial. De qualquer modo, o quadro clínico aponta para tal.

Soubemos igualmente que estão por cá e chegaram hoje reforços da Centre for Disease Control (EUA), Organização Mundial de Saúde, Instituto de Medicina Tropical (Lisboa), Instituto Ricardo Jorge (Lisboa), entre outras organizações com especialistas.

De referir que os 120 casos mortais no Uíge deram-se no espaço de 6 meses.

Por hoje, a comunicação social acalmou na caça ao caso.

Yono.
Miguel S.

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março 30, 2005

Contagem decrescente

Num dia particularmente inaudito e cheio de peripécias. Lentamente, as pessoas começam a tomar consciência da necessidade de se protegeram. Para além da normalidade desconcertante em muitos, algumas cenas caricatas: no banco todos os funcionários com máscara perante o olhar estupefacto dos clientes, na rua algumas pessoas (poucas) já com máscaras e algumas mesmo com luvas, na farmácia as máscaras e luvas postas mas as máscaras descaídas com o nariz a descoberto e [vi eu] a puxarem a máscara para baixo para se perceber melhor o que diziam...

Ficámos hoje a saber, pela rádio, que afinal conseguiu evitar-se uma catástrofe em Luanda. Um dos mortos que tinha sido levado do Uíge já em mau estado para Luanda por um familiar enfermeiro, acabou por sucumbir ao vírus e foi transferido para a morgue onde já se encontravam 21 defuntos. A sorte foi terem dado conta da situação atempadamente e isolado a área com o apoio da polícia, evitando assim o contacto dos vivos com os mortos.

Por cá algumas medidas interessantes como por exemplo a existência desde anteontem de uma equipa de saúde que vê quem chega e quem sai, no aeroporto. Fiquei igualmente a saber que os vôos do pessoal dos petróleos já não aceitam passageiros de "fora", como medida preventiva. Finalmente uma nota para os senhores ouvintes que vão telefonando a denunciar este ou aquele vizinho, afirmando estarem com medo de serem contagiados devido a este ou aquele indivíduo.

De resto, a cidade vai funcionando normalmente como se nada estivesse a acontecer. Como disseram hoje à nossa tesoureira no banco apinhado quando a viram entrar com a máscara posta "Oh mana! 'Tás com medo de morrer?", ao que ela respondeu e bem "Estou!" perante os sorrisos dos sem máscara...

Yono.
Miguel S.

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Mais 1 caso e 1 potencial

Noticiava há instantes a Rádio Comercial. Segundo eles uma senhora que teria estado no Uíge regressou doente e terá ido já para o isolamento. O outro caso, ainda por confirmar, trata-se de um homem que estaria recolhido numa célula de oração num bairro periférico. Estes dados não foram ainda confirmados pelas autoridades competentes.

Yono.
Miguel S.

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março 28, 2005

O dia de hoje

Como era expectável, foi o tema de início do dia. Já se sabe onde é que a senhora morava; houve pessoal que assim que soube ninguém saiu de casa durante todo o fim-de-semana; foram dadas máscaras a todos os funcionários tendo uma boa parte do pessoal de escritório trabalhado todo o dia com máscara; fez-se já a divisão de talheres, copos e pratos para cada funcionário; foram reforçadas as luvas para o pessoal da limpeza; compraram-se 50 litros de lixívia e chegou-se à conclusão que é difícil encontrar este produto na cidade, estando esgotado em diversas lojas mesmo antes do caso na cidade e não tirámos os ouvidos da rádio.

Aparentemente ainda anda muita gente à vontade e que sorri quando nos recusamos a apertar a mão. Ainda hoje chegou um colega com idade para ser meu pai que ao recusar-me a apertar-lhe a mão se virou e disse "Oh! Você também? Isto aqui não há nada, é tudo invenção!" Sei que ontem apareceu com duas gajas à porta de alguém que o despachou a grande velocidade. Este caramelo é daqueles campeões para quem não há Sida, não há vírus, não há nada. Preocupa-nos porque nos coloca em risco perante a atitude irresponsável do tipo. Estes gajos acima dos 50 são um perigo. Parece que querem viver o que não viveram antes ou têm medo de morrer amanhã e só fazem merda. São acérrimos defensores da velha máxima: tudo o que vem à rede é peixe...

Sabemos que afinal, por cá, estão 26 pessoas de quarentena num hospital a 10km da cidade, noticiou a Rádio Comercial.

Yono.
Miguel S.

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Marburg: indicações

Recebemos hoje algumas indicações escritas sobre o Vírus Marburg para alertar os trabalhadores. Transcrevo o que recebi, devido às inúmeras visitas feitas hoje à procura de info sobre a doença:

Conheça a doença de Marburg
É uma doença provocada pelo vírus de Marburg. Após 7-10 dias do contágio, causa a síndrome febril hemorrágico.
O doente apresenta-se com fortes dores de cabeça, febres altas, náuseas, dores do corpo, vómitos, tremores, ardor e dores de garganta e por vezes conjuntivite e tosse. Depois de 7-10 dias as dores de cabeça tornam-se muito fortes e constantes, febres muito altas, diarreia e vómitos com sangue e muita fraqueza.

Como se contrai a doença?
A doença contrai-se através de:

1) Respiração: espirros, secreções salivares do doente e suor;
2) Feco-oral: Fezes, vómitos, alimentos do doente;
3) Relações sexuais: de todas as formas (mesmo com preservativo);

Como evitar a doença?
Medidas gerais:

1) Higiene pessoal e do ambiente rigorosa;
2) Lavar as mãos com água e sabão antes e depois das refeições;
3) Manter os alimentos protegidos (tapados);
4) Não deixar as moscas poisarem sobre os alimentos;
5) Matar e eliminar as moscas, baratas, ratos e formigas;
6) Tratar a água com 4 gotas de lixívia por cada litro ou ferver antes de beber;
7) Usar luvas e muita lixívia na limpeza dos quartos-de-banho.

Na presença do doente ou morto devido ao vírus de Marburg deve-se:

1) Usar sacos ou luvas nas mãos e botas ou sacos nos pés, se estiver descalço;
2) Usar máscaras ou panos para tapar a boca e o nariz;
3) Não tocar, abraçar ou beijar o doente ou o morto;
4) Comunicar de imediato às autoridades sanitárias mais próximas.

Ficam ainda alguns links para sites com informação útil:

Centre for Disease Control (EUA) Factsheet
Outras informações da CDC
Agência de Saúde Pública do Canadá
Medicine.net
Lyncx (sobre o ébola)

Yono.
Miguel S.

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março 27, 2005

Manter a calma

Há que manter a calma, a calma, a calma, a calma, a calma, a calma, a calma, a calma, a calma, a calma... :)

Yono.
Miguel S.

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Embora procuremos descontrair...

...a verdade é que toda a nossa atenção está agora virada para o vírus. Trocamos as informações mais recentes e as preocupações de quem está longe, umas mais normais outras mais em pânico. Os contactos estão algo limitados e sempre com alguma distância. Os cumprimentos costumeiros desapareceram. E vamos acompanhando o evoluir da situação para a tomada de decisões mais graves.

Yono.
Miguel S.

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Dizia o português velhote...

...no hotel ao ouvir as notícias sobre o vírus na RTPi que isto, qualquer dia, já um gajo não pode molhar o bico. Pois, perante o actual cenário só mesmo um preservativo que desse para o corpo inteiro como no Naked Gun!

Yono.
Miguel S.

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O Público (ou a Lusa?) falhou

Nesta notícia diz-se que a taxa de mortalidade do vírus de Marburg é superior a 80% o que é falso. De acordo com os dados da CDC anda em torno dos 23-25%.

Yono.
Miguel S.

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Confirmado Marburg por cá

Aconteceu já a primeira vítima mortal, confirmada. Há já um conjunto de pessoas em quarentena, as que estiveram em contacto directo com o único caso mortal dado ter-se pensado tratar-se de paludismo inicialmente, para que se possa assistir à evolução do seu estado de saúde. De qualquer forma, estão a esclarecer que o facto de terem estado em contacto directo com o único caso não implica necessariamente estarem contaminados. Está neste momento a decorrer um debate/esclarecimento na Rádio Nacional de Angola-Emissora Provincial no sentido de se esclarecer a população incluindo os que estão de quarentena. Iniciaram ontem o esclarecimento junto da população no Bairro onde morava a senhora, no Posto Médico em que foi tratada, junto dos mais velhos, etc. Pretende-se, acima de tudo, evitar uma epidemia na Província.

Discutem-se as questões culturais, nomeadamente a forma como se realizam os funerais e as cerimónias prévias ao enterro.

Fala-se já do controlo de potenciais casos ao nível dos aeroportos, quer à partida quer à chegada.

Yono.
Miguel S.

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março 26, 2005

O que me assusta

Foram diversas as epidemias que vivi ao longo destes anos de África: meningite em Pemba (Cabo Delgado), peste bubónica em Quelimane (Zambézia) e cólera por diversas vezes também em Quelimane (Zambézia). Sempre corremos riscos associados ao facto de andar por estas terras: malária/paludismo e dengue, através do mosquito, entre outras potenciais maleitas locais. Sabemos do HIV, entre outras. E contra a grande maioria temos já mecanismos de auto-defesa e a certeza que, na maioria dos casos, naquelas que não controlamos e acabamos por tornarmo-nos potenciais vítimas, a existência não é posta em causa a não ser em situações extremas e excepcionais.

Desta vez é diferente. Não há profilaxia e não há cura. Já hoje me disseram para não me preocupar em demasia porque a taxa de mortalidade entre a população adulta é de 23-25%. Foda-se! Para não me preocupar?

Desde que se tornou público terem os casos extravasado o Uíge, adoptei medidas de auto-defesa algo extremas: já não cumprimento ninguém, não vou a lado nenhum com aglomeração de pessoas, não bebo nem como nada a não ser da minha casa e mesmo a falar com pessoas só a alguma distância. Inclusivamente no escritório andei hoje até à hora do fecho com máscara. Isto sobretudo depois de me dizerem esta manhã de Luanda: "Well, I don't want to scary you but there ways of protecting yourself. I am sending you the CDC factsheet on Marburg and you should be aware of it all. You should implement the same procedures as we have in Luanda and avoid all contacts with people as this virus spreads through body fluids including sweat and it is airborne. Ah, well... let's get straight to the point Miguel, no girls in the near future [...] Well you have several options: a) total isolation until it fades away, b) take serious measures in order to keep on going but limiting your exposure to people and c) let us know asap if something happens". What a fuck?!

Fui dar a volta de bicicleta do costume. Business as usual. Na boa...

Cá em casa as mudanças que imperam: a empregada não volta a entrar cá dentro para nada, eu é que vou cozinhar para mim e nos próximos tempos não faço compras em lado nenhum. Estou lixado porque vou ter que andar a leite, cenouras, azeitonas, espinafres, couves de bruxelas, sardinha em lata, feijão, arroz, tomate pelado, maçãs, fruta enlatada, etc.

As conversas entre a malta apreensiva, todos. Coloca-se uma questão de fundo: apanhar o avião? E se...? Todos nos lembramos do corre corre que foi andarem em Portugal atrás dos passageiros e tripulação que fez o vôo Abidjan-Lisboa há uns anos atrás, onde também viajou um alemão que acabaria por morrer em isolamento total na Alemanha.

Yono.
Miguel S.

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Precauções a tomar

Por causa disto, disto e ainda disto, a RNA emitiu hoje um comunicado do Presidente da Ordem dos Médicos Provincial, informando a população da tomada de medidas para o "controlo e prevenção da febre hemorrágica do Uíge" e alertando para as formas de contágio: contactos directos com fluidos orgânicos (suor, saliva, sangue, etc) qualquer que seja a via. Preocupante.

Ou seja, se dizia que qualquer dia só saía de casa e do escritório com luvas e máscara, cada vez mais parece uma inevitabilidade. Isso e o deixar de cumprimentar quem quer que seja ou ir a locais públicos (discotecas, restaurantes, etc...).

Informação da CDC (EUA) sobre o vírus Marburg.

Yono.
Miguel S.

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